São José dos Ausentes

Por muitas vezes vimos reportagens e imagens das regiões das Serras gaúchas, e ficávamos encantados, sonhando com o dia em que cavalgaríamos nesses campos  cercados por gado e cânions por todos os lados e que seriam ainda mais lindos do que aqueles que víamos através da telinha da Tv. Embora a região conhecida como Pampas esteja mais ao sul, segundo o IBF (Instituto Brasileiro de Florestas) toda região de coxilha pode também, em razão do tipo do solo e vegetação ser chamada de Pampas, entretanto são mais conhecidos como Campos Altos, mas isso não importa, o que importe é que…

Esse dia tão esperado chegou e a experiência foi incrível, enfim conhecemos São José dos Ausentes.

A história se faz presente muito mais do que apenas no nome, no século XVIII  desbravadores encontram um lugar intacto pelo homem e desenhado por Deus, abraçado pelo estado de santa Catarina entre o rio Pelotas e nascente do rio das Antas estava localizado o maior latifúndio do Rio Grande do Sul, a Fazenda dos Ausentes, localizado em uma região privilegiada do país, São José dos ausentes esta inserido em um Eco sistema único, os campos de cima da Serra são formados por campos de altitude e matas de araucárias.

Junto as belezas naturais a região oferece grandes atrativos como a vista exuberante do pico e Cânion Monte Negro, Coxilha e Cruzinha além das majestosas taipas e mangueirões de pedras que te propiciam uma volta ao passado, o desnível dos rios, cujo fenômeno é de ímpar beleza, os passeios a cavalo pelas coxilhas e a rotina dos campeiros na lida diária, a comida típica em sua maioria feita com produtos cultivados ali mesmo na região, no quintal de cada casa ou pousadas dão um toque inesquecível nessa aventura.

São José dos ausentes sem dúvida oferece um diversificado e envolvente cenário natural envolto em um clima subtropical com temperaturas negativas que deixa suas marcas em campos e matas cobertos pela geada e a fantástica neve que altera as cores da paisagem dos campos de cima da serra no período de inverno.

São inúmeras pousadas disponíveis aos turistas, hospedar-se  em uma delas é sentir-se em casa, elas são sinônimos de aconchego e conforto. A maioria oferece  a possibilidade para acampar, embora não possuam uma área específica para camping, fornecem água, luz e banheiro com chuveiro quente, e quem não quiser cozinhar pode fazer todas as refeições na pousada e saborear comidinhas com gostinho do tempero da vovó.

Nós ficamos na fazenda e pousada Aparados da Serra (contato no link https://amorsobrerodas.blog.br/dicas-de-viagem/fotos/ , a última da rua que dá acesso aos Cânions. Como estávamos a bordo da nossa Terra Bruta e no período de verão, não fizemos uso das instalações da pousada, cozinhamos a nossa própria comidinha como de costume mas fizemos questão de conhecer as instalações e verificar como é o café da manhã servido na pousada que para nossa surpresa apresentou-se um verdadeiro banquete.

A aventura principal ficou por conta dos passeios a cavalo, meu marido tinha medo que eu me estabanasse no chão mas no final deu tudo certo, sem nenhum susto nem tombos.

No primeiro dia fomos para o Cânion da Coxilha, este é pouco divulgado mas para mim foi o mais bonito de todos.

Foram aproximadamente 3 horas de cavalgada com uma vista simplesmente de tirar o fôlego, nesse cânion não chegamos a cavalo até a borda pois é uma região que tem muito gado e para segurança deles, o Cânion todo é protegido  com cercas de arame (passamos por baixo de algumas). Para onde olhávamos víamos campos e mais campos verdinhos e o vento forte era o único som que ouvíamos o que transformava cenário simplesmente mágico e inesquecível.

No segundo dia quase não conseguimos sair da cama devido as dores no corpo da cavalgada do dia anterior (esse negócio é para os fortes) mas a vontade de conhecer os outros 2 cânions (Cruzinha e Monte Negro) nos fez pular rapidinho.

Fizemos nosso tradicional ovos mexidos com café preto fresquinho e saímos  para mais 15 km de cavalgada, dessa vez chegamos até a borda dos Cânions a cavalo e confesso que me superei pois havia prometido poucas horas antes de que não teria coragem para tanto, mas a vista é tão incrível que supera qualquer medo, e demais a mais os cavalos conhecem o caminho e os perigos e a minha Princesa era realmente uma lady e me conduziu de forma tranquila e sem sustos mas a Dudinha ficou um pouquinho enciumada, mas essa história conto pra vocês lá nos nossos vídeos no Canal do Youtube que logo logo vai para o ar.

Eu estava ansiosa para ver a famosa Viração, e nesse segundo dia fomos agraciados por ela. Tivemos a felicidade de conhecer e fotografar os Cânions Cruzinha e Monte Negro ainda com o tempo limpo e em seguida, um pouco antes de irmos embora começou a Viração, esse é um fenômeno que ocorre devido ao choque térmico da massa fria com o calor estacionado na altitude, fazendo com que uma névoa quase palpável se concentre no interior do cânion.

No Cânion Monte Negro tivemos o privilégio de fotografar e filmar bem de pertinho esses dois filhotes de abutre se preparando para lançar seus primeiros voos.

Aqui no Blog vou deixar algumas foto e um convite para que clique no link abaixo e assista o vídeo completo.

Cânions São José dos Ausentes – Amor Sobre rodas, a vida em um Trailer

Aproveite para seguir nosso Blog e nossa Fanpage e venha conosco nessa aventura. https://www.facebook.com/amorsobrerodasPedroeNoemi/

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Em Busca de Sentido

Esse poste é para você que pensa em mudar sua vida mas vive passivo se lamentando constantemente de tua má sorte, pela rotina, o casamento mal sucedido, o emprego que não o realiza, seus sonhos que sempre ficam para depois. Você não tem o poder de mudar tudo o que ocorre com você, mas tem o poder de escolher de que maneira quer se sentir e agir em relação aos acontecimentos. Fique comigo e veja esse post até o final (assista o vídeo no link a seguir.  https://www.youtube.com/watch?v=T1iiQphTaKo&t=212s

Título: Em busca de sentido
Autor: Viktor E. Frankl
Editora: Vozes
Páginas: 140 

Experiências em um campo de concentração

O Tema central desse livro é o Sentido da Existência humana.

Resenha:

O livro Em busca de sentido do autor Viktor Frankl, apresenta o relato pessoal de Victor que esteve presente nos campos de concentração na era nazista na Segunda Guerra Mundial.

Viktor Frankl, psiquiatra austríaco, foi prisioneiro em Auschwitz durante o holocausto nazista. Em busca de sentido narra essa experiência, além de nos apresentar a Logoterapia – método psicanalítico que ele idealizou e criou.

No campo de concentração, as pessoas cujo desejo de sobreviver era ardente, eram aquelas que possuíam a maior capacidade de sobrevivência, pois possuíam um sentido que justificasse suas vidas.

Alguma vez na vida, você já deve ter efetuado as seguintes perguntas: Qual é o propósito da vida? Por que estamos aqui? Temos alguma missão a cumprir?

Em algum momento de sua existência, essas perguntas ecoaram em seus ouvidos, tanto em momentos de extrema felicidade, quanto em momentos de desespero, desânimo, sobre o porque de ser você o escolhido por passar por este momento.

O livro é uma narrativa dramática e comovente da situação limite no campo de concentração. O autor observou a si mesmo e os demais durante a Segunda Guerra Mundial e descreve o que sentiu com uma realidade impressionante.

Após sua experiência surreal no campo de concentração, Victor Frankl começou a atender e durante os atendimentos costumava perguntar a seus pacientes porque não optavam pelo suicídio. A partir das respostas a essa pergunta ele encontrava as linhas centrais da psicoterapia a ser utilizada.

A obra traz uma reflexão sobre o que o ser humano é capaz de fazer quando compreende que não tem nada a perder senão sua existência, ele faz uma descrição fascinante do sentimento de emoção e apatia, sentimentos tão adversos que foram sentidos no campo de concentração.

Questões existenciais

Primeiramente estas questões existenciais começam a tomar conta dos prisioneiros: Porque eu? Qual o motivo desse sofrimento?

Neste campo de concentração diversos sentimentos surgem para tentar responder tais perguntas.

Com a alimentação escassa por uma sopa rala e tendo que dormir amontoados, aumentava ainda mais a irritabilidade, a solidão e o pensamento no suicídio.

O que amenizava essa dor era o sonho de liberdade, de poder rever seus entes queridos, por imaginar em que situação os mesmos estavam passando neste momento e por uns raros momentos de humor, poemas e teatros improvisados no campo de concentração que alimentavam suas almas.

A experiência no campo de concentração

O livro está divido em três partes. Na primeira parte, Victor descreve a experiência no campo de concentração, bem como as posturas de alguns companheiros. Ele nos conta desde a sua chegada a Auschwitz até sua libertação ao final da guerra.

No campo de concentração é revelador e surpreendente que na atmosfera mórbida e doentia seja possível ver sorrisos e grandes esperanças, mesmo que muitas delas frustradas. O autor transmite uma realidade muito grande em relação aos seus sentimentos, de tal forma que podemos senti-lo.

São tantas circunstâncias adversas, que é impressionante que muitos dos prisioneiros conseguem vencer essa situação de sofrimento com o humor, enquanto outros, com os sonhos de liberdade.

Há também quem relembre a vida antes da prisão para escapar do sofrimento; e, outra forma de escapismo, é por meio da arte, através de poemas, teatros improvisados.

Porém, o pior de tudo era tentar manter-se com aparência jovial e mostrar-se capaz de fazer qualquer trabalho solicitado, para ser poupado de ser enviado para as temíveis câmaras de gás.

Ele comenta como alguns presos agiam com muita maldade perante seus companheiros em relação às posturas de alguns guardas que algumas vezes era muito mais compreensivo do que os próprios prisioneiros.

Outro aspecto importante é a adaptabilidade humana em relação às privações. O autor busca demonstrar como os presos se agarrava a algum mecanismo de apoio para que pudessem sobreviver a mais um dia nesse ambiente mórbido.

A logoterapia

Na segunda parte do livro, o autor usa suas experiências para introduzir o método de logoterapia, cujo aprimoramento deve bastante à experiência em Auschwitz. Esse sistema busca o tratamento do paciente num processo que lhe traga uma plenitude existencial.

A logoterapia (terapia do sentido) abrange a vontade de sentido no ser humano, o sentido da vida. Ao contrário da escola freudiana que diz que as neuroses têm como fontes somente frustrações sexuais.

Viktor Frankl concentra o tratamento em projeções para o futuro. Tem por objetivo tornar a psiquiatria mais humanista.

Por isso, tenta compreender as necessidades do ser humano identificando junto ao paciente um sentido para sua vida.

Sua concepção é que o sentido nos faz humanos e compreendê-lo em cada situação da vida é um estímulo a viver e vencer todo sofrimento, independente de qual é o estágio de seu sofrimento. Para tanto, compreende as necessidades básicas do ser humano, que vão muito além daquilo que lhes atinge imediatamente.

Para Viktor Frankl, o ser é totalmente livre e não são determinados por fatores externos, sociológicos e biológicos. Em relação ao sofrimento sua teoria trás um método de lidar com: dor, culpa e morte.

Otimismo trágico

Na terceira parte, Viktor E. Frankl descreve sobre a tese de otimismo trágico. De acordo com essa tese, a superação individual reside numa escolha, num posicionamento interior que, a despeito da tríade trágica (dor, culpa, morte), explicando a possibilidade de o indivíduo optar pela vida, mesmo diante dessa tríade trágica.

Assim como a leitura do livro O Propósito da Vida, a leitura de Em Busca de Sentido transformará profundamente o seu modo de ver a vida, a sua relação com os momentos de sofrimento.

Sua leitura é indispensável para que possamos refletir sobre qual é o nosso propósito e buscar um sentido para nossa vida. Pois, quando temos um propósito, um objetivo definido, temos muito mais forças para lutar contra qualquer adversidade ao longo do caminho.

Pense em seu propósito da vida,  para enfrentar os desafios que aparecem hoje e, também, estar melhor preparado a segunda metade da vida.

Espero que esse post tenha ajudado vocês a meditarem sobre a sua realidade e como você esta se comportando diante das adversidades que surgem no dia a dia, se o que você vive no teu dia a dia realmente esta alinhado com seu propósito de vida. Leia o livro na integra e depois me conta o que achou.

Boa leitura e até a próxima amigos, há, siga o Blog para nos acompanhar nessa aventura.

Serra do Corvo Branco

A Serra do Corvo Branco  é uma estrada sinuosa e panorâmica situada  em Grão Pará, cidadezinha com  uma população: 6.537 habitantes segundo IBGE/2017.  Grão Pará ocupa uma área de 338 km², a 110 m de altitude e faz divisa com: Urubici, Rio Fortuna, Braço do Norte e Orleans

Chegamos em Urubici final de tarde e seguimos direto para a Serra do Corvo Branco, no início do trajeto dá a impressão que a estrada não leva a lugar nenhum, mas de repente  nos deparamos com dois paredões de pedra que impressionam, e ali começou a descida por uma estradinha toda quebradiça e com despenhadeiros que colocam medo, entretanto a vista é tão linda que logo o medo é substituído pelo sentimento de contemplação.

Vale lembrar que estávamos apenas  com a casinha 4×4 (Terra Bruta), a outra casinha ficou ancorada no camping em Gramado pois ela não passaria ali naquela  estradinha nem que fosse desmontada, por isso não recomendamos passar com trailer ou motorhome grande nessa serra, o risco de acidente é bem alto pois mesmo para os carros pequenos, há trechos em que um tem que parar para o outro passa, e em alguns trechos é complicar dar ré para abrir  algum espaço de passagem.

Para quem quiser ir de trailer pode seguir sentido Grão Pará até Aiurê, e deixar estacionado o Trailer na Cabana Corvo Branco (veja imagens e contato abaixo. A Cabana Corvo Branco é uma lanchonete que havia sido inaugurada a apenas 60 dias quando por lá passamos, e a recepção e acolhida foi tanta que resolvemos deixar o contato aqui para vocês, vale  alertar que eles ainda estão implantando uma área para trailer, motorhome e barracas, portanto é importante ligar com antecedência e combinar certinho valores (no nosso caso eles nem queriam cobrar, mas fizemos questão de comprar algumas coisas na lanchonete deles e de deixar um valor que foi simbólico apenas para agradecer a acolhida, afinal passamos duas noites estacionados lá e utilizamos os banheiros, água e luz deles.

Tel:  (48) 99923-5902 Adriano ou Vanda

Cabana Corvo Branco – Grã Pará

Por enquanto a Cabana não oferece chuveiro, tivemos o privilégio de inaugurar a duchinha da nossa casinha. Na primeira noite até colocamos o toldo pra tomar o banho, na segunda noite, bem, na segunda noite nem vou entrar em detalhes, fica por conta da imaginação de vocês, só garanto que entrou pra história…eheh

Veja abaixo mais algumas imagens dessa aventura e até a próxima.