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Dicas de Viagem

Cânion Espraiado

Encantamento foi a palavra que encontrei para descrever essa região. Sabe aquele lugar que te dá dor na mandíbula de tanto falar “Ohhhh”, para onde você olha vem logo um “Ohhhh” acompanhado, pois bem, esse é o lugar.

Cânion Espraiado – Urubici (foto de Noemi Cardoso)

O Cânion Espraiado fica localizado no Morro do Campo dos Padres, nome dado em alusão a passagem dos Jesuítas no período das missões, os quais se refugiavam nessas localidades, aliás, a região abriga um antigo cemitério Jesuíta, visível apenas para quem faz as trilhas mais longas (são poucos que se aventuram).

A região é provida de inúmeras  lendas, esculturas geológicas e, cercada de  montanhas, escarpas e chapadas, além dos  cânions e das cachoeiras  que compõem todo o cenário.

Contém um dos pontos mais elevados de Santa Catarina, com 1827 metros de altitude

É uma região excelente para praticantes de Trekking, pois até mesmo o acesso só é possível com mochilão, carro 4×4, moto de trilha, alguns doidinhos arriscam a subida com bike e não sei como consegue, mas conseguem. Com carro pequeno não arrisque ou você vai inevitavelmente ficar pelo caminho e detalhe, lá não chega guincho.

Esse acesso se dá Por Ububici e tem mais ou menos 10km. Parece bem pouco né, mas levamos quase 2 horas para fazer a subida em uma Ranger 4×4  com bloqueio do diferencial e com marcha  reduzida, tudo bem que havia acabado de cair um toró de água, mas o trajeto é complicado mesmo. Eu cheguei a achar que não chegaríamos a lugar algum, e que logo logo eu seria devorada por um leão da montanha em uma das diversas porteiras que tive que descer para abrir (ainda bem que o bicho tem búfalos e javalis selvagens para caçar na região), ufa, me salvei para contar essa história.

Caso você não queira fazer um mochilão e também não disponha de um 4×4, fique tranquilo, ainda dá para chegar até lá utilizando-se do serviço de transporte do pessoal que cuida e administra a visitação no cânion. Eles não possuem site então vou deixar o link da fan page deles no final do post.

Outra coisa, se você é aquele que gosta de luxo, não vá. A única habitação é do pessoal que mora e que fazem as cobranças de acesso ao Cânion. Lá você encontrará um rancho muito, mas muito rústico mesmo com o chão forrado de cepilho um fogão a lenha compartilhado por todos, cachorros e galinhas circulando pelo ambiente enquanto você prepara um rango qualquer.

Se você usar o camping será estilo selvagem e se não compartilhar cozinha, luz e água você irá pagar uns 5 reais a menos no valor da diária, o que do meu ponto de vista não vale a pena, até porque o pessoal que lá mora cobram bem pelas estadias mas oferecem quase nada.

O único banheiro em cimento bruto é compartilhado por todos (torça pra ter pouca gente). Se você quiser se alimentar lá no local eles fazem as refeições mediante encomenda (normalmente para grupos), também é possível fazer rappel, trilha para a cachoeira e Slackline , para isso é preciso contratar um guia (todos os moradores são guias e praticantes de esportes radicais) e possuem todo o equipamento necessário.

Há também a possibilidade de pousar nos beliches que eles alugam em quarto compartilhado, os ciclistas que chegaram na mesma noite que nós fizeram essa opção.

Nós felizmente estávamos a bordo da nossa Terra Bruta, mas em razão do vento que é muito forte na região não pudemos montar o toldo com fechamento, então cozinhamos no fogão a lenha deles, rodeados de cachorros e galinhas, mas foi bem divertido e diferente. Nosso stress ficou por conta de não poder soltar a Dudinha nem para fazer xixi porque os cachorros (tinha uns 15) representavam uma ameça grande pra ela.

No dia seguinte da nossa chegada fizemos a trilha que leva a borda do Cânion, não é muito longa e bem tranquila de se fazer (pra quem gosta de Trekking) e não precisa de guia, a dificuldade maior fica por conta do Charco que são grandes poças d’água com quantidade de lama variável e se formam principalmente na grama e em depressões na terras, no caso do Espraiado esses charcos se estendem por quilômetros e são cobertos por um tipo de graminha típica da região, então use meias adequadas e sapatos de trilhas bem isolados pois os pés afundam e molham bastante em alguns trechos.

No segundo entardecer fomos ver o pôr do Sol no morro da Torre como é chamado pelo pessoal da região. É um dos pontos mais altos a que se tem acesso com pouco mais de 1.600 metros de altitude e é chamado assim em razão de ter uma torre de medição de ventos nele, a vista é simplesmente incrível. Fomos com a Terra Bruta até lá porque fica a 8 km da casa de apoio e para voltar a noite de apé em meio a búfalos selvagens não nos pareceu uma boa ideia.

As fotos que aqui deixamos pode transmitir um pouco do da beleza da região mas não conseguirá mostrar a vocês o tamanho da alegria e emoção que sentimos, só indo e presenciando essa obra da natureza para vocês terem uma ideia do quão belo é esse nosso planetinha. Dos Cânions que conhecemos no Sul do país esse esta em primeiro lugar, não sei se apenas pela beleza, ou pelo fato que aqui ainda há pouca mão do homem aqui, a gente se sente isolado do mundo e mais perto de Deus (aquele que habita em mim e habita em você), sem dúvida um convite a meditação e reflexões.

Dificilmente sentimos vontade de retornar aos mesmos lugares, entretanto, alguns ficam tão marcados na memória que a volta é inevitável. No Cânion Espraiado já ta certo que o dia que conseguirmos adquirir nosso tão sonhado Drone, iremos voltar e registrar mais um pouquinho dessa obra divina protegida por Deus e admirada pelos homens.

Quando vocês forem conhecer, venham aqui e nos contem o que acharam e o que sentiram chegando lá.

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Serra do Corvo Branco

A Serra do Corvo Branco  é uma estrada sinuosa e panorâmica situada  em Grão Pará, cidadezinha com  uma população: 6.537 habitantes segundo IBGE/2017.  Grão Pará ocupa uma área de 338 km², a 110 m de altitude e faz divisa com: Urubici, Rio Fortuna, Braço do Norte e Orleans

Chegamos em Urubici final de tarde e seguimos direto para a Serra do Corvo Branco, no início do trajeto dá a impressão que a estrada não leva a lugar nenhum, mas de repente  nos deparamos com dois paredões de pedra que impressionam, e ali começou a descida por uma estradinha toda quebradiça e com despenhadeiros que colocam medo, entretanto a vista é tão linda que logo o medo é substituído pelo sentimento de contemplação.

Vale lembrar que estávamos apenas  com a casinha 4×4 (Terra Bruta), a outra casinha ficou ancorada no camping em Gramado pois ela não passaria ali naquela  estradinha nem que fosse desmontada, por isso não recomendamos passar com trailer ou motorhome grande nessa serra, o risco de acidente é bem alto pois mesmo para os carros pequenos, há trechos em que um tem que parar para o outro passa, e em alguns trechos é complicar dar ré para abrir  algum espaço de passagem.

Para quem quiser ir de trailer pode seguir sentido Grão Pará até Aiurê, e deixar estacionado o Trailer na Cabana Corvo Branco (veja imagens e contato abaixo. A Cabana Corvo Branco é uma lanchonete que havia sido inaugurada a apenas 60 dias quando por lá passamos, e a recepção e acolhida foi tanta que resolvemos deixar o contato aqui para vocês, vale  alertar que eles ainda estão implantando uma área para trailer, motorhome e barracas, portanto é importante ligar com antecedência e combinar certinho valores (no nosso caso eles nem queriam cobrar, mas fizemos questão de comprar algumas coisas na lanchonete deles e de deixar um valor que foi simbólico apenas para agradecer a acolhida, afinal passamos duas noites estacionados lá e utilizamos os banheiros, água e luz deles.

Tel:  (48) 99923-5902 Adriano ou Vanda

Por enquanto a Cabana não oferece chuveiro, tivemos o privilégio de inaugurar a duchinha da nossa casinha. Na primeira noite até colocamos o toldo pra tomar o banho, na segunda noite, bem, na segunda noite nem vou entrar em detalhes, fica por conta da imaginação de vocês, só garanto que entrou pra história…eheh

Veja abaixo mais algumas imagens dessa aventura e até a próxima.

Vida, doce vida…

Novamente nos aproximamos do inverno,  o clima gelado e úmido de Campo largo já mostra a sua cara. Ainda é outono, mas já temos muitos dias chuvosos e  cinzentos nos quais a vontade de sair da cama não é uma máxima verdadeira.

Ao amanhecer vamos despertando lentamente e iniciando um dia que prometia ser preguiçoso, neblina, garoa gelada, cama quentinha e logo vem um cafezinho fresquinho feito com grãos selecionados de um arábica pra lá de aromático, passado na cafeteira italiana com todo cuidado que só os amantes de um bom café são capazes de compreender, acompanhado dos tradicionais ovos mexidos sem o requinte das omeletes franceses mas com uma pitada de muito amor e  carregados até a cama em um bandeja lotada de carinho, refletido na arrumação singela  mas cuidadosamente bem organizada em que aquele pratinho redondo, em amarelo ouro para que a nossa  humaninha de quatro patas possa nos acompanhar no dejejum, completa o cenário.

 

 

Enquanto degustamos o café no aconchego da nossa cama coloco-me a pensar sobre as razões que nos fizeram chegar até aqui, como viemos viver em um trailer e o quanto isso tem refletido no nosso crescimento como seres humanos mas especialmente como seres espirituais que somos.

Desde que decidimos viver em um trailer, todo dia é uma nova descoberta, um novo chamado a reflexão. A cada pôr  do sol que apreciamos enquanto tomamos nosso chimarrão sentados de pés descalços na imensidão de grama verdinha, cada vez que sentimos  a  chuva suave caindo e nos fazendo  diminuir o ritmo ou ainda a cada pessoa  que constantemente cruzam nosso caminhos vão nos deixando lições  preciosas.  Vamos descobrindo aos poucos que o dinheiro é preciso, mas que não podemos ser escravos dele e como dizia o poeta, é preciso dizer a ele quem é que manda em quem. É preciso fazer o que amamos, mas principalmente amarmos tudo o que fazemos, nem sempre as tarefas são as mais agradáveis, mas sermos gratos por podermos executá-las nos dá a dimensão da dádiva de estarmos aqui vivos, com saúde perfeita para podermos seguir sempre em frente.

E é essa vontade de seguirmos descobrindo o mundo, especialmente esse mundo que esta imerso no mais profundo do nosso ser, a matriz divina, o código da vida, a alma, a luz que só se revela aos buscadores incansáveis de si mesmos que nos impulsiona a sair da cama aconchegante e ir de encontro aos nossos sonhos. Então em um sobressalto pulamos para a vida e vamos trabalhar no nosso novo projeto, o nosso micro motorhome. Sim parece estranho pois já temos um trailer, mas quem acompanha nosso Blog e nossas redes sociais sabem que enfrentamos vários imprevistos mas que cada um deles, veio na hora que tinha que vir,  e como pessoas que entendemos que na vida tudo há o momento certo, fomos nos adaptando, criando, mudando e agora vamos concluir mais uma etapa do nosso projeto, e ao adaptar a camionete como um carro de apoio, não iremos mais precisar da barraca e  com isso ganharemos mobilidade e agilidade em nossas expedições selvagens, sem falar na segurança em relação a cobras e outros animais com os quais acabamos cruzando pelo caminho.

E assim a vida vai ganhando cor, sorrisos,  experiências, SENTIDO.

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Na nossa Fan Page (link abaixo), você poderá curtir a página e seguir-nos, assim poderá visualizar os vídeos que iremos postar da transformação da carroceria da camionete em um micro motorhome, lá citaremos sobre materiais usados e valores gastos para que você também se anime  ao ver que é possível encontrar soluções simples e viáveis para você realizar o teu sonho de colocar os pés, quero dizer, as rodinhas na estrada.

Nos acompanhe nessa jornada.

https://www.facebook.com/amorsobrerodasPedroeNoemi/

 

Reserva Natural Salto Marato

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A Reserva Natural Salto Morato está localizada em Guaraqueçaba, no litoral Norte do Paraná. Em 1994, a área foi comprada com o apoio financeiro da The Nature Conservancy e, no mesmo ano, foi reconhecida como Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). Desde 1996, é aberta ao público e se tornou uma das atrações turísticas do município de Guaraqueçaba (PR). Em 1999, foi reconhecida pela Unesco como Sítio do Patrimônio Natural da Humanidade.

A Reserva Natural Salto Morato abriga uma área de 2.253 hectares de Mata Atlântica e encontra-se em região com expressiva concentração de espécies de aves endêmicas – ou seja, que ocorrem apenas no bioma -, sendo várias delas ameaçadas de extinção.

O local conta com trilhas interpretativas, alojamento para pesquisadores, centro de visitantes, quiosques, camping, centro de pesquisa e laboratório, além de uma estação meteorológica (no padrão do Sistema Meteorológico do Paraná – SIMEPAR), que registra dados climáticos a cada 15 minutos. Não é permitida a entrada de qualquer animal de estimação ou doméstico incluindo, mas não se limitando a: cachorros, gatos, coelhos e aves de qualquer espécie ou porte. A presença desses animais, mesmo acompanhados de seus donos e com documentação de viagem e carteira de vacinação em dia, pode interferir no equilíbrio e na preservação da reserva.

Desde a sua criação, a Reserva Natural Salto Morato dá apoio a pesquisas científicas, disponibilizando estruturas físicas e de pessoal, até o custeio de despesas com transporte, alimentação ou equipamentos de campo, dependendo do objetivo proposto por cada projeto.

Até hoje, foi registrada a ocorrência de 646 espécies vegetais vasculares, 93 espécies de mamíferos, 325 espécies de aves, 36 espécies de répteis, 61 espécies de anfíbios e 55 espécies de peixes na Reserva Natural Salto Morato.  (Dados fornecidos pela Fundação o Boticário). (Dados fornecidos pela Fundação o Boticário).

Assista o vídeo da reserva e se encante:

  • INGRESSOR$ 10,00 (inteira)
    R$ 5,00 (meia)  (na data desta postagem)
  • CAMPING Diária de R$ 15,00 por pessoa.É necessário reservar com antecedência por telefone ou e-mail.
  • HORÁRIOS: De terça-feira a domingo, das 8h30 às 17h30**  (melhor sempre ligar antes pois pode ocorrer que em alguns períodos a reserva esteja fechada).
  • Recomendamos também não chegar após as 16 horas para fazer a trilha até o salto, embora a trilha seja limpa e sinalizada, levamos próximo de uma hora e trinta para percorre-la (ida e volta).
  • CONTATO: morato@fundacaogrupoboticario.org.br(41) 3375-9671

 

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Prudentópolis

Cachoeiras em Prudentópolis

Enquanto  executamos todos os preparativos para nos lançarmos na estrada,  resolvemos ir fazendo algumas viagens mais curtas, somente com a barraca, para irmos esquentando as turbinas.

Conhecer as cachoeiras gigantes em  Prudentópolis não poderia faltar em nosso roteiro, afinal, elas são de fato incríveis, e lá também esta plantada um pouquinho da história do Pedro, que quando meninote frequentou o seminário local, de origem Ucraniana é claro, pois essa é a sua descendência.

A cidade relativamente nova com apenas 107 anos de idade  e com aproximadamente 49 mil habitantes, destaca-se especialmente pelo seu aspecto religioso formada em sua maioria por imigrantes Ucraniano. Consta nos registro que em   1896 ocorreu a entrada de 1.500 famílias, em um total aproximado de oito mil pessoas. A imigração continuou até os anos de 1920, diminuindo ao longo do tempo.

Assim, Prudentópolis tornou-se o município brasileiro que mais receberam ucranianos. Nesse processo de colonização, destaca-se também a vinda de outros povos, como poloneses, alemães e italianos. Esses imigrantes  dedicaram-se à agricultura, pecuária e à pequena indústria, contribuindo para o progresso e a prosperidade da região. Todo esse processo resultou no estabelecimento de Prudentópolis como município, através da lei estadual nº 615, de 5 de março de 1906, com seu território desmembrado de Guarapuava, no dia 12 de agosto do mesmo ano.

Infelizmente em razão do pouco tempo que tínhamos para conhecermos o local, optamos por nos concentrarmos nas cachoeiras e acabamos não podendo visitar o Museu (que estava fechado na ocasião) e as muitas Igrejas, a grande maioria pode facilmente ser  reconhecida pelas belíssimas cúpulas de origem bizantina que majestosamente habitam os topos de toda igreja Ucraniana, seja ela pequenina capela ou uma majestosa Arquidiocese.

A beleza e significado das Igrejas Ucranianas são tamanhos que merece aqui um parágrafo a parte, mesmo incorrendo no risco do texto estender-se demais e fugir um pouco do assunto Cachoeiras, mas falar de Prudentópolis sem frisar esse lado cultural e religioso do seu povo é quase impossível.

Passamos em frente de várias, fotografamos algumas mas não pudemos entrar, ou porque estavam fechadas no horário que passamos ou em razão do nosso tempo apertado para visitarmos o local. Ainda assim a beleza das cúpulas nos causou tanto encantamento que resolvemos pesquisar um pouco mais sobre o assunto e descobrimos o Sr Hryhorij Nedorub, que gentilmente aceita ser chamado de Gregório pela dificuldade em pronunciar seu nome e que aos 76 anos, esse ucraniano morador em Curitiba e imigrante  da região de Poltava é o último artesão a dominar a técnica de construir cúpulas, principal símbolo da arquitetura religiosa ucraniana.

De formato geralmente arredondado e octogonal, elas simbolizam a chama de uma vela que conduz ao céu. “Uma única cúpula significa a fé em um único Deus, três indicam a Sagrada Família ou a fé na Santíssima Trindade e cinco sinalizam Cristo cercado pelos quatro evangelistas. Do lado de dentro, elas ainda reproduzem a abóboda celeste.”

Apesar de toda essa riqueza simbólica, é fácil saber se uma cúpula é de Gregório. Suas marcas registradas são os revestimentos “escamas de peixe” em aço inox ou alumínio, e as esferas de metal abaixo das cruzes. Construtivamente, elas são similares às outras, com esqueleto de madeira ou metal, revestido com tábuas e coberto por telhas, encontradas em algumas Igrejas da cidade de Curitiba. IMG_20160513_124031463_HDR

IMG_20160515_134559240Igreja Ucraniana Nossa Senhora do Patrocínio – foto Pedro Lucavei Filho

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Bem, vamos as cachoeiras!

Nossa maior dificuldade foi encontrar um Camping na região que tivesse a estrutura adequada para campistas e por um preço justo, é claro. Depois de muito procurar encontramos o Perehosky da dona Izabel que nos atendeu muito bem, embora tenha se esquecido de  nos avisar que a luz na área do Camping era 220V o que resultou em uma lâmpada queimada logo na chegada,  depois nos emprestou um transformador o qual também conseguimos queimar (repusemos por um novo é claro, como manda o bom senso, mas também ganhamos um litro de vinho como cortesia).

Sem nosso fogãozinho elétrico (110V) de duas bocas, companheiro de guerra passamos a fazer café tropeiro e comer só o que a churrasqueira podia nos proporcionar, o quê acabou encurtando nossa estadia em 6 dias (pretendíamos ficar 10, pudemos ficar apenas 4 entre chuva, trovoadas e espasmos de sol), entretanto, a limpeza do local, especialmente dos banheiros merecem nossa consideração, sem falar que dentro do Camping esta localizado a cachoeira Perehosky  que divide-se em uma queda menor próximo as churrasqueiras e outra queda um pouco maior localizada ao lado de um paredão de Pedras que conduz mais a frente a uma pequena caverna que visivelmente esta se aprofundando na rocha devido a umidade que desce pelas raízes das árvores que ficam logo acima. Também possui um poço formado entre as rochas no qual esta fixado  uma placa restritiva de PERIGO.

IMG_20160515_094254090_HDRCamping Perehosky

IMG_20160512_174415473Ache nosso Pet (Duda parceirinha)

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Cachoeiras do recanto Perehosky

Recanto Ninho do Corvo

Muito próximo ao recanto Perehosky esta localizado  outro Camping chamado Ninho do Corvo, mas que funciona apenas nos finais de semana e que para acampar é obrigatório comprar  o pacote turístico de trilhas ou Tirolesa, o que torna praticamente inviável pra quem quer acampar durante a semana ou que não tem interesse nos pacotes vendidos. Embora o local seja lindo e o atendimento seja de grande simpatia fato aliás que nos proporcionou o uso do wi-fi para mandar notícias para a família.

Salto São Sebastião:

A segunda queda que visitamos foi a São Sebastião, localizado aproximadamente uns 5 quilômetros do Camping em que estávamos. Lá conhecemos o simpático Sr Igor que nos explicou que estão arrumando o local para poder hospedar visitantes, hoje não há muita estrutura, apenas alguns pequenos quartos e banheiros feitos em madeira bastante simples e sem tomadas específicas para camping, ainda assim, só a receptividade faz ter vontade de ficar por ali.

A trilha a ser percorrida para conhecer a queda leva em  torno de uma hora e é bastante tranquila, para qualquer idade sem grandes atropelos. Há 3 quedas, uma logo no inicio da caminhada bem pequena seguida de outras duas magníficas quedas que ficam quase de frente uma para outra. Uma delas que é a que domina-se de Salto São Sebastião tem em torno de 120 metros de altura e com maior volume de água, nesta é possível chegarmos praticamente ao lado amparados por um guarda corpo gradeado para fazer fotos com maior segurança,

Do outro lado quase em frente fica o Salto denominado Milot que é um paredão de pedras com água em menor volume que se espalha através dele, este com aproximadamente 130 metros de altura.

Quase no final da trilha tem um mirante em madeira, já um pouco judiado pelo tempo, mas que nos proporciona uma bela vista frontal à cachoeira mais volumosa.

Entrada no Salto São Sebastião

Salto Milot (em frente ao Salto São Sebastião)

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Salto São Franciso:

Este sem dúvida foi o salto que causou maior emoção e desafios, começando pela estrada de acesso. Embora estivéssemos em uma caminhonete 4×4 havia lugares que parecia um tanto estreito demais para se passar. Todo o trajeto foi feito em estrada de chão, com muitos buracos e pedras, isso porque optamos em pegar um atalho que segundo os moradores não daria para fazer com um carro de pequeno apenas com tração dianteira, e eles estavam certos. A outra opção seria ir pela Br 277 pela Serra da Esperança, próximo a Guarapuava em que o acesso é mais tranquilo mas bem mais longo do Camping em que nos encontrávamos.

Mas o ponto chave da emoção foi a trilha que resolvemos fazer juntamente com um casal que conhecemos no Camping, eles, com longa experiência em trilhas por todo o Brasil foram  pra nós,  fonte de grande aprendizado.

A grande maioria dos visitantes passeia apenas nas trilhas no topo da cachoeira, onde a paisagem também é linda, mas não se iguala a beleza vista de baixo. É  possível entender porque poucos se aventuram na trilha, afinal são aproximadamente 4 horas de caminhada em terreno inóspito (2 indo e 2 voltando), em alguns lugares é necessário quase uma escalada para superar os obstáculos. Passagens entre pedras escorregadias e entre raízes, galhos ou troncos de árvores, ainda assim vale todo o esforço.

Na volta paramos para apanhar água e também para deixar a Duda (nossa pequena pet) esticar as perninhas e tomar água direto na fonte. Imagine um bichinho que não latiu uma vez sequer, curtiu o passeio confortável na bolsinha que hora era carregado por um, hora por outro especialmente na subida de volta em que o fôlego meu e do Pedro já não era mais o mesmo.

A queda São Francisco é majestosa e considerada uma das mais altas do Brasil, com 196 metros de altura é a única na região que tem entrada gratuita pois é um parque municipal. Possui banheiros limpos, lanchonete, e funcionários uniformizados para prestar suporte ao turista, porém não é permitido acampar dentro do parque.

Vista de baixo é ainda mais imponente e  refrescante (considerando que tava frio e havia chovido, tínhamos que tomar cuidado para não se molhar com os esguichos de água que se formavam quando a água batia nas pedras)

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Cachoeira São Francisco

 

Salto São João

 A trilha é muito tranquila e curta. Esta localizada dentro de uma propriedade particular,  cujo proprietário,  tem uma lanchonete e uma pousada logo na entrada da reserva, entretanto ao sentarmos para degustar um peixinho frito e uma porção de aipim tivemos a oportunidade de conversarmos um pouco com o proprietário e descobrimos que ele fez um bom investimento na estrutura como piscina, restaurante e a pousada e esqueceu do mais importante, aventureiro gosta mesmo é de camping, e nesse quesito deixou a desejar pois nem mesmo banheiros exclusivos, ou pontos de luz, ou ainda uma pia, fogão e geladeiras comunitários haviam no local para atender campistas, uma pena porque foi o único que encontramos na região que tem piscina e se ele tivesse olhando para o lado certo poderia lotar nos períodos mais quentes. Demos a dica como amantes do  campismo que somos, dicas aliás que foram bem recebidas pelo proprietário e nos pareceu um pouco perdido e incrédulo com o sucesso do negócio em razão do baixo movimento e faturamento.

A cachoeira embora imponente com seus 84 metros de queda, não nos impressionou muito pois dá para ver muito pouco do topo dela e não tem trilha para descer. Ao longe da estrada tem um ponto em que as pessoas param para tirar fotos de frente, mas a visão é relativamente longe.

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Salto Barão do Rio Branco

 Situado no Rio dos Patos, com 64 metros de altura e significativo volume de água, o Salto Barão do Rio Branco é utilizado para a geração de energia elétrica, através de uma Pequena Central Hidrelétrica, de propriedade da “Santa Clara Indústria de Cartões”.

O Salto me pareceu tão perigoso quanto imponente. Logo na entrada dá para perceber o descaso com os visitantes. Faltam placas sinalizando a chegada ao local, logo na entrada existem algumas casas e uma placa de “PROIBIDA A ENTRADA” o que gera dúvidas se o local é o correto. O Pedro seguindo dicas de pessoas que cruzamos pelo caminho resolveu arriscar, mas confesso que o local me deu frio na espinha. Por ser uma usina para geração de energia, é preciso primeiro passar uma ponte gradeada metálica, assim tivemos acesso ao topo da cachoeira que não tinha grades de segurança, ou melhor, tinham duas distantes uma da outra e já tortas pelo tempo e falta de manutenção. Depois encontramos uma escada imensa que desce ao lado de uma tubulação gigantesca, é assustador, mas o pior mesmo é que havia uma placa no topo da escada alertando para acidentes e risco de afogamentos. Bem, não preciso dizer que o Pedro resolveu sob meus protestos de descer sozinho, e eu lamentei por tamanho descaso em uma das cachoeiras com maior volume de água e belíssima que encontramos pelo caminho.

B.R.B.

Salto Manduri

 O local, também conhecido como Recanto Rickli é muito bonito e bem estruturado, com piscina, restaurante, banheiros e nos pareceu tudo muito limpo e organizado, entretanto o simpático atendente nos informou que não é mais possível acampar no local devido a onda de assaltos que estavam ocorrendo, é, até no paraíso os bandidos já chegaram.

Com muita atenção fomos conduzidos para conhecer o salto que não é muito alto, apenas 32 metros de altura, entretanto possui 100 metros de largura, ótimo pra praticar meditação ouvindo o som da água caindo.

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Salto Sete

O Salto Sete é uma cachoeira com 77 metros de altura localizada a apenas 11 km do centro de Prudentópolis.
O lugar é repleto de belezas naturais: rios, nascentes, cachoeiras, animais silvestres e o maior canyon de Prudentópolis.
Pode ser praticado esportes radicais como: cascading, rapel e tirolesa. Somente com agendamento.

Possui também  pousada em forma de chalezinhos, bem simpáticos por sinal e um grande salão para eventos muito bonito e bem estruturado. A simpatia dos atendentes é impar, e até o cãozinho da casa nos serviu de guia e ficou assim, digamos, meio apaixonado pela Duda, tivemos que ficar de olhos nesses dois (risos).

Lamentamos por não podermos fazer uma trilha no local sem agendamento prévio, pois a cachoeira só pode ser vista de cima e de longe e a visibilidade não é das melhores.

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Este post já ficou muito extenso, então vamos nos despedindo por aqui com uma breve recomendação, VÃO CONHECER PRUDENTÓPOLIS, vale a visite com toda certeza, nós ainda vamos voltar com mais tempo pra pesquisar cada pedacinho  da cidade, um abraço amigos e até a próxima.

 

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Reserva Ecológica Saltinho – Tijucas do Sul

Recanto Saltinho, localizado em Tijucas do sul é um local para ficar em harmonia com a natureza ouvindo o som espetacular da cachoeira que desce pelas pedras logo em frente ao restaurante cuja comida é feita com muito capricho. Para quem quiser passar finais de semana tem chalés para locação ou um Camping com toda infraestrutura, infelizmente não foi possível irmos com o Trailer pois as ruas que ficam internas na reserva são curvilíneas, de chão e muito esburacadas o que impossibilita o acesso, mas com carro de passeio é tranquilo.

O Parque Recanto Saltinho é o principal cartão postal do município de Tijucas do Sul, no Paraná. Localizado a aproximadamente 75 km de Curitiba-PR e 100 km de Joinville-SC, o parque conta com restaurante, espaço para eventos, churrasqueiras, camping, cachoeira e área para passeio em meio à natureza.

O espaço foi aberto ao público na década de 80 pelo falecido proprietário Seu Tito Gava. Nos anos 90, o Recanto Saltinho tornou-se um ponto turístico bastante conhecido, principalmente em Curitiba e Região Metropolitana. Hoje, o parque é administrado pela empresa Caminho Natural Alimentação e Lazer, pertencente a grandes amigos do Seu Tito Gava.

Além da beleza encantadora do lugar e a saborosa comida, o trabalho realizado em família e com colaboradores que estão há muitos anos no Recanto, fazem do Saltinho um lugar ideal para curtir com toda a família e amigos.

http://recantosaltinho.com.br/site/?page_id=23

 

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Cânion de Guartelá

 

Cânion Guartelá é um cânion brasileiro situado no planalto dos Campos Gerais, entre os municípios de CastroTibagi, no Paraná. É considerado um dos maiores cânions do mundo em extensão, o 6° mais longo do mundo e o mais longo do Brasil. O Cânion do Guartelá é uma garganta retilínea com cerca de 30 km de extensão e desnível máximo de 450 metros. Foi escavado pelo Rio Iapó, que pelo cânion consegue atravessar a Escarpa Devoniana, paredão que separa o Primeiro do Segundo Planalto Paranaense.[1] Em 1992 foi criado o Parque Estadual do Guartelá com o objetivo de assegurar a preservação do mesmo.[2] Continuar lendo Cânion de Guartelá

Parque Estadual Vila Velha

Considerado o principal atrativo Natural de ponta Grossa, esta Unidade de Conservação é composta por três principais elementoimagess: Arenitos, que são formações rochosas que apresentam formas variadas, como: a taça, o camelo, entre outras; Furnas, que se caracterizam por grandes crateras com vegetação exuberante e água no seu interior (lençol subterrâneo) e Lagoa Dourada que possui este nome porque ao pôr do sol suas águas ficam douradas.
O Parque Estadual de Vila Velha, que durante os anos de 2002 e 2004 esteve em processo de revitalização, teve algumas de suas áreas recuperadas. Todos os passeios são feitos por trilhas e acompanhados de guias do próprio parque.

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Tombado pelo Departamento do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado em 1966, abriga uma fauna variada: lobos-guará (já raros), jaguatiricas, quatis, gatos-do-mato, cachorros-do-mato, iraras, furão, catetos, veados, tatus, pica-paus, pombas, perdizes, tamanduás-bandeira e mirins, diversos tipos de aves, entre outros.

vila_velha5A responsabilidade administrativa do parque é do IAP (Instituto Ambiental do Paraná).
O acesso se dá pela rodovia BR 376 (Ponta Grossa -Curitiba), Km 28 a partir de Ponta Grossa, saída pela Av. Visconde de Mauá ( Oficinas) ou Av. Visconde de Taunay (Ronda).

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Observação: * Transporte coletivo para o Parque Estadual de Vila Velha no Terminal de Oficinas pela LINHA VILA VELHA. Para acesso ao Terminal de Oficinas pode-se pegar a Linha T. Central/ Oficinas no Terminal Central.

Horário de Visitação: 8h30 às 15h30.

* Fechado às terças-feira para manutenção.

Entrada:
– Brasileiros:        R$ 18,00 (Furnas, Arenitos e Lagoa Dourada)
R$ 8,00 (Furnas e Lagoa Dourada)
R$ 10,00 (Arenitos)
– Estrangeiros:    R$ 25,00 (Furnas, Arenitos e Lagoa Dourada)
R$ 10,00 (Furnas e Lagoa Dourada)
R$ 15,00 (Arenitos)
– Estudantes com carteirinha e residentes com comprovante de luz/água/ título de eleitor pagam MEIA-ENTRADA.
– Pessoas acima de 60 anos, crianças até 6 anos e portadores de necessidades especiais são ISENTOS DE TAXA DE ENTRADA.

Telefone: (0** 42) 3228-1138

**Obs:  Os preços acima eram da época dessa postagem, sendo que os mesmos podem estar desatualizados. Entre em contato com a administração do parque para maiores informações.

Passeio De Trem

São 110 quilômetros viajando pela maior área preservada de Mata Atlântica do Brasil e por uma ferrovia com 128 anos de história. O Trem da Serra do Mar Paranaense parte diariamente de Curitiba rumo à cidade de Morretes. São aproximadamente 3 horas de viagem.

Histórico

FERROVIA PARANAGUÁ – CURITIBA

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A construção da ferrovia começou oficialmente em fevereiro de 1880. Considerada impraticável por inúmeros engenheiros europeus da época, a obra teve início em três frentes simultâneas: entre Paranaguá e Morretes (42 km), entre Morretes e Roça Nova (38 km) e entre Roça Nova e Curitiba (30 km)

O objetivo era estreitar a relação entre as cidades do litoral paranaense e a capital do estado, com vistas ao desenvolvimento social do litoral. Além disso, era imprescindível ligar o Porto de Paranaguá aos estados do Sul do Brasil, para que se desse vazão à produção de grãos dos estados e, dessa forma, garantir apoio ao desenvolvimento econômico da região.

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Para a obra, foram recrutados mais de 9.000 homens, que ganhavam entre dois e três mil réis por jornada. A maioria deles vivia em Curitiba ou no litoral, e era composta de imigrantes que trabalhavam na lavoura.

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O esforço e ousadia de trabalhadores braçais, engenheiros e outros profissionais resultou numa das mais ousadas obras da engenharia mundial. Depois de cinco anos, a ferrovia foi inaugurada em 02 de fevereiro de 1885. Participaram da primeira viagem engenheiros, autoridades federais e locais, jornalistas e outros convidados. A viagem entre Paranaguá e Curitiba durou nove horas: ao chegar à Capital, mais de 5.000 pessoas aguardavam o trem. 
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Em seus cento e dez quilômetros de extensão, a ferrovia guarda centenas de obras de arte da engenharia: são 13 túneis ativos e 1 desativado, 30 pontes e inúmeros viadutos de grande vão. Destacam-se a Ponte São João, com 55 metros de altura, e o Viaduto do Carvalho, que liga os túneis 4 e 5, assentado sobre cinco pilares de alvenaria na encosta da rocha – a passagem por esse trecho provoca a sensação de uma viagem pelo ar, como se o trem estivesse flutuando. Foi a primeira obra com essas características a ser construída no mundo.

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Poucos destinos no Brasil têm o valor histórico dos passeios pelos trilhos da Serra Verde Express. É compromisso da Empresa mantê-lo em funcionamento de forma sustentável, com respeito à Serra do Mar que cerca todo o caminho e também às pessoas que fazem possível sua existência: turistas, funcionários da Empresa e outros profissionais do Turismo.

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Bosque Alemão

Situado em uma área de fundo de vale com 38.000m2 no Jardim Schaffer, local onde no final do século passado a família que deu nome ao bairro era responsável por uma leiteria famosa na região, este bosque conta com equipamentos relacionados à cultura germânica, sendo assim uma homenagem do Prefeito Rafael Greca e da cidade de Curitiba à etnia que aqui se estabeleceu no século 19, a partir de 1833.

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Entre os equipamentos está o Oratório de Bach – réplica de uma igreja presbiteriana de estilo neogótico que existiu no bairro do Seminário- que abriga uma sala de concertos, lanchonete com produtos típicos, guarda municipal e sanitários.
Do jardim externo projeta-se a passarela ligada ao mirante, o qual está situado sobre a Torre dos Filósofos, uma torre com 15m de altura que, como os outros dois equipamentos, possui estrutura em troncos de eucalipto. Descendo a torre, chega-se ao Caminho dos Contos, uma trilha no interior do bosque que conduz o visitante à outra extremidade no ponto mais baixo do terreno.

No meio do percurso, que conta a história de “João e Maria” dos irmãos Grimm através de painéis de azulejo, situa-se uma biblioteca denominada Casa da Bruxa (ou Casa de Contos), que é um espaço reservado para desenvolver o interesse pela leitura no público infantil. Diariamente, dezenas de crianças visitam o espaço e participam da “Hora do Conto”, onde bruxas e fadas fazem uma leitura teatralizada de contos infantis. A Casa é administrada pela Secretaria Municipal de Educação.images (1)

Ao final da trilha, chega-se ao último equipamento: o pórtico que reconstitui o frontão da Casa Milla que, construída no início do século na Rua Barão do Serro Azul, representa um dos principais exemplares da arquitetura da imigração alemã. A varanda utilizada na réplica é a original.

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  • Área: 38.000 m2
  • Localização: Rua Francisco Schaffer x Rua Nicolo Paganini x Rua Franz Schubert
  • Bairro: Vista Alegre
  • Ano de Implantação: 1996
  • Acesso: Gratuito
  • Fauna: Morcego, gambá, sabiá, beija-flor, pula-pula, bispo, limpa-folhas.
  • Flora: Canela, espora-de-galo, guabiroba, açoita-cavalo, miguel pintado, timbó, pitangueira, paineira e algumas espécies introduzidas, como o pinus.
  • Equipamentos: Sala de concertos, casa de chá, lanchonete, sanitários, passarela, mirante, torre, biblioteca e portal.

Horário de funcionamento:

Bosque – diariamente das 8:00 às 18:00
Casa da Bruxa – diariamente das 9:00 às 17:00
(Hora do conto – finais de semana às 11:00, às 14:00 e às 16:00)

Ônibus:

  • Jardim Mercês-Guanabara (atrás da Catedral)
  • Interbairros II
  • Primavera e Bracatinga (Travessa Nestor de Castro)