O que Aprendei Com a meditação

Antes mesmo de virmos morar no Trailer, eu já havia iniciado um processo de alto descoberta e a busca incansável pelo desenvolvimento espiritual.

Nesse processo muito estudo foi necessário, muitos livros foram lidos, muitas técnicas foram aplicadas e quanto mais eu aprendia nas coisas que estavam fora de mim, mais eu percebia o quanto essa busca é interna, individual e constante.

Constante porque nunca ficamos prontos, a menos que atingíssemos o nirvana, mas eis uma utopia que necessitara de muitas vidas para se realizar. Individual e interna porque tudo é de dentro para fora e nada e nem ninguém é responsável pelos nossos medos, dilemas, crenças, sentimentos e emoções.

E nesse processo alguns aprendizados simplesmente se dissiparam por não fazerem parte dessa busca, mas alguns vieram para ficar e a Meditação certamente tem um lugar de destaque.

A meditação me ajudou a conviver com a dualidade dessa existência, faz parte  do nosso processo de vida no planeta Terra. A todo momento, teremos altos e baixos, dias bons e outros nem tão bons, momentos alegres e tristes.

Quando despertei para a busca do autoconhecimento, inicialmente, eu acreditava que só teria momentos felizes e agradáveis e que os dias tristes tinham ido embora para sempre.

A vida não é feita só de momentos bons

Na verdade, eu fugia dos acontecimentos desagradáveis ou simplesmente ignorava o que me incomodava, eu queria viver no good vibes eternamente.

Conforme fui me aprofundando na minha descoberta do que me incomodava, o que me dava medo, eu fui compreendendo que todas as experiências são válidas para nossa experiência e que observar é diferente de se identificar com a situação.

Portanto, não há nada bom ou mal perante os olhos da espiritualidade e sim desafios ou sinais indicando onde podemos transmutar, o que precisa ser desconstruído ou iluminado.

O poder da observação na meditação

Observar é reconhecer a emoção, é um olhar de fora, visualizando de forma imparcial como estamos agindo naquele dado momento.

Claro que eu ainda estou me aprimorando nessa técnica e cada vez mais focada em ter esse olhar independente para com meus atos.

A meditação tem sido fundamental nessa questão, pois, a partir dela, percebi a importância da respiração, da gratidão e da visualização.

Quando estou com a mente inquieta e tagarela, posso recitar um mantra! Pode ser uma frase ou uma palavra, dita em voz alta, baixa ou mentalmente, faço isso de forma repetida até minha mente acalmar.

Eu gosto muito de dizer a palavra GRATIDÃO! E tento fazer isso me concentrando nas sensações que ela me traz, realmente sentindo o que a palavra significa.

Meditar ao contrário do que muitos pensam, não requer ficar lá horas e horas sentado em posição de lótus, pensando nas contas que se tem que pagar ou nos seus problemas. Meditar pode ser feito em qualquer lugar, em qualquer momento, posso meditar lavando a louça do café da manhã, posso meditar fazendo tarefas do dia, e posso meditar apreciando a natureza, que aliás é a minha forma preferida pois nesses momentos consigo verdadeiramente me conectar com meu eu superior.

Nesses momentos em que me encontro comigo mesma, contemplo o que há de mais belo e de mais feio em mim, busco compreender a humanidade na sua essência mais profunda, busco os valores verdadeiros e o desapego daquilo que é apenas proporcionado pelo ego e pelo apego. E assim, cada dia mais sinto essa grandeza da força dessa energia em minha vida, sinto o todo do qual sou uma pequena centelha.

E o aprendizado segue…

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