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Saiba como é viver em um trailer.

5/10 PAÍSES SUPER FÁCIL PARA IMIGRAR – Roatán

Roatán – Honduras

Roatán não é um país propriamente dito, mas para aqueles que querem morar em uma ilha remota, pode ser exatamente o que o médico receitou.

Se você deseja apenas ficar por 3-4 meses de cada vez, um visto de turista será suficiente. Para se aposentar em Roatán (ou em qualquer lugar em Honduras), você vai precisar mostrar uma renda mensal de $1,500.

S e você não está na idade de se aposentar, a renda exigida sobe para $2,500/mês, mas você ainda assim pode conseguir um visto de residência permanente que não requer a renúncia de sua cidadania, mesmo que escolha se tornar um cidadão de Honduras.

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gelo no nosso acampamento em São Luiz do Porunã

Localizada entre Curitiba e Ponta Grossa, o cruzamento da BR-277 e BR-376, está localizado o distrito de São Luiz do Purunã, região que concentra todo o fluxo do anel viário que converge para a capital do Estado.

Em São Luiz do Purunã, até as folhas que caem trazem memórias que o tempo faz questão de contar.

Moldada pela proximidade com o Rio Iguaçu, Balsa Nova teve origem onde hoje está localizado o Distrito de Tamanduá. Desde a época de seus primeiros habitantes, os índios da tribo carijó, a topografia da região dava uma vantagem estratégica, permitindo, além da navegação, vigiar e proteger as margens do perigo de possíveis invasões. Essa mesma característica atraiu os primeiros moradores que começaram a se organizar próximo ao rio na divisa com o município da Lapa. A partir daí, grandes mudanças iniciaram-se.

Nos últimos 20 anos, o distrito de São Luiz do Purunã tem se destacado como pioneiro no desenvolvimento do turismo rural, apoiado pela presença da cultura gaúcha, graças ao tradicional Rodeio de São Luiz do Purunã, um evento familiar e que reunia seus visitantes em provas de tiro de laço, bailes sociais e acampamentos campeiros. Há mais de uma década o rodeio não acontece, mas está na memória de muitos que conheceram São Luiz do Purunã atraídos por ele.

A formação e a vocação da Vila de São Luiz do Purunã sempre estiveram ligadas ao cavalo. Seja pela herança dos tropeiros ou pelas tradições das famílias que formaram a região, o animal tem sua importância no desenvolvimento econômico do local, que concentra várias cabanhas que criam cavalos e promovem a vocação turística em torno das cavalgadas.

Nós não fomos até lá com a intenção de andar a cavalo, mas sim curtir a natureza exuberante da região, curtir os amigos e desafiar o frio, ou talvez tenha sido o frio que nos desafiou.

Acampamos na Estância Águas da Serra, que apesar de ter luz elétrica e banheiro na área do restaurante fica bem afastado da área destinada para camping, o que transformou nosso acampamento no estilo selvagem, e deu um charme extra.

Era para ser um encontro de Gipeiros, com direito a sopa de pinhão, mas a festa dos Gipeiros mudou de lugar e foi parar a 40km de distância do nosso acampamento. Diante disso resolvemos fazer a nossa própria sopa para aquecer a noite gelada.

Bem, não foi uma sopa. É incrível o poder do compartilhamento.

Nós levamos caldo de galinha caipira, e nossos amigos levaram cada um respectivamente, vaca atolada, caldo de feijão, sopa de pinhão, sopa de aipim com bacon e de quebra Canjica (amo demais).

Sopa do Pinhão, acampamento e São Luiz do Porunã

E tava tudo maravilhosamente gostoso que demorei para dormir porque a comilança pesou para valer. Mas diante de tanto aconchego e calor humano, não há mal que perdure, bastou alguns copos de água com limão pra eu ficar renovada e encarar o churrasco do dia seguinte.

Tivemos de tudo um pouco, rodízio de sopas, marshmello, fogueira, cobertores enrolados nas costas, um amanhecer com 3 graus negativos, chimarrão para espantar o frio, pão de queijo quentinho feito no forno do nosso amigo, bate papo, banho de sol (depois das 11 da manhã), churrasco e fogueira que ardeu em brasas desde o momento que chegamos até a hora que partimos e caça ao tesouro.

Mas no final conclui que o maior tesouro que encontramos foi a companhia dos amigos, esses aquecem nosso coração, alegram nossa alma e nos fazem manter a fé na humanidade. É nessa convivência que percebemos como cada ser é único, especial e belo em suas diversidades de gostos, de estilos de vida, de atitides.

Cada um nos ensina lições preciosas e deixa um pouco de si conosco e leva um pouco de nós consigo e são nesses momentos de carinho, amizade e compartilhamento que carimbamos nossa alma com o que há de mais bonito na vida, os valores verdadeiros pelos quais vale a pena viver.

Assista no Youtube como foi esse acampamento.

O que Aprendei Com a meditação

Antes mesmo de virmos morar no Trailer, eu já havia iniciado um processo de alto descoberta e a busca incansável pelo desenvolvimento espiritual.

Nesse processo muito estudo foi necessário, muitos livros foram lidos, muitas técnicas foram aplicadas e quanto mais eu aprendia nas coisas que estavam fora de mim, mais eu percebia o quanto essa busca é interna, individual e constante.

Constante porque nunca ficamos prontos, a menos que atingíssemos o nirvana, mas eis uma utopia que necessitara de muitas vidas para se realizar. Individual e interna porque tudo é de dentro para fora e nada e nem ninguém é responsável pelos nossos medos, dilemas, crenças, sentimentos e emoções.

E nesse processo alguns aprendizados simplesmente se dissiparam por não fazerem parte dessa busca, mas alguns vieram para ficar e a Meditação certamente tem um lugar de destaque.

A meditação me ajudou a conviver com a dualidade dessa existência, faz parte  do nosso processo de vida no planeta Terra. A todo momento, teremos altos e baixos, dias bons e outros nem tão bons, momentos alegres e tristes.

Quando despertei para a busca do autoconhecimento, inicialmente, eu acreditava que só teria momentos felizes e agradáveis e que os dias tristes tinham ido embora para sempre.

A vida não é feita só de momentos bons

Na verdade, eu fugia dos acontecimentos desagradáveis ou simplesmente ignorava o que me incomodava, eu queria viver no good vibes eternamente.

Conforme fui me aprofundando na minha descoberta do que me incomodava, o que me dava medo, eu fui compreendendo que todas as experiências são válidas para nossa experiência e que observar é diferente de se identificar com a situação.

Portanto, não há nada bom ou mal perante os olhos da espiritualidade e sim desafios ou sinais indicando onde podemos transmutar, o que precisa ser desconstruído ou iluminado.

O poder da observação na meditação

Observar é reconhecer a emoção, é um olhar de fora, visualizando de forma imparcial como estamos agindo naquele dado momento.

Claro que eu ainda estou me aprimorando nessa técnica e cada vez mais focada em ter esse olhar independente para com meus atos.

A meditação tem sido fundamental nessa questão, pois, a partir dela, percebi a importância da respiração, da gratidão e da visualização.

Quando estou com a mente inquieta e tagarela, posso recitar um mantra! Pode ser uma frase ou uma palavra, dita em voz alta, baixa ou mentalmente, faço isso de forma repetida até minha mente acalmar.

Eu gosto muito de dizer a palavra GRATIDÃO! E tento fazer isso me concentrando nas sensações que ela me traz, realmente sentindo o que a palavra significa.

Meditar ao contrário do que muitos pensam, não requer ficar lá horas e horas sentado em posição de lótus, pensando nas contas que se tem que pagar ou nos seus problemas. Meditar pode ser feito em qualquer lugar, em qualquer momento, posso meditar lavando a louça do café da manhã, posso meditar fazendo tarefas do dia, e posso meditar apreciando a natureza, que aliás é a minha forma preferida pois nesses momentos consigo verdadeiramente me conectar com meu eu superior.

Nesses momentos em que me encontro comigo mesma, contemplo o que há de mais belo e de mais feio em mim, busco compreender a humanidade na sua essência mais profunda, busco os valores verdadeiros e o desapego daquilo que é apenas proporcionado pelo ego e pelo apego. E assim, cada dia mais sinto essa grandeza da força dessa energia em minha vida, sinto o todo do qual sou uma pequena centelha.

E o aprendizado segue…

Tente não, faça ou não faça – pnl no trailer

Mestre Yoda (nosso pequeno amigo verde de Guerra nas Estrelas) disse algo a Luke Skywalker no Episódio V: O Império Contra-Ataca.

No episódio V Ele disse: “tente não, faça ou não”.

Luke estava “tentando” levantar sua aeronave usando seus poderes Jedi, e ele falhou.

Ok, você deve estar se perguntando agora porque eu misturei as estações novamente aqui no Blog de viagens, é simples, para te fazer pensar que mudar a tua vida assim como mudamos a nossa é extremamente possível.

Sempre ouço as pessoas dizerem que possuem o sonho de irem viverem em um trailer ou motorhome, que querem viajar mais e terem mais tempo para a família, mas logo dizem que é impossível, que talvez um dia quando se aposentarem e muitas não deixarão que passe apenas de um sonho pois possuem crenças e limitações que as fazem pensar que viver dentro do que é imposto pela sociedade e pelo sistema é tudo o que realmente lhes resta.

Alguns dizem que suas profissões não permitem viver uma vida alternativa, viver em uma casa com rodas e trabalhar enquanto vive a vida que sempre sonhou, mas esquecem que em 5 anos qualquer pessoa pode se tornar um especialista em qualquer coisa que se dedique verdadeiramente o que me leva a pensar que o que ocorre na verdade é que as pessoas têm medo da mudança e preguiça de tentar fazer de um jeito diferente.

Se você é um praticante de PNL, você sabe sobre o poder das palavras.

As palavras “tentar” e “fazer” têm um efeito neurológico no cérebro e em alguns micro-músculos do nosso corpo que afetam seu desempenho quando você faz qualquer coisa.

Mas há mais para isso espiritualmente quando “tento” fazer uma ação mental, ação verbal ou ação física, a mente não acredita (ou confia) que o que estou prestes a fazer vai funcionar. Quando eu “faço” e faço a ação mental ou ação verbal ou ação física, a mente não está preocupada com a crença, mas se concentra no que estou prestes a fazer no momento presente.

Nenhuma crença faz de você um cético. Cético sobre: Você mesmo, sobre seu método (ou a mecânica dele) ou sobre aqueles que deram este método.

Quando você tem ceticismo, sua mente não consegue se concentrar e quando você não consegue se concentrar, você fica desequilibrado.

Quando você está desequilibrado, não pode ficar de pé sozinho. Quando você não consegue ficar de pé sozinho, você cai.

O poder das palavras é apenas um domínio para entrar em seu coração e alma. O núcleo essencial do seu ser é se livrar do ceticismo e ganhar concentração.

Ao invés de dizer para si mesmo que “eu posso fazer isso”, ou “eu farei o meu melhor”, tente se livrar do ceticismo e ganhar a concentração total da sua mente no momento. E então você pode fazer o seu melhor no seu melhor desempenho sem sequer tentar.

O ceticismo é seu inimigo, afaste-se dele. Concentração é sua amiga, fique com ela. Como? Pela meditação. Feche os olhos agora e fique por um momento observando sua respiração, tente por 5 minutos. Então continue a surfar com o poder da concentração. “

Try” ou “do” não importa agora quando você tem o poder de concentração. Feche os olhos e faça agora e quando abrir os seus olhos novamente comece a agir e caminhar rumo a concretização dos seus sonhos, transforme-as em metas e dedique-se dia após dia, minuto a minuto até consegui-la. CONCENTRE-SE.

Não importa o tempo que vai demorar para você realizar, o que importa é que você REALIZE E trabalhe duro e incansavelmente até conseguir.

Eu precisei mudar minha vida profissional totalmente e o processo não é fácil, mas quando o Pedro me disse, saia da tua casa se desfaça do teu atual trabalho e vamos nos aventurar eu não pensei em nenhum momento que eu fracassaria, tinha certeza que se me dedicasse fortemente em estudar e aprender uma nova profissão com a qual eu pudesse ganhar meu sustento e trabalhar de qualquer parte do mundo, mais cedo ou mais tarde eu obteria o sucesso.

Requer investimento de tempo e dinheiro mas é perfeitamente possível adaptar-se a essa realidade, por isso sonhe sim, mas faça mais do que sonhar, realize, tenha uma missão de vida e caminhe diariamente em direção a ela e não deixe que crenças limitantes ou o pessimismo de amigos e parentes te façam querer menos do que realizar-se de forma plena e verdadeira.

QUE A FORÇA ESTEJA COM VOCÊ.

Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes – Stephen Covey.

Tenho citado nos posts anteriores a minha paixão pelos livros e o quanto a vida de campista tem me propiciado essa alegria apesar de todas as atividades e responsabilidades nos meus dias as quais ainda não consegui me livrar integralmente.

Hoje vou deixar um breve relato sobre a Leitura deste mês. O escolhido foi Stephen Covey que após ter sido deixado para trás algumas vezes para dar lugar a outro que eu estava mais ansiosa por ler, chegou o seu tão esperado momento.

Stephen Covey afirma que apesar de não parecer, as pessoas não nascem eficazes, elas desenvolvem hábitos que as tornam produtivas e focadas. Que tal saber quais são esses hábitos?

Se você produz além de sua capacidade, você irá se esgotar. Porém, se você estiver produzindo abaixo, quem estará se esgotando será o seu tempo. Os 7 hábitos estão em harmonia com esta lei natural.

Não são um conjunto desconexo de fórmulas milagrosas destinadas a estimular as pessoas. Os 3 primeiros hábitos falam do seu autodomínio. Já os seguintes hábitos  tratam das relações com os outros. E por fim o último hábito  só diz respeito a você mesmo.

Abaixo descrevemos melhor estes hábitos:

1) Seja proativo

Para desenvolver sua proatividade, tente o seguinte:

– Tenha um objetivo e atue dia após dia para alcançá-lo.

– Preste atenção às palavras que usa. Há sempre uma forma positiva de encaminhar sua vida.

– Trabalhe durante 30 dias praticando os princípios. – Coloque especial atenção naquelas coisas que possa controlar.

2) Objetivo em mente

Trace um objetivo e concentre-se para focar nas metas mais desejadas por você.

Aqui trago uma sugestão minha: identifique quem você quer ser, social, pessoal e profissionalmente.

3) Faça o mais importante primeiro

Pense em 2 ou 3 resultados importantes que queira alcançar para cada um dos seus papéis e atente para que estejam alinhados aos seus objetivos a longo prazo.

4) Ganha/Ganha

Covey defende que é possível um jogo onde ambas as partes ganhem. As negociações devem ser mutuamente benéficas e satisfatórias. Pessoas ou organizações que abordam conflitos a partir de uma atitude ganha x ganha possuem três traços de caráter vitais, que são:

– Integridade

– Maturidade

– Mentalidade da abundância: que é acreditar que há muito para todos. Esta crença nos ajuda a pensar que as pessoas não precisam sair perdendo. Todos podem sair ganhando.

5) Comunicação Empática

É o mais emocionante e o mais simples para se colocar em prática imediatamente. Comunicar, ouvir e compreender.

6) Sinergia

O hábito de sinergizar implica então na cooperação criativa e no trabalho em equipe. As pessoas com mentalidade ganha x ganha e que escutam com empatia podem aproveitar suas diferenças para gerar ideias e opções que não existiam antes.

7) Auto Renovação

Aqui você cuida de se aprimorar física, mental, social/emocional e espiritualmente, porque o maior patrimônio é, sem nenhuma dúvida, VOCÊ mesmo!

Um programa equilibrado de auto renovação nas quatro áreas de sua vida é fundamental, considerando as dimensões: física, mental, espiritual e social.

Stephen Covey
Stephen Covey

Fonte: Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes – Stephen Covey.

A vida em um Camping – 3 anos ressignificando nossas vidas

Toda transição traz consigo mudanças nos forçando a sair da zona de conforto, posso afirmar que esses primeiros anos foram uma prova de fogo, não é muito fácil passar por todo esse processo de adaptação.

Ir morar em um Camping e conviver com outra pessoa (ainda que essa pessoa seja seu marido ou esposa) 24 horas por dia em um ambiente extremamente reduzido requer uma mudança de crenças e paradigmas muito grande.

Antes éramos ele no espaço dele, assistindo seus programas preferidos na TV eu no meu espaço escrevendo, lendo meus livros, ouvindo meus mantras, de repente isso esta tudo jundo e misturado em um espaço de aproximadamente 15 metros quadrados e para mantermos nossa individualidade como seres únicos que somos, é preciso entender que o respeito pelo espaço, desejos e necessidades do outro são fundamentais e indispensáveis.

Só que não. Em um relacionamento prematuro e carente de todo esse entendimento e respeito talvez não seja tão simples como parece, ultrapassar tais barreiras. E foi nessa corda bamba que tocamos os dois primeiros anos. Entre muitas brigas, desentendimentos e alguns acertos fomos tentando encontrar o equilíbrio para essa nova vida que desafiava a ambos.

Lentamente fomos nos despindo do ego, da individualidade e apesar das dificuldades no convívio diário nos restava a certeza de que queríamos fazer o que era bom para ambos, que queríamos tentar nos alinharmos e que no final tudo se ajeitaria, que nem carga de abóbora que vai se arrumando na estrada.

A partir do terceiro ano as coisas foram se tornando mais decisivas e cada um de nós foi aos poucos estabelecendo seus espaços e territórios, já sabíamos até onde podíamos ir e sabíamos que em alguns momentos mesmo nos considerando certos, entendiamos que era preciso simplesmente silenciar. E assim fui ganhando espaço para meus estudos, para minhas leituras, para meus projetos profissionais e especialmente para estar em conexão com os meus valores mais puros e sinceros, e ele foi encontrando espaço nos afazeres manuais, nas manutenções do trailer, na confecção da casinha o espaço que o realizava e o fazia plenamente feliz.

Sim, estamos amadurecendo como pessoas e como relacionamento e passamos a aceitar que tudo o que nos foi dado é para nosso aprendizado e que em algum momento de nossas vidas havíamos atraído um ao outro justamente para que pudéssemos tirar uma lição e crescer como seres espirituais. Não posso falar se ele esta certo e ciente desse aprendizado, talvez em sua total inconsciência do fluxo de energia a que estamos envoltos ele não tenha a mesma percepção que eu, mas em sua consciência primária e evolutiva começa a sentir mesmo que ainda não entenda essas preciosas mudanças.

E nesse processo outras pessoas também tiveram um papel importante e especial e a eles chamamos de Amigos.

Nesse tempo que estamos vivendo no Trailer, em um Camping, muitas pessoas passaram por nossas vidas, alguns sequer lembramos o nome, entretanto, alguns vieram para ficar e esses são mais que amigos, são irmãos de alma. São pessoas que possuem um espírito livre como o nosso, que desejam viver a vida fora da matrix imposta pelo sistema. São pessoas que querem viajar, que não se importam em levar uma vida mais simples e minimalista e que colocam o ser acima do ter.

A lição que tiramos desses 3 anos é que precisamos continuar, ainda que a estrada seja acidentada, há muito o que aprender e crescer como seres humanos e seres espirituais, ainda há muitos lugares para conhecer, muitos livros para ler, muitos sorrisos para dar e muitas linhas por escrever.

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60 minutos podem mudar a tua vida

A vida em um trailer tem me ensinado muitas coisas, entre elas é que você pode ter todo o tempo do mundo disponível mas se você não souber o que fazer com o teu tempo sempre terá a impressão que o dia não foi suficiente e que o tempo voa.

Acho que nos dois primeiros anos entrei nessa vibe não porque eu não soubesse o que fazer com meu tempo, mas sim porque meu marido aposentado não entendia que viver não é passar o dia limpando o trailer, cozinhando, lavando ou inventando serviços para passar o tempo.

Ele demorou muito para entender que eu não precisava arrumar desculpas para preencher o meu tempo porque na verdade eu me sentia impotente e sem ter tempo para fazer as coisas que realmente tinham um significado para mim e isso certamente abalou nossas estruturas em vários momentos, afinal, para mim meu tempo devia ser preenchido com leitura, meditação, meu blog, canal no youtube, estudos e a elaboração de um negócio digital que pudesse me permitir trabalhar e ganhar meu sustento de qualquer lugar do mundo, e que nada acontece sozinho sem que eu tenha que me empenhar e estudar muitas horas por dia até que tudo esteja funcionando corretamente.

Mas como meu Mindset é de Analista , fui aos poucos encontrando meios de contornar essa situação sem que para isso eu magoasse o maridão que acabava requerendo atenção em tempo integral e a leitura era uma coisa da qual eu me recusava veementemente a abrir mão.

O primeiro passo foi adquirir um Kindle, afinal era impossível eu trazer minha estante de livros para dentro do trailer.

Era necessário criar tempo, ou melhor, aproveitar melhor o meu tempo, afinal o tempo não é mutável, ele é igual para todo mundo e ao ter essa percepção comecei a acordar as seis da manhã para ler.

Logo de cara li o livro O Milagre da Manhã (The Miracle Morning) de Hal Erold, lançado no Brasil em 2016 pela editora BestSeller.

Confesso que quando vi a capa achei que seria mais uma daquelas auto-ajuda sem qualidade em que o autor passa o livro inteiro destoando do foco e não chega a lugar algum.

Mas o fato dele ter ficado entre os campeões de venda no segundo semestre de 2018 me fez dar um voto de confiança. Bem, não vou dizer que o livro é fenomenal e acho que o autor passou muito tempo se autopromovendo, mas o fato é que a ideia central do livro faz algum sentido.

O autor teve problemas financeiros e profissionais em 2009 quando desencadeou uma grande crise nos EUA, quase indo a falência em um dado dia resolveu acordar mais cedo para ir correr e tentar aliviar um pouco a mente das tensões que vinha sofrendo. Enquanto corria ouvia um áudio no celular de desenvolvimento pessoal que dizia ” Seu nível de sucesso raramente excederá seu nível de desenvolvimento pessoal, pois o sucesso é algo que você atrai pela pessoa que se torna”

A partir dessa citação o autor passou a entender que precisava colocar o desenvolvimento pessoal como prioridade e mesmo não sendo uma pessoa matinal, decidiu acordar mais cedo todos os dias e dedicar a primeira hora do dia para atividades que ressignificaram a sua jornada.

No final do dia todos nós damos as desculpas de que estamos cansados, que não temos tempo, mas se colocar como prioridade acordar cedo e executar essas tarefa, não terá desculpa capaz de nos desviar do sucesso.

O método proposto por ele é simples, acordar mais cedo de 30 a 60 minutos todos os dias e usar esse tempo para melhorar a si mesmo através da meditação, leitura, Silêncio, praticar afirmações, visualizações, exercícios físicos, escrita.

O mais incrível é que eu já vinha aplicando técnicas de meditação e afirmações em minha vida antes de ler o livro, pois percebi que estava me perdendo de mim nos últimos dois anos em razão da falta de tempo e tudo que estava planejando a nível profissional simplesmente não estava conseguindo colocar em prática por causa das cobranças impostas por mim mesma e pelo meio externo.

O livro veio na hora certa para reforçar o meu desejo de ter o tempo para ressignificar minha vida e focar nas coisas que são de extrema importância para meu desenvolvimento pessoal, profissional e familiar e hoje tenho dedicado maior parte do meu tempo para os estudos e o planejamento de negócios digitais que já começaram a render bons frutos e sem sacrificar para isso o meu convívio amistoso com meu esposo e com os amigos que quase diariamente vamos fazendo pelo caminho.

Os livros são tesouros que se bem aproveitados podem mudar vidas e eu comprovei na prática que levantar mais cedo faz uma diferença gigante no aproveitamento do dia, no meu caso levantar as seis significou um gano de 2 hs diárias pelo menos, pois pelo fato do Pedro estar aposentado era raro sairmos da cama antes das 8. Ele reclama um pouquinho quando ligo o kindle para ler quando ainda não clareou o dia, mas logo adormece novamente e eu me delicio com páginas e mais páginas. No último mês li 4 livros mesmo sem ter acordado todos os dias as 6 (Curitiba ta muito, muito frio).

Então tente, 60 minutos diários fará milagres em tua vida.

Abaixo vou deixar um modelo de declaração que encontrei em um site (não lembro qual) para que você use como modelo e faça a sua própria declaração, eu fiz a minha e gravei no celular, assim todos os dias eu coloco o fone e repito mentalmente.

Que tal espalhar sementes por aí?

Em breve será a temporada de frutas como ameixas, pêssegos, cereja, damasco, outros alimentos como quiabo, abobora, etc.
Meu pedido para todos é de não jogar as sementes no lixo, mas ao lugar disso lavá-las, secá-las (ao sol) e armazená-las em um saco de papel e guardá-las no carro.

Continuar lendo Que tal espalhar sementes por aí?

O Dia que Fomos Acolhidos por Uma Comunidade Quilombola

Sempre que me perguntam o que há de melhor em viver na estrada eu não hesito em responder: As pessoas.

Sim, as pessoas que encontramos pelo caminho nos fornecem o maior tesouro a ser levado em nossa bagagem e foi em um desses momentos que nos perdemos pelo caminho que o destino sabiamente nos colocou na direção da comunidade Quilombola São Roque, localizada na Cidade de Praia Grande em Santa Catarina na divisa com Rio Grande do sul.

Fomos para passar apenas uma noite mas a forma que fomos acolhidos por todos da comunidade nos fizeram passar 3 noites e 3 dias e por pouco não ficamos mais.

A comunidade São Roque ainda mantém viva a cultura e tradição de seus antepassados e com cada ancião com quem conversávamos era uma completa aula de história.

O Assunto rendeu tanto, que estou montando um pequeno documentário com fragmentos dos relatos e histórias
de violência e injustiça, mas também de lutas e resistência. A comunidade foi formada da indignação de homens e mulheres que se recusaram a trabalhar como escravos, formando o quilombo São Roque.

O tempo passou mas a resistência e a luta desse povo sofrido continuam até os dias atuais, até mesmo para poder plantar na terra que vivem desde meados de 1.800 eles precisam lutar na justiça, fato que ocorre desde 2004 quando foram proibidos de cultivar a terra dos seus antepassados por elas estarem inseridas nas regiões dos Cânions, protegidos pelas leis ambientais.

Réplica de uma casa da época da escravidão. Esta casa fica ao lado da escola da Comunidade São Roque.

Contam que no período da proibição muitas famílias começaram a passar fome, era da terra eles tiravam todo o sustento de suas famílias. Após a proibição muitos venderam suas terras por trocados e migraram para a cidade mas sem saber ler ou escrever acabaram por viver uma nova escravidão, o da fome, do preconceito e da falta de apoio político.

Hoje com o apoio de algumas entidades e promotores de justiça estão aos poucos conseguindo reaver as suas terras e expulsar os impostores que estavam explorando a área de forma ilegal. Estão conseguindo cultivar suas roças familiares e aos poucos o sorriso branco e largo, que aliás é uma característica marcante desse povo esta voltando.

As histórias são muitas e os contos e lendas também. Conversar com o Sr Dirceu e seu irmão Valdir nos fez viajar ao passado quando ficava eu e meus irmãos sentados ao lado do fogão a lenha comendo pinhão e ouvindo nossos avós contarem as lendas dos “matos”, eram estórias de boitatá, mula sem cabeça, corpo seco entre tantas outras. Lá na comunidade ouvimos o conto do Príncipe que percorria a região da Pedra Branca em busca de uma noiva, ouvimos o conto do espírito perdido do moço que encilhou a própria mãe e por aí vai. Se passam horas e horas ouvindo a história deles sem que nos cansemos.

Mas como não é só de contos e histórias que eles vivem, fomos fuçar um pouquinho para saber mais sobre o que eles plantam, como vivem, artesanato, culinária e escola.

Descobrimos que plantam de tudo um pouco e o Pedro foi conhecer a roça do Elizeu que hoje é o presidente da associação. Ele nos recebeu em sua casa para o café da tarde e sua esposa Simone com todo o carinho nos preparou um delicioso pão de Ló.

Acolhida sábado a tarde na Casa do Eliseu e da Simone, com direito a chimarrão e Pão de Ló

De lá saímos com a feira da semana feita e o coração cheio de alegria.

Ganhamos Aipim fresquinho, couve, alface, cheiro verde, ovos caipira. Mais tarde outro morador nos trouxe espigas de milho verde, outro nos trouxe lambari pescados no rio que passava bem atrás no nosso acampamento e também trouxe um potinho de farofa de amendoim feito no pilão, nossa, esse último presente foi para me derrubar, quase chorei, juro. Mas você deve estar pensando, tá, o que um potinho de farofa de amendoim tem de tão especial? Tem gosto de infância, minha avó fazia e eu amava.

Rio que passava logo atrás do nosso acampamento

Ainda Tem a dona Maria, anfitriã muito acolhedora e simpática, ela tem uma pequena venda de coisas que ela mesma produz. Em sua maioria conservas e geleias feitas com produtos locais. Na cozinha ela prepara carinhosamente uma polenta, comida a base de farinha de milho que era muito apreciada pelos seus antepassados e servida sempre com fartura até hoje na mesa do povo Quilombola São Roque. _”É uma herança que guardamos com carinho”, conta dona Maria Rita dos Santos

Como podem perceber, todo esse carinho e acolhida deixou marcas registradas, não apenas em nossas câmeras fotográficas mas também em nossos corações.

Descobrimos também que eles mantem viva a tradição da confecção de cestos e balaios que são feitos com tiras de cipó ou com taquara de Bambu, utensílios esses que eram muito usados pelos seus avós para guardar milho ou outros produtos. Eles colocavam no lombo das mulas e transportavam as cargas até São Francisco de Paula, onde tudo era vendido,” conta o sr João Gabriel.

Na comunidade todos fazem questão de manter viva as tradições de seus antepassados, seja através da música, da agricultura ou do artesanato.

Na única escolinha da comunidade ensina-se o bê-á-bá para os pequeninos durante o dia e a noite ensina-se os adultos não apenas como se fazer valer das letras, mas também como resgatar por exemplo, os conhecimentos das plantas medicinais, plantas estas que até hoje são utilizadas pela comunidade para tratar e curar os mais diversos males que acometem homens e bichos (em sua maioria causadas em razão da modernidade), um conhecimento que sem dúvida não pode se perder.

E claro que em meio a tantos presentes que ganhamos, não podia faltar uma erva medicinal, quer dizer, duas ervas. Ganhamos do Sr Dirceu a Quina e uma”vorta” de cipó Mil Homens, a primeira serve melhora a digestão, ajuda a desintoxicar o fígado e o organismo, tem ação antisséptica e anti-inflamatória, auxilia no tratamento da malária, combate a febre, reduz dores no corpo….enfim, as propriedades são Muitas.

Já o cipó de Mil Homens é uma das plantas com propriedades medicinais fortíssimas e com um nome bastante curioso batizado pelo sanitarista Carlos Chagas, que usou o tal cipó para tratar milhares de operários das ferrovias brasileiras, contaminados por um tipo perigoso de malária.

Na noite em que chegamos era o encerramento do ano escolar (inicio de dezembro), lá pudemos conhecer alguns dos professores e vários membros da comunidade. O Sr Dirceu e seu irmão Valdir faziam parte dessa turma, ambos já passado dos 60 anos decidiram andar 5 km toda noite para frequentarem as aulas noturna, e pasmem, o Sr Valdir disse que ainda fará uma faculdade.

Em razão do tempo que acabou sendo corrido, acabamos não indo até a casa deles, que segundo o que nos explicaram é feita de pau a pique, coberta de lona e fica inserida bem no meio da floresta, lá não tem luz nem água encanada e vez ou outra o Leão aparece e acaba comendo um porco e uma vez acabou pegando um dos cachorros deles. Confesso que lamentei muito não poder ir até lá tomar um café tropeiro com eles.

Dentro do território da comunidade esta inserido um ponto turístico bastante procurado pelos aventureiros, a famosa Pedra Branca. São aproximadamente 900 metros de altitude, não parece muito né, mas não subestime, a trilha é bem perigosa em razão das diversas serpentes que habitam a região, uma aliás passou entre os pés do Pedro e por sorte o anjinho da guarda dele estava bem antenado.

Não íamos fazer essa trilha sozinhos justamente por receio das cobras, mas como sempre somos presenteados com a presença de pessoas especiais, acabamos por encontrar o Lobão e sua turma, guias experientes e conhecedores dos perigos e armadilhas a que podemos ser vítimas em meio a mata. E claro que aceitamos o convite, para a nossa felicidade, afinal, se não fosse pela ajuda deles não teríamos chego ao topo da escalada.

Ao Bruno coube carregar a mochilinha da Duda, a mim e ao Pedro coube ofegar muito, dar muito trabalho e deixar todo mundo sem água com uma certa antecedência. Foram pouco mais de 3 horas de caminhada sob o sol de quase 40 graus, no final para alcançar o topo tive um apoio extra do Lobão que apanhou meus pulsos e literalmente puxou-me pelos últimos 100 metros sobre a rocha lisa.

E no final o premio, uma vista de tirar o fôlego. No topo dessa pedra há uma plataforma Base Jump (tem doido pra tudo).

Na volta com sede, com fome, cansados e suados de dar dó, fomos direto tomar água, cervejinha gelada e colocar a carne no fogo. Uma panelada de mandioca que ganhamos no dia anterior e um pouco de carne fizeram a nossa festa e de mais algumas crianças da comunidade que se sentaram no chão em circulo e comeram junto com a gente, direto com as mãos mesmo. Foi bom demais compartilhar esse momento com eles pena que no meio a fome e a muvuca nem lembrei de pegar a câmera para registrar.

Comunidade São Roque localizada na cidade de Praia Grande em Santa Catarina.

Enquanto comíamos rolava um jogo de futebol no Campinho e muita música alegre tocada e cantada por alguns integrantes da comunidade, enquanto isso lá dentro na sede da escola eram preparada comidas e petiscos e na nossa casinha recebíamos as visitas dos nossos amiguinhos que deixaram nossa casinha mais alegre e colorida.

Nosso amiguinho foi visitar nossa casinha….

No Balção entre a cozinha e a sala “social” da escola onde acontece a maior parte dos eventos, também estavam expostos algumas gamelas talhadas na madeira e feitas a mão pelo Elizeu, atual presidente da associação dos Quilombolas. Compramos uma e desde então ela é nossa companhia em todos os nossos churrascos.

No outro canto da Sala próximo a um palco de madeira estavam expostos alguns quadros feitos por um dos senhores mais antigos da vila.

E assim passamos nossos 3 dias, cercados de pessoas, cercados de histórias, de costumes, de aventuras e acima de tudo cercados de muito carinho.

Por isso só posso finalizar esse post dizendo, Obrigada Eliseu, obrigada Simone, Dna Maria, Sr Dirceu, Sr Valdir, Sr Roque, Sr João e tantos outros rostos que embora eu não consiga lembrar o nome de todos, ficarão gravados em nossa memória e coração para sempre.

Obrigada Comunidade São Roque.

Algumas observações.

A comunidade nos forneceu água, luz e banheiro com chuveiro quente, eles não cobram valores de diária mas cada um deve contribuir com o que puder ou achar justo, afinal a Luz consumida não é gratuita para eles.

A região fica aproximadamente 30 km da trilha do Rio do Boi, então se você quer se aventurar um pouco mais essa dica pode ser uma boa pedida, há, e se tiver donativos como roupas, brinquedos ou alimentos pode ter certeza que serão bem aproveitados por eles, tem muita gente que precisa. Junte os amigos e se aventure, depois volte aqui e me conte como foi a tua experiência.

São José dos Ausentes

Por muitas vezes vimos reportagens e imagens das regiões das Serras gaúchas, e ficávamos encantados, sonhando com o dia em que cavalgaríamos nesses campos  cercados por gado e cânions por todos os lados e que seriam ainda mais lindos do que aqueles que víamos através da telinha da Tv. Embora a região conhecida como Pampas esteja mais ao sul, segundo o IBF (Instituto Brasileiro de Florestas) toda região de coxilha pode também, em razão do tipo do solo e vegetação ser chamada de Pampas, entretanto são mais conhecidos como Campos Altos, mas isso não importa, o que importe é que…

Esse dia tão esperado chegou e a experiência foi incrível, enfim conhecemos São José dos Ausentes.

A história se faz presente muito mais do que apenas no nome, no século XVIII  desbravadores encontram um lugar intacto pelo homem e desenhado por Deus, abraçado pelo estado de santa Catarina entre o rio Pelotas e nascente do rio das Antas estava localizado o maior latifúndio do Rio Grande do Sul, a Fazenda dos Ausentes, localizado em uma região privilegiada do país, São José dos ausentes esta inserido em um Eco sistema único, os campos de cima da Serra são formados por campos de altitude e matas de araucárias.

Junto as belezas naturais a região oferece grandes atrativos como a vista exuberante do pico e Cânion Monte Negro, Coxilha e Cruzinha além das majestosas taipas e mangueirões de pedras que te propiciam uma volta ao passado, o desnível dos rios, cujo fenômeno é de ímpar beleza, os passeios a cavalo pelas coxilhas e a rotina dos campeiros na lida diária, a comida típica em sua maioria feita com produtos cultivados ali mesmo na região, no quintal de cada casa ou pousadas dão um toque inesquecível nessa aventura.

São José dos ausentes sem dúvida oferece um diversificado e envolvente cenário natural envolto em um clima subtropical com temperaturas negativas que deixa suas marcas em campos e matas cobertos pela geada e a fantástica neve que altera as cores da paisagem dos campos de cima da serra no período de inverno.

São inúmeras pousadas disponíveis aos turistas, hospedar-se  em uma delas é sentir-se em casa, elas são sinônimos de aconchego e conforto. A maioria oferece  a possibilidade para acampar, embora não possuam uma área específica para camping, fornecem água, luz e banheiro com chuveiro quente, e quem não quiser cozinhar pode fazer todas as refeições na pousada e saborear comidinhas com gostinho do tempero da vovó.

Nós ficamos na fazenda e pousada Aparados da Serra (contato no link https://amorsobrerodas.blog.br/dicas-de-viagem/fotos/ , a última da rua que dá acesso aos Cânions. Como estávamos a bordo da nossa Terra Bruta e no período de verão, não fizemos uso das instalações da pousada, cozinhamos a nossa própria comidinha como de costume mas fizemos questão de conhecer as instalações e verificar como é o café da manhã servido na pousada que para nossa surpresa apresentou-se um verdadeiro banquete.

A aventura principal ficou por conta dos passeios a cavalo, meu marido tinha medo que eu me estabanasse no chão mas no final deu tudo certo, sem nenhum susto nem tombos.

No primeiro dia fomos para o Cânion da Coxilha, este é pouco divulgado mas para mim foi o mais bonito de todos.

Foram aproximadamente 3 horas de cavalgada com uma vista simplesmente de tirar o fôlego, nesse cânion não chegamos a cavalo até a borda pois é uma região que tem muito gado e para segurança deles, o Cânion todo é protegido  com cercas de arame (passamos por baixo de algumas). Para onde olhávamos víamos campos e mais campos verdinhos e o vento forte era o único som que ouvíamos o que transformava cenário simplesmente mágico e inesquecível.

No segundo dia quase não conseguimos sair da cama devido as dores no corpo da cavalgada do dia anterior (esse negócio é para os fortes) mas a vontade de conhecer os outros 2 cânions (Cruzinha e Monte Negro) nos fez pular rapidinho.

Fizemos nosso tradicional ovos mexidos com café preto fresquinho e saímos  para mais 15 km de cavalgada, dessa vez chegamos até a borda dos Cânions a cavalo e confesso que me superei pois havia prometido poucas horas antes de que não teria coragem para tanto, mas a vista é tão incrível que supera qualquer medo, e demais a mais os cavalos conhecem o caminho e os perigos e a minha Princesa era realmente uma lady e me conduziu de forma tranquila e sem sustos mas a Dudinha ficou um pouquinho enciumada, mas essa história conto pra vocês lá nos nossos vídeos no Canal do Youtube que logo logo vai para o ar.

Eu estava ansiosa para ver a famosa Viração, e nesse segundo dia fomos agraciados por ela. Tivemos a felicidade de conhecer e fotografar os Cânions Cruzinha e Monte Negro ainda com o tempo limpo e em seguida, um pouco antes de irmos embora começou a Viração, esse é um fenômeno que ocorre devido ao choque térmico da massa fria com o calor estacionado na altitude, fazendo com que uma névoa quase palpável se concentre no interior do cânion.

No Cânion Monte Negro tivemos o privilégio de fotografar e filmar bem de pertinho esses dois filhotes de abutre se preparando para lançar seus primeiros voos.

Aqui no Blog vou deixar algumas foto e um convite para que clique no link abaixo e assista o vídeo completo.

Cânions São José dos Ausentes – Amor Sobre rodas, a vida em um Trailer

Aproveite para seguir nosso Blog e nossa Fanpage e venha conosco nessa aventura. https://www.facebook.com/amorsobrerodasPedroeNoemi/

Em Busca de Sentido

Esse poste é para você que pensa em mudar sua vida mas vive passivo se lamentando constantemente de tua má sorte, pela rotina, o casamento mal sucedido, o emprego que não o realiza, seus sonhos que sempre ficam para depois. Você não tem o poder de mudar tudo o que ocorre com você, mas tem o poder de escolher de que maneira quer se sentir e agir em relação aos acontecimentos. Fique comigo e veja esse post até o final (assista o vídeo no link a seguir.  https://www.youtube.com/watch?v=T1iiQphTaKo&t=212s

Título: Em busca de sentido
Autor: Viktor E. Frankl
Editora: Vozes
Páginas: 140 

Experiências em um campo de concentração

O Tema central desse livro é o Sentido da Existência humana.

Resenha:

O livro Em busca de sentido do autor Viktor Frankl, apresenta o relato pessoal de Victor que esteve presente nos campos de concentração na era nazista na Segunda Guerra Mundial.

Viktor Frankl, psiquiatra austríaco, foi prisioneiro em Auschwitz durante o holocausto nazista. Em busca de sentido narra essa experiência, além de nos apresentar a Logoterapia – método psicanalítico que ele idealizou e criou.

No campo de concentração, as pessoas cujo desejo de sobreviver era ardente, eram aquelas que possuíam a maior capacidade de sobrevivência, pois possuíam um sentido que justificasse suas vidas.

Alguma vez na vida, você já deve ter efetuado as seguintes perguntas: Qual é o propósito da vida? Por que estamos aqui? Temos alguma missão a cumprir?

Em algum momento de sua existência, essas perguntas ecoaram em seus ouvidos, tanto em momentos de extrema felicidade, quanto em momentos de desespero, desânimo, sobre o porque de ser você o escolhido por passar por este momento.

O livro é uma narrativa dramática e comovente da situação limite no campo de concentração. O autor observou a si mesmo e os demais durante a Segunda Guerra Mundial e descreve o que sentiu com uma realidade impressionante.

Após sua experiência surreal no campo de concentração, Victor Frankl começou a atender e durante os atendimentos costumava perguntar a seus pacientes porque não optavam pelo suicídio. A partir das respostas a essa pergunta ele encontrava as linhas centrais da psicoterapia a ser utilizada.

A obra traz uma reflexão sobre o que o ser humano é capaz de fazer quando compreende que não tem nada a perder senão sua existência, ele faz uma descrição fascinante do sentimento de emoção e apatia, sentimentos tão adversos que foram sentidos no campo de concentração.

Questões existenciais

Primeiramente estas questões existenciais começam a tomar conta dos prisioneiros: Porque eu? Qual o motivo desse sofrimento?

Neste campo de concentração diversos sentimentos surgem para tentar responder tais perguntas.

Com a alimentação escassa por uma sopa rala e tendo que dormir amontoados, aumentava ainda mais a irritabilidade, a solidão e o pensamento no suicídio.

O que amenizava essa dor era o sonho de liberdade, de poder rever seus entes queridos, por imaginar em que situação os mesmos estavam passando neste momento e por uns raros momentos de humor, poemas e teatros improvisados no campo de concentração que alimentavam suas almas.

A experiência no campo de concentração

O livro está divido em três partes. Na primeira parte, Victor descreve a experiência no campo de concentração, bem como as posturas de alguns companheiros. Ele nos conta desde a sua chegada a Auschwitz até sua libertação ao final da guerra.

No campo de concentração é revelador e surpreendente que na atmosfera mórbida e doentia seja possível ver sorrisos e grandes esperanças, mesmo que muitas delas frustradas. O autor transmite uma realidade muito grande em relação aos seus sentimentos, de tal forma que podemos senti-lo.

São tantas circunstâncias adversas, que é impressionante que muitos dos prisioneiros conseguem vencer essa situação de sofrimento com o humor, enquanto outros, com os sonhos de liberdade.

Há também quem relembre a vida antes da prisão para escapar do sofrimento; e, outra forma de escapismo, é por meio da arte, através de poemas, teatros improvisados.

Porém, o pior de tudo era tentar manter-se com aparência jovial e mostrar-se capaz de fazer qualquer trabalho solicitado, para ser poupado de ser enviado para as temíveis câmaras de gás.

Ele comenta como alguns presos agiam com muita maldade perante seus companheiros em relação às posturas de alguns guardas que algumas vezes era muito mais compreensivo do que os próprios prisioneiros.

Outro aspecto importante é a adaptabilidade humana em relação às privações. O autor busca demonstrar como os presos se agarrava a algum mecanismo de apoio para que pudessem sobreviver a mais um dia nesse ambiente mórbido.

A logoterapia

Na segunda parte do livro, o autor usa suas experiências para introduzir o método de logoterapia, cujo aprimoramento deve bastante à experiência em Auschwitz. Esse sistema busca o tratamento do paciente num processo que lhe traga uma plenitude existencial.

A logoterapia (terapia do sentido) abrange a vontade de sentido no ser humano, o sentido da vida. Ao contrário da escola freudiana que diz que as neuroses têm como fontes somente frustrações sexuais.

Viktor Frankl concentra o tratamento em projeções para o futuro. Tem por objetivo tornar a psiquiatria mais humanista.

Por isso, tenta compreender as necessidades do ser humano identificando junto ao paciente um sentido para sua vida.

Sua concepção é que o sentido nos faz humanos e compreendê-lo em cada situação da vida é um estímulo a viver e vencer todo sofrimento, independente de qual é o estágio de seu sofrimento. Para tanto, compreende as necessidades básicas do ser humano, que vão muito além daquilo que lhes atinge imediatamente.

Para Viktor Frankl, o ser é totalmente livre e não são determinados por fatores externos, sociológicos e biológicos. Em relação ao sofrimento sua teoria trás um método de lidar com: dor, culpa e morte.

Otimismo trágico

Na terceira parte, Viktor E. Frankl descreve sobre a tese de otimismo trágico. De acordo com essa tese, a superação individual reside numa escolha, num posicionamento interior que, a despeito da tríade trágica (dor, culpa, morte), explicando a possibilidade de o indivíduo optar pela vida, mesmo diante dessa tríade trágica.

Assim como a leitura do livro O Propósito da Vida, a leitura de Em Busca de Sentido transformará profundamente o seu modo de ver a vida, a sua relação com os momentos de sofrimento.

Sua leitura é indispensável para que possamos refletir sobre qual é o nosso propósito e buscar um sentido para nossa vida. Pois, quando temos um propósito, um objetivo definido, temos muito mais forças para lutar contra qualquer adversidade ao longo do caminho.

Pense em seu propósito da vida,  para enfrentar os desafios que aparecem hoje e, também, estar melhor preparado a segunda metade da vida.

Espero que esse post tenha ajudado vocês a meditarem sobre a sua realidade e como você esta se comportando diante das adversidades que surgem no dia a dia, se o que você vive no teu dia a dia realmente esta alinhado com seu propósito de vida. Leia o livro na integra e depois me conta o que achou.

Boa leitura e até a próxima amigos, há, siga o Blog para nos acompanhar nessa aventura.

Serra do Corvo Branco

A Serra do Corvo Branco  é uma estrada sinuosa e panorâmica situada  em Grão Pará, cidadezinha com  uma população: 6.537 habitantes segundo IBGE/2017.  Grão Pará ocupa uma área de 338 km², a 110 m de altitude e faz divisa com: Urubici, Rio Fortuna, Braço do Norte e Orleans

Chegamos em Urubici final de tarde e seguimos direto para a Serra do Corvo Branco, no início do trajeto dá a impressão que a estrada não leva a lugar nenhum, mas de repente  nos deparamos com dois paredões de pedra que impressionam, e ali começou a descida por uma estradinha toda quebradiça e com despenhadeiros que colocam medo, entretanto a vista é tão linda que logo o medo é substituído pelo sentimento de contemplação.

Vale lembrar que estávamos apenas  com a casinha 4×4 (Terra Bruta), a outra casinha ficou ancorada no camping em Gramado pois ela não passaria ali naquela  estradinha nem que fosse desmontada, por isso não recomendamos passar com trailer ou motorhome grande nessa serra, o risco de acidente é bem alto pois mesmo para os carros pequenos, há trechos em que um tem que parar para o outro passa, e em alguns trechos é complicar dar ré para abrir  algum espaço de passagem.

Para quem quiser ir de trailer pode seguir sentido Grão Pará até Aiurê, e deixar estacionado o Trailer na Cabana Corvo Branco (veja imagens e contato abaixo. A Cabana Corvo Branco é uma lanchonete que havia sido inaugurada a apenas 60 dias quando por lá passamos, e a recepção e acolhida foi tanta que resolvemos deixar o contato aqui para vocês, vale  alertar que eles ainda estão implantando uma área para trailer, motorhome e barracas, portanto é importante ligar com antecedência e combinar certinho valores (no nosso caso eles nem queriam cobrar, mas fizemos questão de comprar algumas coisas na lanchonete deles e de deixar um valor que foi simbólico apenas para agradecer a acolhida, afinal passamos duas noites estacionados lá e utilizamos os banheiros, água e luz deles.

Tel:  (48) 99923-5902 Adriano ou Vanda

Cabana Corvo Branco – Grã Pará

Por enquanto a Cabana não oferece chuveiro, tivemos o privilégio de inaugurar a duchinha da nossa casinha. Na primeira noite até colocamos o toldo pra tomar o banho, na segunda noite, bem, na segunda noite nem vou entrar em detalhes, fica por conta da imaginação de vocês, só garanto que entrou pra história…eheh

Veja abaixo mais algumas imagens dessa aventura e até a próxima.

Vida, doce vida…

Novamente nos aproximamos do inverno,  o clima gelado e úmido de Campo largo já mostra a sua cara. Ainda é outono, mas já temos muitos dias chuvosos e  cinzentos nos quais a vontade de sair da cama não é uma máxima verdadeira.

Ao amanhecer vamos despertando lentamente e iniciando um dia que prometia ser preguiçoso, neblina, garoa gelada, cama quentinha e logo vem um cafezinho fresquinho feito com grãos selecionados de um arábica pra lá de aromático, passado na cafeteira italiana com todo cuidado que só os amantes de um bom café são capazes de compreender, acompanhado dos tradicionais ovos mexidos sem o requinte das omeletes franceses mas com uma pitada de muito amor e  carregados até a cama em um bandeja lotada de carinho, refletido na arrumação singela  mas cuidadosamente bem organizada em que aquele pratinho redondo, em amarelo ouro para que a nossa  humaninha de quatro patas possa nos acompanhar no dejejum, completa o cenário.

 

 

Enquanto degustamos o café no aconchego da nossa cama coloco-me a pensar sobre as razões que nos fizeram chegar até aqui, como viemos viver em um trailer e o quanto isso tem refletido no nosso crescimento como seres humanos mas especialmente como seres espirituais que somos.

Desde que decidimos viver em um trailer, todo dia é uma nova descoberta, um novo chamado a reflexão. A cada pôr  do sol que apreciamos enquanto tomamos nosso chimarrão sentados de pés descalços na imensidão de grama verdinha, cada vez que sentimos  a  chuva suave caindo e nos fazendo  diminuir o ritmo ou ainda a cada pessoa  que constantemente cruzam nosso caminhos vão nos deixando lições  preciosas.  Vamos descobrindo aos poucos que o dinheiro é preciso, mas que não podemos ser escravos dele e como dizia o poeta, é preciso dizer a ele quem é que manda em quem. É preciso fazer o que amamos, mas principalmente amarmos tudo o que fazemos, nem sempre as tarefas são as mais agradáveis, mas sermos gratos por podermos executá-las nos dá a dimensão da dádiva de estarmos aqui vivos, com saúde perfeita para podermos seguir sempre em frente.

E é essa vontade de seguirmos descobrindo o mundo, especialmente esse mundo que esta imerso no mais profundo do nosso ser, a matriz divina, o código da vida, a alma, a luz que só se revela aos buscadores incansáveis de si mesmos que nos impulsiona a sair da cama aconchegante e ir de encontro aos nossos sonhos. Então em um sobressalto pulamos para a vida e vamos trabalhar no nosso novo projeto, o nosso micro motorhome. Sim parece estranho pois já temos um trailer, mas quem acompanha nosso Blog e nossas redes sociais sabem que enfrentamos vários imprevistos mas que cada um deles, veio na hora que tinha que vir,  e como pessoas que entendemos que na vida tudo há o momento certo, fomos nos adaptando, criando, mudando e agora vamos concluir mais uma etapa do nosso projeto, e ao adaptar a camionete como um carro de apoio, não iremos mais precisar da barraca e  com isso ganharemos mobilidade e agilidade em nossas expedições selvagens, sem falar na segurança em relação a cobras e outros animais com os quais acabamos cruzando pelo caminho.

E assim a vida vai ganhando cor, sorrisos,  experiências, SENTIDO.

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Na nossa Fan Page (link abaixo), você poderá curtir a página e seguir-nos, assim poderá visualizar os vídeos que iremos postar da transformação da carroceria da camionete em um micro motorhome, lá citaremos sobre materiais usados e valores gastos para que você também se anime  ao ver que é possível encontrar soluções simples e viáveis para você realizar o teu sonho de colocar os pés, quero dizer, as rodinhas na estrada.

Nos acompanhe nessa jornada.

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Mantenha-se saudável na estrada

Alimentação Paleolítica.

Dando continuidade ao Assunto Alimentação Paleolítica (Alimentação Saudável), vamos falar mais um pouco sobre manter-se saudável ainda que você esteja viajando e não seja muito adpto a fazer seu próprio alimento.

É comum encontrarmos com pessoas que viajam muito ou até que vivem a vida na estrada (como nós), e a grande maioria desses nossos amigos não dão muita importância ao que colocam em suas bocas, muitos em razão da praticidade da vida moderna enchem os armários de seus trailer, vans, kombi, motorhome, barracas ou seja lá que meios usem para viajar, com muita bolacha, pão, margarina, sucos em caixa, achocolatados, caixas e mais caixas de leite, e todo tipo de porcaria que enche a barriga mas não alimenta o corpo, em razão da dita praticidade.

Quando falamos que nossa alimentação é natural, logo vem a pergunta: mas o que vocês comem?

Simples, tudo o que a natureza nos fornece e de preferência que não tenha havido interferência (processamento) humano.

Ao invés de comermos pão comemos ovos mexidos, nosso café é em grãos batido na hora e tomado sem açúcar ou leite, em resumo, quando vamos ao super mercado as únicas sessões em que passamos são das frutas, verduras, ovos e carnes, e lá encontramos tudo, exatamente tudo o que nosso corpo precisa, o resto nós dispensamos. Há, e também frequentamos muito casa de produtos naturais, lá encontramos chia, linhaça, quinoa, canela, cravo, açafrão da terra (cúrcuma), chás diversos, e mais umas coisinhas que usamos no dia a dia.

Pode Comer a vontade.

  • Carne (de preferência vinda de animais que pastam, e não de alimentados com ração/grãos)
  • Peixe e frutos do mar (que não sejam de cativeiro)
  • Frutas frescas (sempre coma a fruta, não faça sucos pois muda a estrutura do alimento)
  • Vegetais frescos
  • Ovos
  • Nozes e sementes
  • Óleos saudáveis (azeite de oliva prensado a frio e consumido frio, óleo de coco, banha de porco)

X Não Pode Comer se a intenção for Perda de Peso

  • Grãos e cereais
  • Leguminosas (como feijão)
  • Tubérculos (como batata-doce, inhame e mandioca)

X Não Pode Comer (ALIMENTOS PROIBIDOS!)

  • Leite e laticínios
  • Açúcar refinado
  • Alimentos industrializados de qualquer espécie
  • Óleos vegetais refinados (óleo de soja, milho, girassol, canola, margarina)
  • Doces, frituras feitas com óleos refinados
  • Gorduras hidrogenadas
  • Glúten

Por Que a Dieta Paleolítica Funciona?

Aprenda por que a dieta paleo funciona mesmo!

A dieta paleolítica funciona porque ela:

  1. Elimina ou restringe da sua dieta fontes de inflamação e alergia
  2. Promove o controle da glicose e insulina no sangue (reduz a resistência à insulina)
  3. Melhora a digestão e absorção dos alimentos (e fortalece sua flora intestinal)
  4. Altamente nutritiva, sacia mais com menos calorias

Essas quatro características da DP fazem as pessoas perderem peso com facilidade, além de melhorar vários marcadores de saúde.

Ainda há poucos estudos científicos sobre a dieta paleo, mas os que já foram publicados mostram ótimo potencial desse tipo de alimentação para emagrecimento, redução de glicemia e redução de riscos de doenças cardíacas,

Como Testar a Dieta Paleo em 3 Passos Fáceis?

Começar na dieta paleolítica é mais fácil do que você pensa

Faça o teste por pelo menos 30 dias. E depois conte para a gente o que aconteceu nos comentários! Queremos ouvir sua história.

Passo #1 – Engatinhando

Diga adeus aos pães e massas na dieta paleo

Para começar na dieta paleo, o primeiro passo é eliminar, cortar ou reduzir ao máximo 3 coisas da sua vida:

  • Açúcar refinado
  • Farinha de trigo
  • Óleos vegetais poli insaturados (óleo de soja, óleo de girassol, óleo de canola, margarina)

Basicamente isso significa parar de comer fritura, pão, massa, doces e refrigerantes.

Isso também vai fazer você parar de consumir tranqueiras que vêm caixa e são compradas nas gôndolas de supermercado.

Cortando estes três elementos, mesmo que você não mude mais nada já vai emagrecer rápido e sua saúde vai melhorar.

Eliminar essas coisas do cardápio pode parecer simples, mas sabemos que não é fácil. Por isso, vale o esforço no começo, porque os resultados desses cortes chegam rápido.

Nos próximos posts sobre o assunto vamos falar de alguns recursos que usamos para tirar agrotóxico de alimentos, as suplementações que fazemos e as melhoras que tivemos em nossas vidas após as mudanças.

Venham conosco e vamos fazer e seja você também um fator de mudança para você e para o mundo.

Roda Quadrada…

RODA QUADRADA…

Roda o quê?

Quadrada?

Não, não e não….

Quadrada mesmo são as mentes pequenas que ouvem e repetem como papagaios um conceito tosco e pejorativo que surgiu no Brasil  logo após a mudança de legislação de trânsito ocorrida em 1997. Há, você assustou-se pois achou que esse conceito sempre existiu?

É Cara Pálida, quero mesmo  que você um ser pensante como acredito que deveria ser, pare para se questionar quanto preconceito existe nessas  duas, aparentemente inocentes palavras significam para quem as ouve. Há, e não se assuste com minha repentina mudança de tom e se o post parecer menos cordial e carinhoso como o habitual, mas o assunto requer um balde de água fria, afinal trailer é que nem bunda, cada um usa o seu como melhor lhe convier.

Mas antes de te explicar o que pensam os “rodas quadradas” em relação aos  que se dizem “redondas” ou mesmo “ovais”, vou contar-lhes um pouquinho de história.

Desde muito jovem sempre adorei  acampar, mas nada de camping com toda infraestrutura, quanto mais selvagem o acampamento, mais me atraia a ideia. Conviver com a natureza, acordar com o canto dos pássaros ou com o som de uma cachoeira sempre me encantou e me ensinou que  o verdadeiro valor das coisas está naquilo que que nos preenche a alma, que nos enriquece como seres humanos e nos apequena diante da grandeza e da perfeição da natureza.

Com o tempo e a “maturidade”  vieram as reponsabilidades do cotidiano e a escravidão imposta pelo sistema,  se instaurou então a necessidade de trabalhar muitas e muitas horas por dia para comprar casa boa, carão, andar feito uma árvore de natal sempre com maquiagem impecável, unhas feitas, cremes até para as rugas que ainda nem nasceram e assim muitos anos se passaram, mas sempre com a sensação que o caminho trilhado estava errado, que algo muito significativo estava faltando. O desejo de percorrer o mundo, conhecer culturas, sujar o coturno de barro, fotografar pássaros, escrever sobre  as experiências culinária, jeito de vestir e viver das diferentes culturas sempre foi uma lacuna a ser preenchida, até que surgiu ele, o protagonista dessa história, que comprou um trailer meses antes de eu aparecer e invadir a vida dele para que juntos vivêssemos essas experiências e aprendizados.

Pois bem,  como toda mudança requer uma adaptação e preparação para acontecer, eis que resolvemos morar em um camping até que tudo estivesse 100% (impossível) resolvido, a ideia era ficar apenas 3 meses, mas os imprevistos  foram vários. Primeiro o carro clonado, depois de um ano para resolver veio o teste para puxar o trailer que não funcionou como deveria, aí tivemos que trocar o carro, junto com a troca do carro vão-se as reservas embora ainda tenham sobrado os anéis (por pouco), aí vem a necessidade de ficar mais um pouco até que tudo vá entrando nos eixos. Nisso se passaram quase dois anos, entretanto, essa demora não nos consome, ao contrário, é uma espera  que faz com que acordemos todos os dias com o canto dos pássaros, que possamos ver o entardecer tomando um chimarrão, nos dá tempo para ler nossos livros, escrever algumas linhas vez ou outra, fazer manutenções em nosso trailer/casa o deixando cada vez mais agradável de se viver, curtir os amigos do camping, e viver diariamente em um espaço verde de 66 mil metros quadrados que nos permite contemplar muitos pássaros, esquilos, cotias, lagartos e até gambazinhos.

Nesse tempo de espera, viajamos de barraca sempre que podemos, com  o trailer também embora seja com menos frequência. A decisão de vivermos em um camping, mesmo que pareça redundante, nos faz viver campistas 24 hs por dia, 365 dias por ano. Viajamos sempre que desejamos sem ter que esperar um feriadão prolongado, se desejamos passar 1 dia, 10 dias ou mais de um mês em algum lugar, nós simplesmente vamos.

Então para aqueles “quadrados” que chegam no camping e arrogantemente nos chamam de rodas quadradas saibam que esse termo surgiu, como citado no início deste post, após a mudança de legislação de trânsito ocorrida em 1997 que fez com que muitas pessoas, a maioria já com uma idade mais avançada não tivesse o interesse de adequar a carteira para uma nova categoria assim forçando muitos dos que tinham trailer rodando a encostarem, em alguns casos para sempre. Esses trailers em sua maioria viraram casas de veraneio ou de campo, na qual a família ia para passar poucos dias, sem que jamais o tirassem do local.

Com os anos foi-se criando um preconceito tosco e mesquinho com aqueles que optaram em viver no trailer (fato que não vemos ocorrendo com quem mora em motor home).  O que as mentes quadradas que possuem esse preconceito não entendem é que quem optou em viver no trailer normalmente são aqueles que já possui uma certa autonomia de tempo e dinheiro para fazer isso, pois o sistema de trabalho e escola de filhos escraviza a maioria que só podem viajar com o trailer uma ou duas vezes por ano e ainda assim quando muito ficam, dificilmente passam de 20 dias.

Muitos aqui no Brasil somente pegaram onda em um preconceito já existente nos EUA em relação a quem mora em trailer, mas sem analisarem as diferenças culturais que são maiores que um oceano.  Nos EUA é comum ter preconceito para quem vive em um trailer, mas lá a coisa é diferente, existem milhares de camping espalhados por todo país, alguns desses possuem mais de dois mil trailers, normalmente o dono dos trailers é o dono do terreno que loca esses espaços e por preços bem baixos, então, quem tem dificuldades para pagar um aluguel nos EUA opta em viver em um trailer, pois estes com o equipamento e mais o aluguel não sai mais que 600 dólares mensais e normalmente se tem  fila de espera para locação, entretanto, em alguns desses espaços há muita violência, uso de drogas, prostituição e os americanos têm lá as suas ressalvas por quem vive nesses espaços.

Há também camping só para pessoas idosas e camping de luxo, que são condomínios lindíssimos que oferecem toda infraestrutura  para se viver maravilhosamente bem, claro que o preço nesses locais são bem diferentes e por aí só já seleciona o seu público que é mais eletizado.

No Brasil o que ocorre é exatamente o contrário do que acontece nos EUA, quem opta em viver em um trailer normalmente já tem uma situação financeira estável   e esta (assim como nós) praticando o desapego, tentando viver de uma forma mais simples e principalmente  mais livre das convenções e prisões impostas pela sociedade. Pena que poucas pessoas já se deram conta desse estilo de vida, a maioria quer um trailer ou Motor home apenas para viagens eventuais, não perceberam ainda o quanto esse estilo de vida podem nos enriquecer culturalmente e especialmente, nos ajudar no desenvolvimento humano.

Sim, nós moramos em um trailer, sim nós não temos endereço fixo e nem compromissos com prazos e em breve menos ainda pois estaremos em uma viagem  pelo Brasil sem data para voltarmos, talvez nem voltemos mais. Iremos passar dois meses, seis, oito, 1 ano parados em alguma cidade do interiorzão, até transbordarmos com a cultura local, até conhecermos o povo, até escrevermos algumas linhas, até que a vontade de seguir em frente se faça prioridade, sem datas, sem calendário.

Então quadrados de plantão, a próxima vez que pensarem em chamar alguém de roda quadrada pense o quão otário essa pessoa deve estar imaginando que você é, afinal, quadrado mesmo é o teu preconceito tosco e mesquinho. Aproveite a oportunidade quando conhecer alguém que vive em um estilo de vida diferente do seu para aprender, para trocar experiências, para evoluir pois é isso que nós fazemos todos os dias da nossa existência.

Até a próxima.

 

NOSSA CASA, NOSSO QUINTAL, NOSSO ENTARDECER…