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gelo no nosso acampamento em São Luiz do Porunã

Localizada entre Curitiba e Ponta Grossa, o cruzamento da BR-277 e BR-376, está localizado o distrito de São Luiz do Purunã, região que concentra todo o fluxo do anel viário que converge para a capital do Estado.

Em São Luiz do Purunã, até as folhas que caem trazem memórias que o tempo faz questão de contar.

Moldada pela proximidade com o Rio Iguaçu, Balsa Nova teve origem onde hoje está localizado o Distrito de Tamanduá. Desde a época de seus primeiros habitantes, os índios da tribo carijó, a topografia da região dava uma vantagem estratégica, permitindo, além da navegação, vigiar e proteger as margens do perigo de possíveis invasões. Essa mesma característica atraiu os primeiros moradores que começaram a se organizar próximo ao rio na divisa com o município da Lapa. A partir daí, grandes mudanças iniciaram-se.

Nos últimos 20 anos, o distrito de São Luiz do Purunã tem se destacado como pioneiro no desenvolvimento do turismo rural, apoiado pela presença da cultura gaúcha, graças ao tradicional Rodeio de São Luiz do Purunã, um evento familiar e que reunia seus visitantes em provas de tiro de laço, bailes sociais e acampamentos campeiros. Há mais de uma década o rodeio não acontece, mas está na memória de muitos que conheceram São Luiz do Purunã atraídos por ele.

A formação e a vocação da Vila de São Luiz do Purunã sempre estiveram ligadas ao cavalo. Seja pela herança dos tropeiros ou pelas tradições das famílias que formaram a região, o animal tem sua importância no desenvolvimento econômico do local, que concentra várias cabanhas que criam cavalos e promovem a vocação turística em torno das cavalgadas.

Nós não fomos até lá com a intenção de andar a cavalo, mas sim curtir a natureza exuberante da região, curtir os amigos e desafiar o frio, ou talvez tenha sido o frio que nos desafiou.

Acampamos na Estância Águas da Serra, que apesar de ter luz elétrica e banheiro na área do restaurante fica bem afastado da área destinada para camping, o que transformou nosso acampamento no estilo selvagem, e deu um charme extra.

Era para ser um encontro de Gipeiros, com direito a sopa de pinhão, mas a festa dos Gipeiros mudou de lugar e foi parar a 40km de distância do nosso acampamento. Diante disso resolvemos fazer a nossa própria sopa para aquecer a noite gelada.

Bem, não foi uma sopa. É incrível o poder do compartilhamento.

Nós levamos caldo de galinha caipira, e nossos amigos levaram cada um respectivamente, vaca atolada, caldo de feijão, sopa de pinhão, sopa de aipim com bacon e de quebra Canjica (amo demais).

Sopa do Pinhão, acampamento e São Luiz do Porunã

E tava tudo maravilhosamente gostoso que demorei para dormir porque a comilança pesou para valer. Mas diante de tanto aconchego e calor humano, não há mal que perdure, bastou alguns copos de água com limão pra eu ficar renovada e encarar o churrasco do dia seguinte.

Tivemos de tudo um pouco, rodízio de sopas, marshmello, fogueira, cobertores enrolados nas costas, um amanhecer com 3 graus negativos, chimarrão para espantar o frio, pão de queijo quentinho feito no forno do nosso amigo, bate papo, banho de sol (depois das 11 da manhã), churrasco e fogueira que ardeu em brasas desde o momento que chegamos até a hora que partimos e caça ao tesouro.

Mas no final conclui que o maior tesouro que encontramos foi a companhia dos amigos, esses aquecem nosso coração, alegram nossa alma e nos fazem manter a fé na humanidade. É nessa convivência que percebemos como cada ser é único, especial e belo em suas diversidades de gostos, de estilos de vida, de atitides.

Cada um nos ensina lições preciosas e deixa um pouco de si conosco e leva um pouco de nós consigo e são nesses momentos de carinho, amizade e compartilhamento que carimbamos nossa alma com o que há de mais bonito na vida, os valores verdadeiros pelos quais vale a pena viver.

Assista no Youtube como foi esse acampamento.

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A vida em um Camping – 3 anos ressignificando nossas vidas

Toda transição traz consigo mudanças nos forçando a sair da zona de conforto, posso afirmar que esses primeiros anos foram uma prova de fogo, não é muito fácil passar por todo esse processo de adaptação.

Ir morar em um Camping e conviver com outra pessoa (ainda que essa pessoa seja seu marido ou esposa) 24 horas por dia em um ambiente extremamente reduzido requer uma mudança de crenças e paradigmas muito grande.

Antes éramos ele no espaço dele, assistindo seus programas preferidos na TV eu no meu espaço escrevendo, lendo meus livros, ouvindo meus mantras, de repente isso esta tudo jundo e misturado em um espaço de aproximadamente 15 metros quadrados e para mantermos nossa individualidade como seres únicos que somos, é preciso entender que o respeito pelo espaço, desejos e necessidades do outro são fundamentais e indispensáveis.

Só que não. Em um relacionamento prematuro e carente de todo esse entendimento e respeito talvez não seja tão simples como parece, ultrapassar tais barreiras. E foi nessa corda bamba que tocamos os dois primeiros anos. Entre muitas brigas, desentendimentos e alguns acertos fomos tentando encontrar o equilíbrio para essa nova vida que desafiava a ambos.

Lentamente fomos nos despindo do ego, da individualidade e apesar das dificuldades no convívio diário nos restava a certeza de que queríamos fazer o que era bom para ambos, que queríamos tentar nos alinharmos e que no final tudo se ajeitaria, que nem carga de abóbora que vai se arrumando na estrada.

A partir do terceiro ano as coisas foram se tornando mais decisivas e cada um de nós foi aos poucos estabelecendo seus espaços e territórios, já sabíamos até onde podíamos ir e sabíamos que em alguns momentos mesmo nos considerando certos, entendiamos que era preciso simplesmente silenciar. E assim fui ganhando espaço para meus estudos, para minhas leituras, para meus projetos profissionais e especialmente para estar em conexão com os meus valores mais puros e sinceros, e ele foi encontrando espaço nos afazeres manuais, nas manutenções do trailer, na confecção da casinha o espaço que o realizava e o fazia plenamente feliz.

Sim, estamos amadurecendo como pessoas e como relacionamento e passamos a aceitar que tudo o que nos foi dado é para nosso aprendizado e que em algum momento de nossas vidas havíamos atraído um ao outro justamente para que pudéssemos tirar uma lição e crescer como seres espirituais. Não posso falar se ele esta certo e ciente desse aprendizado, talvez em sua total inconsciência do fluxo de energia a que estamos envoltos ele não tenha a mesma percepção que eu, mas em sua consciência primária e evolutiva começa a sentir mesmo que ainda não entenda essas preciosas mudanças.

E nesse processo outras pessoas também tiveram um papel importante e especial e a eles chamamos de Amigos.

Nesse tempo que estamos vivendo no Trailer, em um Camping, muitas pessoas passaram por nossas vidas, alguns sequer lembramos o nome, entretanto, alguns vieram para ficar e esses são mais que amigos, são irmãos de alma. São pessoas que possuem um espírito livre como o nosso, que desejam viver a vida fora da matrix imposta pelo sistema. São pessoas que querem viajar, que não se importam em levar uma vida mais simples e minimalista e que colocam o ser acima do ter.

A lição que tiramos desses 3 anos é que precisamos continuar, ainda que a estrada seja acidentada, há muito o que aprender e crescer como seres humanos e seres espirituais, ainda há muitos lugares para conhecer, muitos livros para ler, muitos sorrisos para dar e muitas linhas por escrever.

Inscreva-se no nosso canal no Youtube e nos acompanhe nessa jornada.

60 minutos podem mudar a tua vida

A vida em um trailer tem me ensinado muitas coisas, entre elas é que você pode ter todo o tempo do mundo disponível mas se você não souber o que fazer com o teu tempo sempre terá a impressão que o dia não foi suficiente e que o tempo voa.

Acho que nos dois primeiros anos entrei nessa vibe não porque eu não soubesse o que fazer com meu tempo, mas sim porque meu marido aposentado não entendia que viver não é passar o dia limpando o trailer, cozinhando, lavando ou inventando serviços para passar o tempo.

Ele demorou muito para entender que eu não precisava arrumar desculpas para preencher o meu tempo porque na verdade eu me sentia impotente e sem ter tempo para fazer as coisas que realmente tinham um significado para mim e isso certamente abalou nossas estruturas em vários momentos, afinal, para mim meu tempo devia ser preenchido com leitura, meditação, meu blog, canal no youtube, estudos e a elaboração de um negócio digital que pudesse me permitir trabalhar e ganhar meu sustento de qualquer lugar do mundo, e que nada acontece sozinho sem que eu tenha que me empenhar e estudar muitas horas por dia até que tudo esteja funcionando corretamente.

Mas como meu Mindset é de Analista , fui aos poucos encontrando meios de contornar essa situação sem que para isso eu magoasse o maridão que acabava requerendo atenção em tempo integral e a leitura era uma coisa da qual eu me recusava veementemente a abrir mão.

O primeiro passo foi adquirir um Kindle, afinal era impossível eu trazer minha estante de livros para dentro do trailer.

Era necessário criar tempo, ou melhor, aproveitar melhor o meu tempo, afinal o tempo não é mutável, ele é igual para todo mundo e ao ter essa percepção comecei a acordar as seis da manhã para ler.

Logo de cara li o livro O Milagre da Manhã (The Miracle Morning) de Hal Erold, lançado no Brasil em 2016 pela editora BestSeller.

Confesso que quando vi a capa achei que seria mais uma daquelas auto-ajuda sem qualidade em que o autor passa o livro inteiro destoando do foco e não chega a lugar algum.

Mas o fato dele ter ficado entre os campeões de venda no segundo semestre de 2018 me fez dar um voto de confiança. Bem, não vou dizer que o livro é fenomenal e acho que o autor passou muito tempo se autopromovendo, mas o fato é que a ideia central do livro faz algum sentido.

O autor teve problemas financeiros e profissionais em 2009 quando desencadeou uma grande crise nos EUA, quase indo a falência em um dado dia resolveu acordar mais cedo para ir correr e tentar aliviar um pouco a mente das tensões que vinha sofrendo. Enquanto corria ouvia um áudio no celular de desenvolvimento pessoal que dizia ” Seu nível de sucesso raramente excederá seu nível de desenvolvimento pessoal, pois o sucesso é algo que você atrai pela pessoa que se torna”

A partir dessa citação o autor passou a entender que precisava colocar o desenvolvimento pessoal como prioridade e mesmo não sendo uma pessoa matinal, decidiu acordar mais cedo todos os dias e dedicar a primeira hora do dia para atividades que ressignificaram a sua jornada.

No final do dia todos nós damos as desculpas de que estamos cansados, que não temos tempo, mas se colocar como prioridade acordar cedo e executar essas tarefa, não terá desculpa capaz de nos desviar do sucesso.

O método proposto por ele é simples, acordar mais cedo de 30 a 60 minutos todos os dias e usar esse tempo para melhorar a si mesmo através da meditação, leitura, Silêncio, praticar afirmações, visualizações, exercícios físicos, escrita.

O mais incrível é que eu já vinha aplicando técnicas de meditação e afirmações em minha vida antes de ler o livro, pois percebi que estava me perdendo de mim nos últimos dois anos em razão da falta de tempo e tudo que estava planejando a nível profissional simplesmente não estava conseguindo colocar em prática por causa das cobranças impostas por mim mesma e pelo meio externo.

O livro veio na hora certa para reforçar o meu desejo de ter o tempo para ressignificar minha vida e focar nas coisas que são de extrema importância para meu desenvolvimento pessoal, profissional e familiar e hoje tenho dedicado maior parte do meu tempo para os estudos e o planejamento de negócios digitais que já começaram a render bons frutos e sem sacrificar para isso o meu convívio amistoso com meu esposo e com os amigos que quase diariamente vamos fazendo pelo caminho.

Os livros são tesouros que se bem aproveitados podem mudar vidas e eu comprovei na prática que levantar mais cedo faz uma diferença gigante no aproveitamento do dia, no meu caso levantar as seis significou um gano de 2 hs diárias pelo menos, pois pelo fato do Pedro estar aposentado era raro sairmos da cama antes das 8. Ele reclama um pouquinho quando ligo o kindle para ler quando ainda não clareou o dia, mas logo adormece novamente e eu me delicio com páginas e mais páginas. No último mês li 4 livros mesmo sem ter acordado todos os dias as 6 (Curitiba ta muito, muito frio).

Então tente, 60 minutos diários fará milagres em tua vida.

Abaixo vou deixar um modelo de declaração que encontrei em um site (não lembro qual) para que você use como modelo e faça a sua própria declaração, eu fiz a minha e gravei no celular, assim todos os dias eu coloco o fone e repito mentalmente.

Minimalismo no Trailer

Esse termo Minimalista tem chamado atenção de muita gente, e se fizermos uma pesquisa rápida no Google vamos encontrar milhares de postagem com o tema. Mas porque diabos então fui me meter a besta em escrever sobre esse assunto?

Calma cara pálida, eu já te explico.

Para quem me conhece um pouco mais sabe o quanto amo estudar e praticar tudo o que esta relacionado a espiritualidade, que amo uma casa bem organizada e limpa, de forma que torne meu dia a dia mais leve e tranquilo, entretanto, manter tudo organizado quando se tem excesso de tranqueiras é bem trabalhoso e acaba por gerar estresse, o que não combina em nada com o equilíbrio de vida que venho buscando ter nesses últimos anos.

Pois bem, após virmos morar no trailer começou um certo leva e trás de tranqueiras para o apartamento, no início íamos lá de 2 ou 3 vezes na semana, cada vez levávamos uma caixa de tranqueiras e trazíamos outras duas, até que um dia resolvi dar um basta nisso, pois não fazia nenhum sentido aquele leva e traz constante, foi então que esse processo de adaptar a nossa vida deixando no trailer somente os itens que eram indispensáveis para o nosso bem estar iniciou.

Como vivemos em um trailer que não fica 100% do tempo estacionado, além de reduzir itens também tive que adaptar e tirar tudo o que era de vidro e foi incrível essa transformação. Cada cantinho do trailer que eu mexia, saiam objetos sem uso já a bastante tempo e parecia que o ambiente e a casinha iam ficando mais leves e alegres.

Foi nesse processo que pude de fato constatar que ter uma vida minimalista não significa nem de longe transformar-se em um hermitão, desprovido de qualquer ambição. Minimalismo não tem nada a ver com quanto dinheiro você tem no banco ou qual o tamanho do seu patrimônio, e tem menos ainda a ver com aquela ideia de sala toda brança com apenas uma poltrona e uma janela sem cortina.

No minimalismo o que vale é o conceito e não a imitação de ações de outros que nem sempre cabem na sua vida e na sua rotina.

O processo de vida minimalista começa antes dentro de nós, é antes de tudo um processo espiritual, no qual devemos encontrar o nosso equilíbrio jogando fora todos aqueles sentimentos e ações que nos são nocivos, é buscar assimilar somente aquilo que nos serve de alguma maneira, descartando todo o resto.

E nesse processo de crescimento espiritual é que começamos a criar consciência de que não precisamos comprar tudo o que a mídia nos vende, que é preciso comprar menos e reciclar mais para contribuir para um planeta com menos produção de lixo.

Nesse processo entendemos que não precisamos de 20 calças, 30 pares de sapato e nem de 50 camisetas, mas que se comprarmos menos itens e de melhor qualidade que consequentemente irão durar mais, estaremos contribuindo para a melhoria da nossa Gaia.

A grande sacada do minimalismo é alcançar maior qualidade de vida ao se livrar do excesso de coisas e criar espaço apenas para o essencial. Ou seja, vai na contramão do consumo exacerbado e prega um desapego não só dos bens materiais, mas também coloca em foco fatores que fazem bem à alma, como relacionamentos e bem-estar.

Confesso que ainda estou em aprendizado, especialmente no que diz respeito a libertar-se de sentimentos e crenças desnecessárias, mas é melhor dar um passo de cada vez do que nenhum, e os poucos passos que dei nesse sentido estão me levando a uma leveza que até eu as vezes me surpreendo.

Quer experimentar aplicar um pouco de Minimalismo na tua vida, siga algumas das dicas abaixo e espero que a lei “Menos é mais” se torne uma premissa verdadeira em tua existência.

1) Que tal reduzir a quantidade de roupas e ficar com um número menor de peças? Escolha peças que combinem entre si e que reflitam o teu estilo único de ser. Organize-as por tipos e cores em teu armário, isso facilitará a tua vida diária.

2) Reduza o número de seus compromissos diários e arrume um tempo para meditar e ficar em silêncio apenas em sua própria companhia.

3)- Afaste de você pessoas Reclamonas, as palavras possuem muito poder, então absorva para sua vida apenas palavras e relacionamentos que te acrescente algo de bom.

4) Separe teus livros por categoria, doe aqueles que não te servem mais, deixe em um lugar de fácil acesso aqueles que você sempre relê (tipo os livros de cabeceira), e organize por temas os outros que você irá consultar de vez em quando. Eu adotei um Kindle pois meu espaço físico não permite mais livros físicos.

5) Organize teus armários de forma a encontrar tudo o que precisa em apenas 3 segundos, algo do tipo, bateu o olho e esta lá organizado, separado por cores, tipos etc.

6) Jogue todo o lixo fora, e sem dó, sem aquela história de “há, pode ser que isso ainda me seja útil”, não, se você ainda não sabe se será útil, elimine sem dó nem piedade, nunca te fará falta.

Quando limpamos e organizamos nosso ambiente e nossa alma de forma minimalista estamos na verdade deixando a energia circular livremente e mesmo que você acredite que isso tudo é uma tremenda besteira, sentira os efeitos e as mudanças em sua vida, vamos lá, você não perde nada se tentar.

Camping Santa Catarina

ATENÇÃO: CASO ALGUM TELEFONE, ENDEREÇO OU SITE ESTEJAM DESATUALIZADOS PEÇO QUE POR GENTILEZA ENTRE EM CONTATO CONOSCO NOS INFORMANDO PARA QUE POSSAMOS ATUALIZAR. Esta lista tem apenas a função informativa a fim de ajudar aqueles que estão na estrada e buscam um lugar para acamparr

Apiúna

Camping Ativa – BR 470, Km 109, São Pedro. Tel. 47 3353-1392.


Aberlardo Luz

Camping Prainha – Tel. 49 3445-4213 e 3445-4380.


Águas de Chapecó

Águas de Chapecó – Rua Florianópolis nº 92, SC-283. Tel. 49 3725-4661.


Araranguá

Camping Morro dos Conventos – Estr. p/ Morro dos Conventos, Km 13. Tel. 48 3526-7089 / 3526-7105..
www.hotelmorrodosconventos.com.br

Camping Lago Dourado – Rod. Municipal 227 Km 7. Tel. 48 3526-7070.
www.qlitoral.com.br/lagodourado

Camping Lagoa da Serra – Estrada p/ Balneário Arroio do Silva, 6,5km. Tel. 48 3522-1716.

Camping Arroio Da Silva – Rua Timbé Do Sul. Tel. 48 3522-1162.


Balneário Arroio do Silva

Golden Park – Estrada para o Arroio do Silva (SC-449), km 2. Tel. (48) 3522-1348.

Camping Lagoa da Serra – Estrada para o Arroio do Silva (SC-449), 6,5km. Tel. 48 3552-1716.


Balneário Barra do Sul

Camping Barra do Sul – Av. São Francisco, nº 1760 – Bairro Salinas km 57 da BR-101.
Tel. 47 3448-1177.

Camping Central – Rua Antonio I da Cunha nº 33. Tel. 47 3448-1133.


Balneário Camboriú

Camboriú Barra Sul – Av. Beira Rio nº 1350. Tel. 47 3361-1497.

Camping Estaleirinhos – Trav. Geral, sn Km 125 – BR101. Tel. 47 3368-2464 / 3368-2621

Camping Recanto verde, praia do Estaleiro. Sr. João, Judite e Raul

Rua Domingos Mafra, S/No Praia do Estaleiro – Balneario Camboriu

Fones:- 47-9967.8850 e 9967.0115

Vip camping – R.Emanoel Rebelo dos Santos,866 – bairro da barra –tel.47 33675829/88433220

Camping Eucaliptos – Rua 4.502 nº 162. Tel. 47 3361-4614.

Camping Oásis – Av. do Estado nº 2850. Tel. 47 3366-3028.

Camping Praia Do Pinho – Tel. 47 3391-6010 e 3367-6977.
www.praiadopinho.com.br

Camping Parque Camboriú – Rua Manoel Correia, acesso pela Br-101 Km 139
Tel. 47 3344-2409.

Camping 3.300 – Rua 3.300, S/Nº. Tel. 47 3361-0660.

Barra Velha

Uai ! Camping Chalé – Rua Arthur Zimmermann, 93 – Praia do Tabuleiro. Tel. (047) 3456.2483.
uaicamping@uol.com.br
http://uaicamping.sites.uol.com.br


Blumenau

Morro do Spitzkopf
– Rua Bruno Schreiber nº 3777 – Bairro Progresso. Tel. 47 3336-5422.

Camping Recanto Silvestre – R. Sta. Maria, 4269 (Progresso), 14,5km. Tel. 47 3336-5447.


Bombinhas

Camping Paraíso Tropical – Rua Landim nº 168, Canto Grande. Tel. 47 3393-3143 / 3393-3177.
A área é pequena (cerca de 50 módulos para barracas), boa estrutura e organização, sendo bem arborizada.
Possui churrasqueiras coletivas, play ground e área específica para motor-homes.
www.ptropical.com.br
reservas@ptropical.com.br

Camping Costão – Rua Águia, 332. Tel. 47 3393-6106 / 3369-1402.
Localizado no canto esquerdo da Praia de Bombas
Com a área destinada a barracas e um prédio central reunindo as baterias de banheiros, churrasqueira coletiva,
espaço com televisão e mesas e cadeiras à disposição dos campistas.
A área também é pequena (cerca de 90 módulos), portanto se for para um final de ano ou
carnaval é recomendável contato prévio com qualquer desses campings.
O Camping não aceita Motor Homes

Camping Retiro dos Padres – Estr. Retiro dos Padres – Rua das Garoupas (Praia do Retiro). Tel. 47 3369-2467.
Fica em frente a uma pequena e bonita praia
Lindo visual do mar, pedras e morros em torno, o que torna um lugar bastante agradável para acampar

Camping Brilhos do Sol – Rua Tiriba, 41 . Tel. (47) 3369-1425
www.brilhosdosol.com.br

Bombinhas Camping & Paddle – Rua 10, S/N – Praia de Bombas. Tel. 47 3369-1602.
Aceita somente barracas

Camping Por do Sol – Av. Girassol, 1693
Tel: (47) 3369 3049

Camping Canto da Lua – Praia da Conceição
Tel: (47) 3393 3451

Camping Maravilha – Rua Pitangueira
Tel: (47) 3393 3117

Camping Bela Vista – Av. Vereador Manoel José dos Santos
Tel: (47) 3369 2728

Camping 4 Ilhas – Rua dos Atóis, s/nº – (47) 3369 2124
www.4ilhascamping.com.br
e.q.q@terra.com.br

Camping Santa Catarina – Av. Vereador Manoel José dos Santos, 822
Tel: (47) 3369 2087

Camping Sol de Verão – Av. Girassol
Tel: (47) 3369 3152

Camping Sombra e Mar – Rua Canário, 435
Tel: (47) 3393 6311

Camping Águas Cristalinas – Av. Vereador Manoel José dos Santos, 400
Tel: (47) 3369 2255

Camping Bombinhas – Av. Vereador Manoel José dos Santos
Tel: (47) 3369 2322

Camping Marolas – Av. Vereador Manoel José dos Santos, 174
Tel: (47) 3369 4103

CAPINZAL

AABB = 49 – 3555.1281  FAX  1171

www.capinzal.aabb.com.br

Dionisio Cerqueira

AABB = 49 – 3644.1348


Florianópolis

Camping dos Açores – Est. Geral do Campeche. Tel. 48 3237-4163.
www.guiafloripa.com.br/campingdosacores

Camping Águas Verdes – Rua Geral nº 65 – Bairro dos Ingleses. Tel. 48 3269-1843.

Camping Balneário São Miguel – acesso pelo km 187,5 da BR-101 p/ Curitiba (Biguaçu)
Tel. 48 3243-3245.

Camping Canasvieiras – R. Mário Lacombe, 179 (Canasvieiras), 27km. Tel. 48 3266-0457.

Camping Candango – Av. Me. Maria Vilac, 866 (Canasvieiras), 28km.

Camping Croa – Av. Tertuliano Brito Xavier, 2630 (Praia de Jurerê), 26km. Tel. 48 3266-1980
www.netcidade.com.br/campingcroa
campingcroa@attglobal.net

Camping Golfinhos – Rua dos Golfinhos (Praia dos Ingleses). Tel. 48 3244-5566.

Camping Lagoa da Conceição – Av. das Rendeiras, 1480 (Lagoa da Conceição), 15km
Tel. 48 3232-0555.

Camping Rio Vermelho – Rod. João Galberto Soares s/nº. Tel. 48 3232-4067.

Camping Eucaliptos – R. Me. Maria Vilac, s/n. Tel. 48 3266-0748 / 3266-1080.

Camping Verde Limão – Praia da Barra da Lagoa, s/n. Tel. 48 3232-3019.

Camping Trilha do Sol – R. Leonel Pereira. Tel. 48 3266-0249.

Camping Suvaco das Cobras – Est.Geral de Jurere, 2630. Tel. 48 3266-1980.

Camping Barra – Estrada GEral da Barra da Lagoa. Tel. 48 3232-3199.

Camping Costa do Sol – R.Clorinda Ventimiglia, s/n. Tel. 48 3266-1799.

AABB = 48 – 3028.9395 

http://www.aabbflorianopolis.com.br



Garopaba

Camping Lagoa Mar – Rua Lagoamar, s/nº, Garopaba. Tel. 48 3254-3187.
www.lagoamar.com.br

Camping Garopaba – Rua Nereu Ramos nº 115. BR-101, km 272. Tel. 48 3254-3256.

Jardim da Lagoa – a 70km ao sul de Florianópolis. Rua Rosalina de Aguiar Lentz, s/nº.
Tel. 48 3254-3156.

Camping Marquinho – Rua Aderbal Ramos nº 46. Tel. 48 3254-3232.


Gravatal

Termas do Gravatal – Termas do Gravatal, 4km. BR-101, km 335. SC-348 mais 20km.
Tel. 48 3648-2122.


Içara

Aquático Parque Verde – Lagoa do Faxinal, 17km. Tel. 48 3468-1091 e 3433-0266.

Campestre Iate Clube – Lagoa dos Esteves, 18km. Tel. 48 3468-1223.

Camping Lagoa dos Esteves – Lagoa dos Esteves, 18km. BR-101, km 381. Tel. 48 3468-1223.

Rincão Piloto – Av. Leoberto Leal, 215 (dist. de Rincão) 16km. Tel/Fax. 48 3468-1754.

Camping Esplanada – Rua Ipiranga, 305 – Centro.


Imbituba

Camping Jangadeiro – Rua Quintino Bocaiuva nº 10 – Praia de Imbituba. Tel. 48 3255-0092.

Camping Itapituba – Rod. Br 101 Km 296.

POSTO NOVA BRASILIA – AO LADO DIREITO DA BR 101 SENTIDO NORTE SUL = PROPRIETARIO SR. RENATO  (48) 3255.71.79 ao lado da FERJUR.

ITA

Camping thermas:- 49-3458.1909  Sr. Ricardo e Josiane,

                                      Email:- parquethermasita@vupt.com.br

R$ 10,00 por pessoa ( ligar antes)


Itapema

Brisa do Mar Camping – Av. Nereu Ramos nº 950, Centro. Tel. (47) 9985-1101.
campingbrisadomar@yahoo.com.br

Camping Carolina – Br 101 – Km 150. Tel. 47 3369-4109

Camping Andorinha – Av. Nereu Ramos 108. Tel. 47 3368-4160

Camping Beira Mar – Av. Nereu Ramos, Praia De Itapema. Tel. 47 3368-4386


Itapoá

Barraca Armada – Acesso pela Av. Atlântica, s/nº. Tel. 41 3256-9411.

Camping d’Itapoá – Av. Principal (Praia de Itapoá). Tel. 47 3443-6022.


Jaguaruna

Camping Lago Azul – Estr. p/ Arroio Corrente, 7km. Tel. 48 3624-0290 e 3624-0143.

Camping Panorama – Praia de Campo Bom, 19km, Rua Geral s/nº.
Tel. 48 3433-5207 e 3433-3125.

Joinvile

Parque Aquatico Recanto Davet = camping R$ 20,00 p/pessoa

Rodov. SC 301 Km 3 – Estrada do Pico – Pirabeiraba – Joinvile – SC

Fone:- 47 – 3428.0485 – 91090485  Email:-contato@parqueaguaticorecantodavet.com.br

Baixa temporada = só finais de semana. Alta de Novembro a Março das 8:00 às 20hs


Lages

Camping Tio Carmo. Tel. 49 3222-5460.

Camping Machado. Tel. 49 3224-2421.

Laguna

Camping Senhor Natureza – Morro da Glória, 1km. Tel. 48 3647-0356 e 51 3211-2144.

Camping Farol – Estrada Geral do Farol de Santa Marta – Prainha do Farol a 100m.
Tel. 48 3647-0572 e 9986-1129.

Camping Molhes da Barra – Av. São Joaquim, 57. Tel. 48 3647-0686.

Maravilha

AABB = 49 – 3664.0093  FAX 0290


Navegantes

CCB-SC-02 – Rua Bernardino A. Nascimento, s/nº. Tel. 47 3224-3083.

Recanto do Gravatá – Sec. Tur. Av. Ivo Silveira, s/nº. Tel. 47 3342-1036.


Palhoça

Camping Floramar – Acesso pelo km 226 da BR-101 p/ Garopaba,(Praia de Fora) 12,5km
Tel. 48 3242-8144.

Camping Pinheira – Acesso pelo km 242 da BR-101 p/ Garopaba,(Praia de Cima) 37km.
Tel. 48 3283-1155.

Ponta dos Papagaios – Acesso pelo km 237 da BR-101 p/ Garopaba,(Praia do Sonho) 29km.
Tel. 48 3286-1114.

Camping Sonhos – Av. Nova Aurora, 278  Acesso pelo km 237 da BR-101 p/ Garopaba,(Praia do Sonho) 29km.
Tel. 48 3286-1176/3286.1213


Palmitos

Cooperarco – Arborizado, ao lado do Rio Uruguai. Tel. 49 3872-0120.

Ilha Redonda – Balneário de Ilha Redonda. Tel. 49 3872-0410 e 3872-0477.

AABB = 49 – 3647.0069 

http://www.aabbpalmitos.com.br


Penha

Camping do Flamboyant Amarelo – Av. S. João, (Praia da Armação) 6km. Tel. 47 9989 5619.

Camping Praia do Poa – Rua Waldemar Werner 1. Tel. 47 3345-0155.

Camping Praia Vermelha – Praia Vermelha. Tel. 47 3345-0447.

Camping Praia Alegre Constancio – Rua Cecílio Philament De Oliveira 45. Tel. 47 3322-6363.

Camping Litoral – Rua Brusque. Tel. 47 3345-0115.

Camping Shangri-La – Av. Itapocorói 1875. Tel. 47 3345-0359.


Piçarras

Camping Terramar – Av. Beira Rio Km 1. Tel. 47 3345-0928.

Camping Tigre – Av. Nereu Ramos, 1902 – Norte. Tel. 47 3345-0941 e 3345-2339


Piratuba

Camping Piratuba – Final Da Av 18 De Fevereiro. Tel. 49 3553-0132.
www.piratuba.com.br


Pontal Do Sul

Camping Recanto Do Mel – Av. Beira Mar, 27. Tel. 41 3455-2251.


Porto Belo

Camping Dolce Vita Mar – Rua Manoel Fellipe da Silva, 521 – Centro. Tel. 47 3369-4106.
www.dolcevitamar.hpg.com.br
ellavita@terra.com.br

Camping Paroquial – Av. Governador Celso Ramos. Tel. 47 3369-4062.

Camping Blumenauense – Rua Senador Atílio Fontana, S/Nº. Tel. 47 3369-4208.


Rio dos Cedros

Camping Ilha – Estrada Geral Palmeiras, s/nº. Tel. 47 9973-9000 e 3386-1050.

RIO DO SUL

Parque Harry Hobus – fica ao lado da BR 470, tem agua, luz, internet, iluminação publica e ronda policial . É da prefeitura 


São Carlos

Camping Águas da Prata – Rua Rio Grande do Sul, s/nº. Tel 49 3725-4392.


São Francisco do Sul

Camping Tonys – Rua Campos Novos, 563. Tel. 47 442-3288 e 41 3267-5137.

Camping Clube Suíço – Rod. Duque De Caxias, Km 7. Tel. 47 3442-2584.

Ubatuba Camping – Rodovia Duque De Caxias 1585. Tel. 47 3442-2031.

Camping Parque Balneario Oasis – Rua 7 De Setembro, S/Nº – Cx. Postal 89.

São José do Cedro

AABB = 49 – 3643.0981


São Martinho

Camping Salto Das Aguas – Tel. 48 3645-0321.


São Joaquim

CCB – SC 01 – Rua do Camping s/nº. Tel. 49 3224-3083.

São Miguel do Oeste

AABB = 49 – 3622.0802 FAX 3621.0057

http://www.saomigueldooeste.aabb.com.br


Sombrio

Gaivota Camping Tur – Estrada Para Balneário 6 Km. Tel. 48 3583-1311.

Tangará

AABB = 49 – 3532.1020  FAX 1011

www.tangara.aabb.com.br

Xaxim

AABB = 49 – 3353.2470  FAX 1133

                                                www.xaxim.aabb.com.br

O Dia que Fomos Acolhidos por Uma Comunidade Quilombola

Sempre que me perguntam o que há de melhor em viver na estrada eu não hesito em responder: As pessoas.

Sim, as pessoas que encontramos pelo caminho nos fornecem o maior tesouro a ser levado em nossa bagagem e foi em um desses momentos que nos perdemos pelo caminho que o destino sabiamente nos colocou na direção da comunidade Quilombola São Roque, localizada na Cidade de Praia Grande em Santa Catarina na divisa com Rio Grande do sul.

Fomos para passar apenas uma noite mas a forma que fomos acolhidos por todos da comunidade nos fizeram passar 3 noites e 3 dias e por pouco não ficamos mais.

A comunidade São Roque ainda mantém viva a cultura e tradição de seus antepassados e com cada ancião com quem conversávamos era uma completa aula de história.

O Assunto rendeu tanto, que estou montando um pequeno documentário com fragmentos dos relatos e histórias
de violência e injustiça, mas também de lutas e resistência. A comunidade foi formada da indignação de homens e mulheres que se recusaram a trabalhar como escravos, formando o quilombo São Roque.

O tempo passou mas a resistência e a luta desse povo sofrido continuam até os dias atuais, até mesmo para poder plantar na terra que vivem desde meados de 1.800 eles precisam lutar na justiça, fato que ocorre desde 2004 quando foram proibidos de cultivar a terra dos seus antepassados por elas estarem inseridas nas regiões dos Cânions, protegidos pelas leis ambientais.

Réplica de uma casa da época da escravidão. Esta casa fica ao lado da escola da Comunidade São Roque.

Contam que no período da proibição muitas famílias começaram a passar fome, era da terra eles tiravam todo o sustento de suas famílias. Após a proibição muitos venderam suas terras por trocados e migraram para a cidade mas sem saber ler ou escrever acabaram por viver uma nova escravidão, o da fome, do preconceito e da falta de apoio político.

Hoje com o apoio de algumas entidades e promotores de justiça estão aos poucos conseguindo reaver as suas terras e expulsar os impostores que estavam explorando a área de forma ilegal. Estão conseguindo cultivar suas roças familiares e aos poucos o sorriso branco e largo, que aliás é uma característica marcante desse povo esta voltando.

As histórias são muitas e os contos e lendas também. Conversar com o Sr Dirceu e seu irmão Valdir nos fez viajar ao passado quando ficava eu e meus irmãos sentados ao lado do fogão a lenha comendo pinhão e ouvindo nossos avós contarem as lendas dos “matos”, eram estórias de boitatá, mula sem cabeça, corpo seco entre tantas outras. Lá na comunidade ouvimos o conto do Príncipe que percorria a região da Pedra Branca em busca de uma noiva, ouvimos o conto do espírito perdido do moço que encilhou a própria mãe e por aí vai. Se passam horas e horas ouvindo a história deles sem que nos cansemos.

Mas como não é só de contos e histórias que eles vivem, fomos fuçar um pouquinho para saber mais sobre o que eles plantam, como vivem, artesanato, culinária e escola.

Descobrimos que plantam de tudo um pouco e o Pedro foi conhecer a roça do Elizeu que hoje é o presidente da associação. Ele nos recebeu em sua casa para o café da tarde e sua esposa Simone com todo o carinho nos preparou um delicioso pão de Ló.

Acolhida sábado a tarde na Casa do Eliseu e da Simone, com direito a chimarrão e Pão de Ló

De lá saímos com a feira da semana feita e o coração cheio de alegria.

Ganhamos Aipim fresquinho, couve, alface, cheiro verde, ovos caipira. Mais tarde outro morador nos trouxe espigas de milho verde, outro nos trouxe lambari pescados no rio que passava bem atrás no nosso acampamento e também trouxe um potinho de farofa de amendoim feito no pilão, nossa, esse último presente foi para me derrubar, quase chorei, juro. Mas você deve estar pensando, tá, o que um potinho de farofa de amendoim tem de tão especial? Tem gosto de infância, minha avó fazia e eu amava.

Rio que passava logo atrás do nosso acampamento

Ainda Tem a dona Maria, anfitriã muito acolhedora e simpática, ela tem uma pequena venda de coisas que ela mesma produz. Em sua maioria conservas e geleias feitas com produtos locais. Na cozinha ela prepara carinhosamente uma polenta, comida a base de farinha de milho que era muito apreciada pelos seus antepassados e servida sempre com fartura até hoje na mesa do povo Quilombola São Roque. _”É uma herança que guardamos com carinho”, conta dona Maria Rita dos Santos

Como podem perceber, todo esse carinho e acolhida deixou marcas registradas, não apenas em nossas câmeras fotográficas mas também em nossos corações.

Descobrimos também que eles mantem viva a tradição da confecção de cestos e balaios que são feitos com tiras de cipó ou com taquara de Bambu, utensílios esses que eram muito usados pelos seus avós para guardar milho ou outros produtos. Eles colocavam no lombo das mulas e transportavam as cargas até São Francisco de Paula, onde tudo era vendido,” conta o sr João Gabriel.

Na comunidade todos fazem questão de manter viva as tradições de seus antepassados, seja através da música, da agricultura ou do artesanato.

Na única escolinha da comunidade ensina-se o bê-á-bá para os pequeninos durante o dia e a noite ensina-se os adultos não apenas como se fazer valer das letras, mas também como resgatar por exemplo, os conhecimentos das plantas medicinais, plantas estas que até hoje são utilizadas pela comunidade para tratar e curar os mais diversos males que acometem homens e bichos (em sua maioria causadas em razão da modernidade), um conhecimento que sem dúvida não pode se perder.

E claro que em meio a tantos presentes que ganhamos, não podia faltar uma erva medicinal, quer dizer, duas ervas. Ganhamos do Sr Dirceu a Quina e uma”vorta” de cipó Mil Homens, a primeira serve melhora a digestão, ajuda a desintoxicar o fígado e o organismo, tem ação antisséptica e anti-inflamatória, auxilia no tratamento da malária, combate a febre, reduz dores no corpo….enfim, as propriedades são Muitas.

Já o cipó de Mil Homens é uma das plantas com propriedades medicinais fortíssimas e com um nome bastante curioso batizado pelo sanitarista Carlos Chagas, que usou o tal cipó para tratar milhares de operários das ferrovias brasileiras, contaminados por um tipo perigoso de malária.

Na noite em que chegamos era o encerramento do ano escolar (inicio de dezembro), lá pudemos conhecer alguns dos professores e vários membros da comunidade. O Sr Dirceu e seu irmão Valdir faziam parte dessa turma, ambos já passado dos 60 anos decidiram andar 5 km toda noite para frequentarem as aulas noturna, e pasmem, o Sr Valdir disse que ainda fará uma faculdade.

Em razão do tempo que acabou sendo corrido, acabamos não indo até a casa deles, que segundo o que nos explicaram é feita de pau a pique, coberta de lona e fica inserida bem no meio da floresta, lá não tem luz nem água encanada e vez ou outra o Leão aparece e acaba comendo um porco e uma vez acabou pegando um dos cachorros deles. Confesso que lamentei muito não poder ir até lá tomar um café tropeiro com eles.

Dentro do território da comunidade esta inserido um ponto turístico bastante procurado pelos aventureiros, a famosa Pedra Branca. São aproximadamente 900 metros de altitude, não parece muito né, mas não subestime, a trilha é bem perigosa em razão das diversas serpentes que habitam a região, uma aliás passou entre os pés do Pedro e por sorte o anjinho da guarda dele estava bem antenado.

Não íamos fazer essa trilha sozinhos justamente por receio das cobras, mas como sempre somos presenteados com a presença de pessoas especiais, acabamos por encontrar o Lobão e sua turma, guias experientes e conhecedores dos perigos e armadilhas a que podemos ser vítimas em meio a mata. E claro que aceitamos o convite, para a nossa felicidade, afinal, se não fosse pela ajuda deles não teríamos chego ao topo da escalada.

Ao Bruno coube carregar a mochilinha da Duda, a mim e ao Pedro coube ofegar muito, dar muito trabalho e deixar todo mundo sem água com uma certa antecedência. Foram pouco mais de 3 horas de caminhada sob o sol de quase 40 graus, no final para alcançar o topo tive um apoio extra do Lobão que apanhou meus pulsos e literalmente puxou-me pelos últimos 100 metros sobre a rocha lisa.

E no final o premio, uma vista de tirar o fôlego. No topo dessa pedra há uma plataforma Base Jump (tem doido pra tudo).

Na volta com sede, com fome, cansados e suados de dar dó, fomos direto tomar água, cervejinha gelada e colocar a carne no fogo. Uma panelada de mandioca que ganhamos no dia anterior e um pouco de carne fizeram a nossa festa e de mais algumas crianças da comunidade que se sentaram no chão em circulo e comeram junto com a gente, direto com as mãos mesmo. Foi bom demais compartilhar esse momento com eles pena que no meio a fome e a muvuca nem lembrei de pegar a câmera para registrar.

Comunidade São Roque localizada na cidade de Praia Grande em Santa Catarina.

Enquanto comíamos rolava um jogo de futebol no Campinho e muita música alegre tocada e cantada por alguns integrantes da comunidade, enquanto isso lá dentro na sede da escola eram preparada comidas e petiscos e na nossa casinha recebíamos as visitas dos nossos amiguinhos que deixaram nossa casinha mais alegre e colorida.

Nosso amiguinho foi visitar nossa casinha….

No Balção entre a cozinha e a sala “social” da escola onde acontece a maior parte dos eventos, também estavam expostos algumas gamelas talhadas na madeira e feitas a mão pelo Elizeu, atual presidente da associação dos Quilombolas. Compramos uma e desde então ela é nossa companhia em todos os nossos churrascos.

No outro canto da Sala próximo a um palco de madeira estavam expostos alguns quadros feitos por um dos senhores mais antigos da vila.

E assim passamos nossos 3 dias, cercados de pessoas, cercados de histórias, de costumes, de aventuras e acima de tudo cercados de muito carinho.

Por isso só posso finalizar esse post dizendo, Obrigada Eliseu, obrigada Simone, Dna Maria, Sr Dirceu, Sr Valdir, Sr Roque, Sr João e tantos outros rostos que embora eu não consiga lembrar o nome de todos, ficarão gravados em nossa memória e coração para sempre.

Obrigada Comunidade São Roque.

Algumas observações.

A comunidade nos forneceu água, luz e banheiro com chuveiro quente, eles não cobram valores de diária mas cada um deve contribuir com o que puder ou achar justo, afinal a Luz consumida não é gratuita para eles.

A região fica aproximadamente 30 km da trilha do Rio do Boi, então se você quer se aventurar um pouco mais essa dica pode ser uma boa pedida, há, e se tiver donativos como roupas, brinquedos ou alimentos pode ter certeza que serão bem aproveitados por eles, tem muita gente que precisa. Junte os amigos e se aventure, depois volte aqui e me conte como foi a tua experiência.

Como me tornei Nômade Digital com quase 50

É, quase meio século de vida e chega aquele momento de reflexão em que questionamentos brotam de todos os lados inundando nossa alma ávida para viver tudo aquilo que até então nos foi negado.

Foi num desses momentos que decidi estudar um novo caminho, a velha vida cheia de rotinas, terninhos bem alinhado, salto alto, reuniões chatas e interminaveis, peso extra por comer qualquer porcaria dentro do carro no caminho entre um cliente e outro já não estavam alinhados com meus sentimentos e com minha missão de vida.

Afinal, passar pela vida vivendo como um zumbi que repete exaustivamente todos os dias a mesma rotina não me parecia mais uma opçåo aceitavel.

Aí a razão começa a brigar com com o desejo, e as crenças limitantes aprendidas desde a infância começam a fazer uma guerra dentro de mim, então resolvo desafiar a razão e me lançar no mundo, romper com paradigmas, mudar a roupa, a casa e o quintal, e que quintal! Uauh.

Mas a tarefa de reaprender uma profissão a qual me permitisse trabalhar de qualquer lugar do planeta não foi tão simples quanto parecia, gastei muito dinheiro em cursos, gastei tempo pesquisando, fiz muitas tentativas e erros, e não foi fácil convencer o marido que era necessário essa dedicação e esforço para atingir meus objetivos, mas fiz valer meus conhecimentos em informática, da experiência de anos administrando empresa e comandando equipe e do meu perfil empreendedora para me transformar em uma Nômade Digital.

Mas o que é ser uma Nômade Digital afinal?
Ser nômade digital é uma decisão de vida. Eles conscientemente não têm uma casa para voltar. Eles escolheram não ter raízes em seus países ou em qualquer outro país onde eles venham morar eventualmente. Eles não estão fugindo de nada e nem estão em busca de nada. Eles simplesmente aproveitam o percurso e as novas paisagens enquanto vivem a vida e trabalham “normalmente”.

Um Nômade digital pode atuar nos mais variados seguimentos, temos um amigo que é programador, outro faz sites (até iniciei mas não vi muita viabilidade), outro virou youtube de sucesso….ta, ta, ok, a pergunta que você deve estar se fazendo é “mas eu não sou profissional da informática, então não posso ser um Nômade Digital?”

Errado, pode sim. O marketing de afiliados por exemplo é um nicho de mercado que só tem ampliado nos últimos anos e já existem várias empresas que possuem essa plataforma, sendo que a mais conhecida delas é o Hotmart, lá qualquer pessoa pode se cadastrar e vender produtos digitais, as comissões variam bastante, mas de um modo geral são bem atrativas. Essa é uma ótima opção para quem vive na estrada, pois não precisa de estoques fisicos.

Existem várias outras maneiras de empreender e tirar bons rendimentos sem que para isso você precise viver escravo do sistema, entretanto, não é tão simples iniciar um negócio lucrativo do zero, muitas noites fui dormir passado das 2 da madruga, então dedicação e foco especialmente no primeiro ano é indispensavel.

Se você é como eu, quer viver por ai sem horários fixos, sem uma rotina desgastante, sendo seu próprio chefe, sem funcionários desmotivados e ainda tendo a possibilidade de conhecer lugares, culturas e pessoas interessantes, recomendo que arregasse as mangas, pregue a bunda na cadeira e estude, aprenda a fazer um Blog, aprenda a escrever, aprenda a fazer videos, melhore suas fotos, aprenda a editar videos, aprenda a lidar com as ferramentas do Google, aprenda como funciona as plataformas do Marketing de afiliados e as diferenças entre elas, fique ligado aqui no Blog, se inscreva para recebera conteúdos com dicas dos caminhos que segui até aqui.

No link abaixo você encontrará alguns dos cursos que fiz e que ajudaram imensamente a aprender quais ferramentas e estratégias usar, afinal quando falamos em marketing digital ou trabalho digital esse assunto abrange uma gama infinita de possibilidades e muitas vezes você é especialista em um determinado assunto mas não tem a menor idéia em como colocar esse conhecimento na internet e fazer com que ela trabalhe para você, é preciso aprender.

Trabalhe on line, aprenda como.

Um exemplo disso é, você é uma personal trainer, ou ainda uma Designer de moda, ou uma cerimonialista, ou advogado, ou jornalista, contador, arquiteto….enfim, não importa o teu ramo de atuação, há sempre uma possibilidade em colocar a tecnologia trabalhando para você mas é preciso estudar muito como isso tudo funciona por isso disponibilizo alguns dos cursos que fiz aqui na Loja Virtual Amor Sobre Rodas para ajudá-los nesse processo.

O meu projeto ainda não esta 100% concluido, mas já estou colhendo frutos. Resolvi dividir com vocês essa experiência pois muita gente tem me perguntado como é possivel realizar esse sonho de ganhar dinheiro enquanto viaja, e a 3 anos eu e o Pedro, como nossos seguidores bem sabem, vivemos em um trailer. Ele é aposentado, mas aposentadoria no Brasil não quer dizer muita coisa, então eu que não sou aposentada preciso me virar nos trinta e é um pouco dessas experiências que vou dividir com vocês nos próximos posts.

Fiquem ligadinhos e nos sigam pra receber as notificações das próximas postagens.

Cânion Espraiado

Encantamento foi a palavra que encontrei para descrever essa região. Sabe aquele lugar que te dá dor na mandíbula de tanto falar “Ohhhh”, para onde você olha vem logo um “Ohhhh” acompanhado, pois bem, esse é o lugar.

Cânion Espraiado – Urubici (foto de Noemi Cardoso)

O Cânion Espraiado fica localizado no Morro do Campo dos Padres, nome dado em alusão a passagem dos Jesuítas no período das missões, os quais se refugiavam nessas localidades, aliás, a região abriga um antigo cemitério Jesuíta, visível apenas para quem faz as trilhas mais longas (são poucos que se aventuram).

A região é provida de inúmeras  lendas, esculturas geológicas e, cercada de  montanhas, escarpas e chapadas, além dos  cânions e das cachoeiras  que compõem todo o cenário.

Contém um dos pontos mais elevados de Santa Catarina, com 1827 metros de altitude

É uma região excelente para praticantes de Trekking, pois até mesmo o acesso só é possível com mochilão, carro 4×4, moto de trilha, alguns doidinhos arriscam a subida com bike e não sei como consegue, mas conseguem. Com carro pequeno não arrisque ou você vai inevitavelmente ficar pelo caminho e detalhe, lá não chega guincho.

Esse acesso se dá Por Ububici e tem mais ou menos 10km. Parece bem pouco né, mas levamos quase 2 horas para fazer a subida em uma Ranger 4×4  com bloqueio do diferencial e com marcha  reduzida, tudo bem que havia acabado de cair um toró de água, mas o trajeto é complicado mesmo. Eu cheguei a achar que não chegaríamos a lugar algum, e que logo logo eu seria devorada por um leão da montanha em uma das diversas porteiras que tive que descer para abrir (ainda bem que o bicho tem búfalos e javalis selvagens para caçar na região), ufa, me salvei para contar essa história.

Caso você não queira fazer um mochilão e também não disponha de um 4×4, fique tranquilo, ainda dá para chegar até lá utilizando-se do serviço de transporte do pessoal que cuida e administra a visitação no cânion. Eles não possuem site então vou deixar o link da fan page deles no final do post.

Outra coisa, se você é aquele que gosta de luxo, não vá. A única habitação é do pessoal que mora e que fazem as cobranças de acesso ao Cânion. Lá você encontrará um rancho muito, mas muito rústico mesmo com o chão forrado de cepilho um fogão a lenha compartilhado por todos, cachorros e galinhas circulando pelo ambiente enquanto você prepara um rango qualquer.

Se você usar o camping será estilo selvagem e se não compartilhar cozinha, luz e água você irá pagar uns 5 reais a menos no valor da diária, o que do meu ponto de vista não vale a pena, até porque o pessoal que lá mora cobram bem pelas estadias mas oferecem quase nada.

O único banheiro em cimento bruto é compartilhado por todos (torça pra ter pouca gente). Se você quiser se alimentar lá no local eles fazem as refeições mediante encomenda (normalmente para grupos), também é possível fazer rappel, trilha para a cachoeira e Slackline , para isso é preciso contratar um guia (todos os moradores são guias e praticantes de esportes radicais) e possuem todo o equipamento necessário.

Há também a possibilidade de pousar nos beliches que eles alugam em quarto compartilhado, os ciclistas que chegaram na mesma noite que nós fizeram essa opção.

Nós felizmente estávamos a bordo da nossa Terra Bruta, mas em razão do vento que é muito forte na região não pudemos montar o toldo com fechamento, então cozinhamos no fogão a lenha deles, rodeados de cachorros e galinhas, mas foi bem divertido e diferente. Nosso stress ficou por conta de não poder soltar a Dudinha nem para fazer xixi porque os cachorros (tinha uns 15) representavam uma ameça grande pra ela.

No dia seguinte da nossa chegada fizemos a trilha que leva a borda do Cânion, não é muito longa e bem tranquila de se fazer (pra quem gosta de Trekking) e não precisa de guia, a dificuldade maior fica por conta do Charco que são grandes poças d’água com quantidade de lama variável e se formam principalmente na grama e em depressões na terras, no caso do Espraiado esses charcos se estendem por quilômetros e são cobertos por um tipo de graminha típica da região, então use meias adequadas e sapatos de trilhas bem isolados pois os pés afundam e molham bastante em alguns trechos.

No segundo entardecer fomos ver o pôr do Sol no morro da Torre como é chamado pelo pessoal da região. É um dos pontos mais altos a que se tem acesso com pouco mais de 1.600 metros de altitude e é chamado assim em razão de ter uma torre de medição de ventos nele, a vista é simplesmente incrível. Fomos com a Terra Bruta até lá porque fica a 8 km da casa de apoio e para voltar a noite de apé em meio a búfalos selvagens não nos pareceu uma boa ideia.

As fotos que aqui deixamos pode transmitir um pouco do da beleza da região mas não conseguirá mostrar a vocês o tamanho da alegria e emoção que sentimos, só indo e presenciando essa obra da natureza para vocês terem uma ideia do quão belo é esse nosso planetinha. Dos Cânions que conhecemos no Sul do país esse esta em primeiro lugar, não sei se apenas pela beleza, ou pelo fato que aqui ainda há pouca mão do homem aqui, a gente se sente isolado do mundo e mais perto de Deus (aquele que habita em mim e habita em você), sem dúvida um convite a meditação e reflexões.

Dificilmente sentimos vontade de retornar aos mesmos lugares, entretanto, alguns ficam tão marcados na memória que a volta é inevitável. No Cânion Espraiado já ta certo que o dia que conseguirmos adquirir nosso tão sonhado Drone, iremos voltar e registrar mais um pouquinho dessa obra divina protegida por Deus e admirada pelos homens.

Quando vocês forem conhecer, venham aqui e nos contem o que acharam e o que sentiram chegando lá.

São José dos Ausentes

Por muitas vezes vimos reportagens e imagens das regiões das Serras gaúchas, e ficávamos encantados, sonhando com o dia em que cavalgaríamos nesses campos  cercados por gado e cânions por todos os lados e que seriam ainda mais lindos do que aqueles que víamos através da telinha da Tv. Embora a região conhecida como Pampas esteja mais ao sul, segundo o IBF (Instituto Brasileiro de Florestas) toda região de coxilha pode também, em razão do tipo do solo e vegetação ser chamada de Pampas, entretanto são mais conhecidos como Campos Altos, mas isso não importa, o que importe é que…

Esse dia tão esperado chegou e a experiência foi incrível, enfim conhecemos São José dos Ausentes.

A história se faz presente muito mais do que apenas no nome, no século XVIII  desbravadores encontram um lugar intacto pelo homem e desenhado por Deus, abraçado pelo estado de santa Catarina entre o rio Pelotas e nascente do rio das Antas estava localizado o maior latifúndio do Rio Grande do Sul, a Fazenda dos Ausentes, localizado em uma região privilegiada do país, São José dos ausentes esta inserido em um Eco sistema único, os campos de cima da Serra são formados por campos de altitude e matas de araucárias.

Junto as belezas naturais a região oferece grandes atrativos como a vista exuberante do pico e Cânion Monte Negro, Coxilha e Cruzinha além das majestosas taipas e mangueirões de pedras que te propiciam uma volta ao passado, o desnível dos rios, cujo fenômeno é de ímpar beleza, os passeios a cavalo pelas coxilhas e a rotina dos campeiros na lida diária, a comida típica em sua maioria feita com produtos cultivados ali mesmo na região, no quintal de cada casa ou pousadas dão um toque inesquecível nessa aventura.

São José dos ausentes sem dúvida oferece um diversificado e envolvente cenário natural envolto em um clima subtropical com temperaturas negativas que deixa suas marcas em campos e matas cobertos pela geada e a fantástica neve que altera as cores da paisagem dos campos de cima da serra no período de inverno.

São inúmeras pousadas disponíveis aos turistas, hospedar-se  em uma delas é sentir-se em casa, elas são sinônimos de aconchego e conforto. A maioria oferece  a possibilidade para acampar, embora não possuam uma área específica para camping, fornecem água, luz e banheiro com chuveiro quente, e quem não quiser cozinhar pode fazer todas as refeições na pousada e saborear comidinhas com gostinho do tempero da vovó.

Nós ficamos na fazenda e pousada Aparados da Serra (contato no link https://amorsobrerodas.blog.br/dicas-de-viagem/fotos/ , a última da rua que dá acesso aos Cânions. Como estávamos a bordo da nossa Terra Bruta e no período de verão, não fizemos uso das instalações da pousada, cozinhamos a nossa própria comidinha como de costume mas fizemos questão de conhecer as instalações e verificar como é o café da manhã servido na pousada que para nossa surpresa apresentou-se um verdadeiro banquete.

A aventura principal ficou por conta dos passeios a cavalo, meu marido tinha medo que eu me estabanasse no chão mas no final deu tudo certo, sem nenhum susto nem tombos.

No primeiro dia fomos para o Cânion da Coxilha, este é pouco divulgado mas para mim foi o mais bonito de todos.

Foram aproximadamente 3 horas de cavalgada com uma vista simplesmente de tirar o fôlego, nesse cânion não chegamos a cavalo até a borda pois é uma região que tem muito gado e para segurança deles, o Cânion todo é protegido  com cercas de arame (passamos por baixo de algumas). Para onde olhávamos víamos campos e mais campos verdinhos e o vento forte era o único som que ouvíamos o que transformava cenário simplesmente mágico e inesquecível.

No segundo dia quase não conseguimos sair da cama devido as dores no corpo da cavalgada do dia anterior (esse negócio é para os fortes) mas a vontade de conhecer os outros 2 cânions (Cruzinha e Monte Negro) nos fez pular rapidinho.

Fizemos nosso tradicional ovos mexidos com café preto fresquinho e saímos  para mais 15 km de cavalgada, dessa vez chegamos até a borda dos Cânions a cavalo e confesso que me superei pois havia prometido poucas horas antes de que não teria coragem para tanto, mas a vista é tão incrível que supera qualquer medo, e demais a mais os cavalos conhecem o caminho e os perigos e a minha Princesa era realmente uma lady e me conduziu de forma tranquila e sem sustos mas a Dudinha ficou um pouquinho enciumada, mas essa história conto pra vocês lá nos nossos vídeos no Canal do Youtube que logo logo vai para o ar.

Eu estava ansiosa para ver a famosa Viração, e nesse segundo dia fomos agraciados por ela. Tivemos a felicidade de conhecer e fotografar os Cânions Cruzinha e Monte Negro ainda com o tempo limpo e em seguida, um pouco antes de irmos embora começou a Viração, esse é um fenômeno que ocorre devido ao choque térmico da massa fria com o calor estacionado na altitude, fazendo com que uma névoa quase palpável se concentre no interior do cânion.

No Cânion Monte Negro tivemos o privilégio de fotografar e filmar bem de pertinho esses dois filhotes de abutre se preparando para lançar seus primeiros voos.

Aqui no Blog vou deixar algumas foto e um convite para que clique no link abaixo e assista o vídeo completo.

Cânions São José dos Ausentes – Amor Sobre rodas, a vida em um Trailer

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