SUPERAGUI

Superagui é um daqueles lugares que existem no Globo que nos faz sentir a presença de Deus, o silêncio, a paz, a paisagem os bichos a beleza de uma área de preservação ainda pouco tocada pelo homem, disse pouco, mas não totalmente pois a ilha abriga casas e comércio do povo nativo da região conhecidos por  caiçaras, resultado da miscigenação entre índios, negros e colonos portugueses.

Um pouco da história de Superagui:

Parque Nacional do Superagui está localizado no litoral norte do estado do Paraná, no município de Guaraqueçaba. O Parque foi criado em 1989 e ampliado em 1997, passando a ter 33.988,00 ha, abrangendo outras áreas insulares e também uma área continental, o Vale do Rio dos Patos. Isto ocorreu em função da presença de aves marinhas na Praia Deserta e da ampliação da área de ocorrência do mico-leão-da-cara-preta, primata descoberto em 1990 e endêmico da área. Com essa ampliação, outras comunidades, além da Colônia do Superagüi foram incluídas dentro dos limites do Parque: Barbados, Canudal, Vila Fátima, Ararapira, Barra do Ararapira, Rio dos Patos e Abacateiro, como também famílias isoladas da Praia Deserta.

No Parque podem ser encontradas espécies ameaçadas de extinção, como o mico-leão-da-cara-preta (Leontopithecus caissara), papagaio-da-cara-roxa ou chauá (Amazona brasiliensis), suçuarana (Felis concolor) e bugio (Alouatta fusca). A área é considerada Sítio do Patrimônio Natural (UNESCO,1999), Reserva da Biosfera (UNESCO, 1991) e Patrimônio Natural e Histórico do Paraná (Paraná, 1970).

O reconhecimento da ilha de Superagüi como patrimônio natural e histórico não é recente. Já em 1970, Superagüi foi inscrita sob o n° 27 no Livro de Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico da Divisão do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural do Paraná.

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PRINCIPAIS ATRATIVOS

  • Praia Deserta da Ilha do Superagüi e Comunidade da Barra do Superagui: possui 38 km de praias virgens, podendo ser visitada a pé ou de bicicleta. Na comunidade durante as férias e feriados acontecem apresentações de fandango no Bar Akdov;
  • Trilha da Praia Deserta da Ilha do Superagüi: com duração de 1 hora e 30 minutos e de dificuldade moderada. Requer cuidado, pois algumas passarelas estão destruídas, obrigando a passagem por dentro dos córregos.
  • Quando chove o caminho pode ficar alagado. Recomenda-se o uso de repelente de insetos e roupas claras. Possibilidade de observação da vegetação (restinga baixa e alta, bromélias e orquídeas) e ocasionalmente do mico-leão-da-cara-preta. Ressalta-se que é proibido alimentar os animais;
  • Baía do rio das Peças, Praia Deserta da Ilha das Peças e Vila das Peças: ponto de concentração de botos, principalmente mães com filhotes, praia virgem com 7 km de extensão com vista para a Ilha do Mel;
  • Ilhas Pinheiro e Pinheirinho: a grande atração da Ilha do Pinheiro são as revoadas dos bandos do raro papagaio-da-cara-roxa ao entardecer;
  • Roteiro Lagamar: Observar paisagem, canal do Varadouro, localidade do Abacateiro que é um museu vivo da Cultura do Fandango, Ararapira Velha (proibido desembarcar e acampar no local em razão de danos ao patrimônio histórico), igreja antiga – colonização, Barra do Ararapira e tradicional uso da folha da cataia em aguardente.

COMO CHEGAR

Por Paranaguá ou Guaraqueçaba. Existem duas entradas principais para o Parque Nacional do Superagüi, uma pela Comunidade da Barra do Superagüi e outra pela Comunidade de Vila das Peças, de acordo com o objetivo da viagem.

Acesso Comunidade Barra do Superagüi

  • Via Paranaguá

Local de partida: trapiche das ilhas na Rua da Praia, também conhecida por Rua General
Carneiro. Atrás do Restaurante Danubio Azul.Dias: de segunda-feira a sabado. É recomendável, especialmente no inverno, informar-se com os barqueiros Cesar ((41)-34827131), Osvaldo ((41)-34827152) e Jacó ((41)-34827150), com antecedência.Horário partida trecho Paranaguá-Barra do Superagüi: 14h30Horário retorno trecho Barra do Superagüi-Paranaguá: 07h00Domingo: apenas trecho Barra do Superagüi-Paranaguá: 14h00Duração da viagem: 2:30 a 3:30 horas de acordo com a rota e com as condições
climáticas e de maré.Observação 1: no trecho de aproximação com a Ilha das Peças o mar costuma estar agitado.Observação 2: as embarcações são simples.

  • Via Guaraqueçaba (roteiro mais longo)

É importante ressaltar que as condições da estrada não pavimentada até Guaraqueçaba dificultam muito este roteiro. Muitas vezes é preferível pegar o barco trecho Paranaguá-Guaraqueçaba, que é diário nos seguintes horários:

Horários partida trecho Paranaguá-Guaraqueçaba: 09h00 e 14h00Horários retorno trecho Paranaguá-Guaraqueçaba: 07h00 e 14h00Duração da viagem: 2:30 a 3:00 hA partir de Guaraqueçaba é preciso pegar outro barco para chegar a Comunidade da Barra do Superagui.Dias: toda segunda, quarta e sexta-feira.Horário partida trecho Guaraqueçaba-Barra do Superagüi: 14h00Horário retorno trecho Barra do Superagüi-Guaraqueçaba: 07h00Duração da viagem: 2:30 a 3:00 hObservação: as embarcações são de pequeno porte e rústicas.Acesso Comunidade Vila das Peças

  • Via Paranaguá

Local de partida: trapiche das ilhas na Rua da Praia, também conhecida por Rua General Carneiro.Dias: frequencia dos barcos é diária.Horário partida trecho Paranaguá-Vila das Peças:

13h00Horário retorno trecho Vila das Peças-Paranaguá: 07h00Existe também uma outra linha voltada para o turista na sexta-feira, sábado e domingo.Horário partida trecho Paranaguá-Vila das Peças: 09h30Horário retorno trecho Vila das Peças-Paranaguá: 16h30Duração da viagem: Duas horas de acordo com a rota e com as condições climáticas e de maré.Observação: existem embarcações que partem de Guaraqueçaba para Superagüi, no entanto este roteiro é mais longo. Pode ser uma opção quando deseja-se conhecer a cidade de Guaraqueçaba.

INGRESSOS

Não há cobrança de ingressos uma vez que o PNS  iniciou  em 2011 o seu Plano de Manejo e consequentemente seus documentos de uso público. No entanto, a entrada em locais tradicionalmente visitados é permitida. 

RECOMENDAÇÕES:

  • Contratação de um seguro contra acidentes e de vida;
  • Acompanhamento de um condutor da comunidade tanto em terra quanto embarcado (Existe uma cooperativa de turismo local: Cooperguará Ecotur para mais informações (www.visiteguaraquecaba.com.br);
  • Evite carona, fretamento ou viagem em embarcações não autorizadas pela Capitania dos Portos. Mais informações e reclamações: Tel: 41-3422-3033 – 3721-1500 ou secom@cppr.mar.mil.br;
  • Em caso de mau tempo, oriente os responsáveis da embarcação a optar pela via mais segura de acesso;
  • Combine tarifas e reservas com antecedência para transporte, hospedagem e alimentação para evitar transtornos, uma vez que turismo local é de base comunitária ainda simples e não profissionalizado;
  • É bom lembrar de levar: calçado amaciado, chinelo, bota de borracha (em caso de alagamento), roupa impermeável (chove muito na região), roupas claras, chapéu/boné, óculos escuros, repelente de insetos (principalmente ao cair da tarde) e
  • binóculos para observação de aves. Procure proteger seus equipamentos eletrônicos.

CONDICIONANTES:

  • Preserve os sítios históricos e respeite a cultura local;
  • Veranistas não devem alugar ou comprar imóveis nas comunidades do entorno do Parque. O ICMBio e a Secretaria do Patrimônio da União fiscalizam a área para que permaneça ocupada apenas pela população local;
  • A baia das Laranjeiras/Rio das Peças é importante área para cetáceos (mães com filhotes), assim como a baia dos Pinheiros (área de alimentação), portanto a navegação nesses locais restringe-se ao transporte. Não pratique esportes náuticos motorizados (lanchas, esqui aquático e jet ski), pois são prejudiciais aos cetáceos e interferem no cotidiano das comunidades de pescadores artesanais;
  • Do Parque nada se tira, além de fotos, nada se leva além de lembranças, nada se deixa além de pegadas. Animais, plantas, rochas, frutas, sementes e conchas devem permanecer nos locais encontrados. Todo o lixo produzido, deve ser coletado e depositado em local apropriado;
  • Não acenda fogueiras, pois incêndios se propagam rapidamente na vegetação de restinga;
  • Acampe somente nos camping das comunidades. Não é permitido pernoitar na Praia Deserta e na comunidade extinta de Ararapira Velha;
  • Risco de acidentes com insetos, cobras, aranhas, escorpiões e outros animais;
  • Risco de acidentes com água-viva;
  • Os trechos de caminhadas são acidentados, portanto não saia da trilha e observe galhos e outros obstáculos para evitar acidentes;
  • Utilize salva-vidas enquanto embarcado;

Nós fomos até Guaraqueçaba aonde ficamos hospedados na pousada Flor Da Serra, de lá seguimos de barco até Superagui, no trajeto o piloto fez várias paradas para que pudéssemos ver os golfinhos, foi difícil encontrá-los mas foi emocionante e valeu a espera, também parou em um micro ilha também conhecida como ilha das conchas,  ela é formada por sedimentos de conchas acumuladas por séculos e nos barrancos em seu entorno é possível ver fósseis de ossos humanos de índios da região, conta a lenda que eram índios canibais, bem, só entramos na ilha porque já estamos mortos né, não somos bobos nem nada. 

Superagui é um lugar para meditar, sonhar, viver a vida e não importa quantas vezes você a visitou, sempre fica um gostinho de quero mais.

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