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Como me tornei Nômade Digital com quase 50

É, quase meio século de vida e chega aquele momento de reflexão em que questionamentos brotam de todos os lados inundando nossa alma ávida para viver tudo aquilo que até então nos foi negado.

Foi num desses momentos que decidi estudar um novo caminho, a velha vida cheia de rotinas, terninhos bem alinhado, salto alto, reuniões chatas e interminaveis, peso extra por comer qualquer porcaria dentro do carro no caminho entre um cliente e outro já não estavam alinhados com meus sentimentos e com minha missão de vida.

Afinal, passar pela vida vivendo como um zumbi que repete exaustivamente todos os dias a mesma rotina não me parecia mais uma opçåo aceitavel.

Aí a razão começa a brigar com com o desejo, e as crenças limitantes aprendidas desde a infância começam a fazer uma guerra dentro de mim, então resolvo desafiar a razão e me lançar no mundo, romper com paradigmas, mudar a roupa, a casa e o quintal, e que quintal! Uauh.

Mas a tarefa de reaprender uma profissão a qual me permitisse trabalhar de qualquer lugar do planeta não foi tão simples quanto parecia, gastei muito dinheiro em cursos, gastei tempo pesquisando, fiz muitas tentativas e erros, e não foi fácil convencer o marido que era necessário essa dedicação e esforço para atingir meus objetivos, mas fiz valer meus conhecimentos em informática, da experiência de anos administrando empresa e comandando equipe e do meu perfil empreendedora para me transformar em uma Nômade Digital.

Mas o que é ser uma Nômade Digital afinal?
Ser nômade digital é uma decisão de vida. Eles conscientemente não têm uma casa para voltar. Eles escolheram não ter raízes em seus países ou em qualquer outro país onde eles venham morar eventualmente. Eles não estão fugindo de nada e nem estão em busca de nada. Eles simplesmente aproveitam o percurso e as novas paisagens enquanto vivem a vida e trabalham “normalmente”.

Um Nômade digital pode atuar nos mais variados seguimentos, temos um amigo que é programador, outro faz sites (até iniciei mas não vi muita viabilidade), outro virou youtube de sucesso….ta, ta, ok, a pergunta que você deve estar se fazendo é “mas eu não sou profissional da informática, então não posso ser um Nômade Digital?”

Errado, pode sim. O marketing de afiliados por exemplo é um nicho de mercado que só tem ampliado nos últimos anos e já existem várias empresas que possuem essa plataforma, sendo que a mais conhecida delas é o Hotmart, lá qualquer pessoa pode se cadastrar e vender produtos digitais, as comissões variam bastante, mas de um modo geral são bem atrativas. Essa é uma ótima opção para quem vive na estrada, pois não precisa de estoques fisicos.

Existem várias outras maneiras de empreender e tirar bons rendimentos sem que para isso você precise viver escravo do sistema, entretanto, não é tão simples iniciar um negócio lucrativo do zero, muitas noites fui dormir passado das 2 da madruga, então dedicação e foco especialmente no primeiro ano é indispensavel.

Se você é como eu, quer viver por ai sem horários fixos, sem uma rotina desgastante, sendo seu próprio chefe, sem funcionários desmotivados e ainda tendo a possibilidade de conhecer lugares, culturas e pessoas interessantes, recomendo que arregasse as mangas, pregue a bunda na cadeira e estude, aprenda a fazer um Blog, aprenda a escrever, aprenda a fazer videos, melhore suas fotos, aprenda a editar videos, aprenda a lidar com as ferramentas do Google, aprenda como funciona as plataformas do Marketing de afiliados e as diferenças entre elas, fique ligado aqui no Blog, se inscreva para recebera conteúdos com dicas dos caminhos que segui até aqui.

No menu do Blog você encontrará um link da LOJA VIRTUAL, lá vc encontrara alguns dos cursos que eu fiz e que me ajudaram muito nessa jornada.

O meu projeto ainda não esta 100% concluido, mas já estou colhendo frutos. Resolvi dividir com vocês essa experiência pois muita gente tem me perguntado como é possivel realizar esse sonho de ganhar dinheiro enquanto viaja, e a 3 anos eu e o Pedro, como nossos seguidores bem sabem, vivemos em um trailer. Ele é aposentado, mas aposentadoria no Brasil não quer dizer muita coisa, então eu que não sou aposentada preciso me virar nos trinta e é um pouco dessas experiências que vou dividir com vocês nos próximos posts.

Fiquem ligadinhos e nos sigam pra receber as notificações das próximas postagens.

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Em Busca de Sentido

Esse poste é para você que pensa em mudar sua vida mas vive passivo se lamentando constantemente de tua má sorte, pela rotina, o casamento mal sucedido, o emprego que não o realiza, seus sonhos que sempre ficam para depois. Você não tem o poder de mudar tudo o que ocorre com você, mas tem o poder de escolher de que maneira quer se sentir e agir em relação aos acontecimentos. Fique comigo e veja esse post até o final (assista o vídeo no link a seguir.  https://www.youtube.com/watch?v=T1iiQphTaKo&t=212s

Título: Em busca de sentido
Autor: Viktor E. Frankl
Editora: Vozes
Páginas: 140 

Experiências em um campo de concentração

O Tema central desse livro é o Sentido da Existência humana.

Resenha:

O livro Em busca de sentido do autor Viktor Frankl, apresenta o relato pessoal de Victor que esteve presente nos campos de concentração na era nazista na Segunda Guerra Mundial.

Viktor Frankl, psiquiatra austríaco, foi prisioneiro em Auschwitz durante o holocausto nazista. Em busca de sentido narra essa experiência, além de nos apresentar a Logoterapia – método psicanalítico que ele idealizou e criou.

No campo de concentração, as pessoas cujo desejo de sobreviver era ardente, eram aquelas que possuíam a maior capacidade de sobrevivência, pois possuíam um sentido que justificasse suas vidas.

Alguma vez na vida, você já deve ter efetuado as seguintes perguntas: Qual é o propósito da vida? Por que estamos aqui? Temos alguma missão a cumprir?

Em algum momento de sua existência, essas perguntas ecoaram em seus ouvidos, tanto em momentos de extrema felicidade, quanto em momentos de desespero, desânimo, sobre o porque de ser você o escolhido por passar por este momento.

O livro é uma narrativa dramática e comovente da situação limite no campo de concentração. O autor observou a si mesmo e os demais durante a Segunda Guerra Mundial e descreve o que sentiu com uma realidade impressionante.

Após sua experiência surreal no campo de concentração, Victor Frankl começou a atender e durante os atendimentos costumava perguntar a seus pacientes porque não optavam pelo suicídio. A partir das respostas a essa pergunta ele encontrava as linhas centrais da psicoterapia a ser utilizada.

A obra traz uma reflexão sobre o que o ser humano é capaz de fazer quando compreende que não tem nada a perder senão sua existência, ele faz uma descrição fascinante do sentimento de emoção e apatia, sentimentos tão adversos que foram sentidos no campo de concentração.

Questões existenciais

Primeiramente estas questões existenciais começam a tomar conta dos prisioneiros: Porque eu? Qual o motivo desse sofrimento?

Neste campo de concentração diversos sentimentos surgem para tentar responder tais perguntas.

Com a alimentação escassa por uma sopa rala e tendo que dormir amontoados, aumentava ainda mais a irritabilidade, a solidão e o pensamento no suicídio.

O que amenizava essa dor era o sonho de liberdade, de poder rever seus entes queridos, por imaginar em que situação os mesmos estavam passando neste momento e por uns raros momentos de humor, poemas e teatros improvisados no campo de concentração que alimentavam suas almas.

A experiência no campo de concentração

O livro está divido em três partes. Na primeira parte, Victor descreve a experiência no campo de concentração, bem como as posturas de alguns companheiros. Ele nos conta desde a sua chegada a Auschwitz até sua libertação ao final da guerra.

No campo de concentração é revelador e surpreendente que na atmosfera mórbida e doentia seja possível ver sorrisos e grandes esperanças, mesmo que muitas delas frustradas. O autor transmite uma realidade muito grande em relação aos seus sentimentos, de tal forma que podemos senti-lo.

São tantas circunstâncias adversas, que é impressionante que muitos dos prisioneiros conseguem vencer essa situação de sofrimento com o humor, enquanto outros, com os sonhos de liberdade.

Há também quem relembre a vida antes da prisão para escapar do sofrimento; e, outra forma de escapismo, é por meio da arte, através de poemas, teatros improvisados.

Porém, o pior de tudo era tentar manter-se com aparência jovial e mostrar-se capaz de fazer qualquer trabalho solicitado, para ser poupado de ser enviado para as temíveis câmaras de gás.

Ele comenta como alguns presos agiam com muita maldade perante seus companheiros em relação às posturas de alguns guardas que algumas vezes era muito mais compreensivo do que os próprios prisioneiros.

Outro aspecto importante é a adaptabilidade humana em relação às privações. O autor busca demonstrar como os presos se agarrava a algum mecanismo de apoio para que pudessem sobreviver a mais um dia nesse ambiente mórbido.

A logoterapia

Na segunda parte do livro, o autor usa suas experiências para introduzir o método de logoterapia, cujo aprimoramento deve bastante à experiência em Auschwitz. Esse sistema busca o tratamento do paciente num processo que lhe traga uma plenitude existencial.

A logoterapia (terapia do sentido) abrange a vontade de sentido no ser humano, o sentido da vida. Ao contrário da escola freudiana que diz que as neuroses têm como fontes somente frustrações sexuais.

Viktor Frankl concentra o tratamento em projeções para o futuro. Tem por objetivo tornar a psiquiatria mais humanista.

Por isso, tenta compreender as necessidades do ser humano identificando junto ao paciente um sentido para sua vida.

Sua concepção é que o sentido nos faz humanos e compreendê-lo em cada situação da vida é um estímulo a viver e vencer todo sofrimento, independente de qual é o estágio de seu sofrimento. Para tanto, compreende as necessidades básicas do ser humano, que vão muito além daquilo que lhes atinge imediatamente.

Para Viktor Frankl, o ser é totalmente livre e não são determinados por fatores externos, sociológicos e biológicos. Em relação ao sofrimento sua teoria trás um método de lidar com: dor, culpa e morte.

Otimismo trágico

Na terceira parte, Viktor E. Frankl descreve sobre a tese de otimismo trágico. De acordo com essa tese, a superação individual reside numa escolha, num posicionamento interior que, a despeito da tríade trágica (dor, culpa, morte), explicando a possibilidade de o indivíduo optar pela vida, mesmo diante dessa tríade trágica.

Assim como a leitura do livro O Propósito da Vida, a leitura de Em Busca de Sentido transformará profundamente o seu modo de ver a vida, a sua relação com os momentos de sofrimento.

Sua leitura é indispensável para que possamos refletir sobre qual é o nosso propósito e buscar um sentido para nossa vida. Pois, quando temos um propósito, um objetivo definido, temos muito mais forças para lutar contra qualquer adversidade ao longo do caminho.

Pense em seu propósito da vida,  para enfrentar os desafios que aparecem hoje e, também, estar melhor preparado a segunda metade da vida.

Espero que esse post tenha ajudado vocês a meditarem sobre a sua realidade e como você esta se comportando diante das adversidades que surgem no dia a dia, se o que você vive no teu dia a dia realmente esta alinhado com seu propósito de vida. Leia o livro na integra e depois me conta o que achou.

Boa leitura e até a próxima amigos, há, siga o Blog para nos acompanhar nessa aventura.